24/03/15

On Holiday

                                                              A baixa de Faro

Uma semana de descanso em meados de Março. Nenhum avião para apanhar, desta vez. Até meio da semana, fiquei a pintar, a ler, ia arrumando a casa, vendo alguns filmes até que percebi que faltava apenas uma coisa. Não tinha escrito quase nada. Durante os dias de trabalho, só queria ficar sossegada para poder escrever e agora que tenho tempo... nada. Na mesma altura, a S. a minha madrinha, veio a Lisboa. Assim que ela sai do autocarro, diz pelo telemóvel: "Está um frio do cacete!". Desmanchei-me a rir, porque tive saudades de ouvir aquela expressão ( e só tem graça quando é dito por ela). De repente, uma ideia fulminante atravessou-me o espírito: E se descesse com ela para Faro? Lá não teria nada para me distrair, portanto teria MESMO que escrever. 

Duas luas mais tarde ( e com um eclipse lá pelo meio) estava em Faro. De manhã estava por minha conta. Acordei, tomei o pequeno almoço vagarosamente e segui para a baixa. Apesar das indicações da S. acabo por me perder à mesma e adorei a sensação. Torna-se num verdadeiro sossego para a mente. 

Vinte minutos depois, encontro o café que a minha madrinha me falou e sento-me à esplanada na companhia de um sumo de melão. Foi aí que a magia aconteceu: escrevi durante duas horas seguidas, algo que não acontecia há meses. Claro que a meio olhei para o céu nublado e roguei-me uma praga: "Merda, C. Porque raio não trouxeste um casaco??". Parece que S. Pedro ouviu a minha queixa e, meia hora depois, vieram uns raiozinhos de sol. 

A isto é que eu chamo de férias :-)

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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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