22/04/15

Peripécias no aeroporto # 2

Era um daqueles dias em que andávamos sempre sem moedas na caixa e os clientes resolveram pagar tudo com notas grandes. Percorremos o aeroporto várias vezes para pedir trocos às outras lojas. A I. sugere ir trocar o saquinho com moedas de 0,20 cêntimos e eu assenti. Ela estendeu-me o saco e, eu no meu desespero - tínhamos ainda alguns clientes na loja mas nem UMA moeda de 1 euro - fui a correr para a loja do lado trocá-las. De repente, só oiço um tilintar de moedas a espalhar-se pelo chão. Ainda boquiaberta, olho para a loja e vejo a I. a morrer de riso atrás do balcão.

Foi aqui que a natureza humana resolveu mostrar o seu lado mais brilhante: de imediato, várias pessoas à minha volta baixaram-se para apanhar o dinheiro e, de seguida, dirigiram-se a mim, colocando a moeda na minha mão, divertidos com a situação. Muitas delas, nem português falavam. Reparem que eram 10 euros em moedinhas e metade do saco andava pelo chão. 

De volta à loja com o dinheiro trocado, olho para a I. ainda com os olhos brilhantes de tanto rir e pergunto:
- Tu deixaste o saco aberto?
- Eu pensava que tu sabias... 
Desmachámo-nos as duas a rir. 

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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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