02/05/15

Ui a gula!

                                                     Alessandra Ambrosio

Até há poucos anos, achava que comer era uma perda de tempo, que era apenas uma necessidade, a menos que quisesse cair para o lado. Se houvessem comprimidos que contivessem todos os nutrientes necessários ao ser humano, substituindo as refeições, para mim isso seria o paraíso. Até mesmo quando era criança, detestava comer e demorava uma hora ou mais à mesa. 

À medida que os anos foram passando, isso mudou. Rendi-me à magia da culinária: de cortar os legumes frescos, de ouvir o crepitar de um bom refogado na frigideira, de sentir diferentes sabores. E a melhor parte de cozinhar é comer! Às vezes, quando saio do trabalho dou por mim a pensar com muito carinho nos bitoques da Portugália, com aquele molho para lá de divinal e batatas fritas. É o que dá almoçar às 10 e tal da manhã. Quatro horas depois já estamos a sonhar com comida, outra vez. 

Agora estou virada para o arroz doce. Sempre foi uma das minhas sobremesas preferidas e há dias em que dou por mim a comprar uma tacinha no aeoporto. Tinha visto no blog da Joana Roque - é só o meu blog de culinária preferido - uma alternativa ao arroz doce: com papas de aveia. Basicamente é levar tudo ao microondas - açúcar, canela, casca de limão, leite e aveia - e mexer. Hoje foi o dia de pôr isso em prática: Pus os ingredientes todos numa tigela, tapei com um pratinho, não vá estoirar a Terceira Guerra Mundial dentro do microondas e aqueci. Assim que levantei o prato, deliciei-me com o cheiro da canela e o limão. 
A melhor parte é que a aveia sacia bastante, ou seja, o espaço para petiscar desapareceu. 

E assim se torna numa pessoa mega saudável, hã? Cof... cof :)

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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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