24/05/15

Desenvolvimento... quê?

Sempre olhei para os livros de desenvolvimento pessoal com desdém, passavam-me completamente ao lado nas livrarias, ia directamente para a área da ficção. Aliás, desenvolvimento pessoal eram duas palavras que eu associava aos tempos de escolinha, de descobrirmos a nossa identidade, de apostarmos em nós, blá blá blá...
No entanto, tinha um problema em mãos: não sabia o que queria fazer da vida. Uma questão que afecta muita gente, mais do que aquilo que imaginava. Tinha eu 21 anos e andava nesse mar de incerteza. Passou mais um ano e continuava a bater na mesma tecla, até que me veio parar às mãos um livro de desenvolvimento pessoal do Daniel Sá-Nogueira. Qual não foi o meu espanto quando até me identifiquei com aquilo, pensei: "Eh pá, o homem até parece saber do que fala..." Uma nova palavra entrou no meu vocabulário: Coaching. Podia dizer agora que foi o livro que me salvou e vivi feliz para sempre, mas não. 

Um grande amigo meu recomendou-me a Joana Areias, fundadora do  Life Purpose Coaching System. Ao início, fiquei céptica, mas depois decidi arriscar, pois até quando é que iria continuar desorientada a nível profissional? Afinal de contas, vi que ela é especializada em ajudar pessoas na minha situação. Três meses depois, muita coisa mudou e o manto de nevoeiro foi-se dissipando lentamente. Bom, ainda não descobri o que quero, mas estou bem mais perto. Percebi o que é que gosto realmente de fazer (só de pensar que a resposta esteve desde sempre à frente do meu nariz) e estou a fazê-lo neste exacto momento: escrever. Faltava-me apenas acreditar nisso.

Eu também mudei. Sem dúvida que já não sou a mesma pessoa de há um ano atrás, mesmo neste último meio ano senti que o meu espírito despertou e andei muito mais consciente de tudo. Andava sedenta pelo conhecimento, aprendi coisas diferentes e quanto mais aprendia, mais queria saber. Voltei a pintar, tornei-me mais dinâmica e as pessoas à minha volta também notaram que eu estava diferente. Ficaram com a pulguinha atrás da orelha e perguntaram-me o que é que eu andava a fazer, como é que funcionava isso do coaching. Sim, a melhor parte disto tudo foi tê-los sempre a meu lado. Sempre. 

Com isto tudo, não estou a dizer que a minha vida se tornou cor-de-rosa, cheia de arcos-irís e póneis. Os dias cinzentos e chuvosos também existem, mas aprendi a lidar com eles de maneira diferente, ou pelo menos, da melhor maneira possível. E de passinho a passinho vou descobrindo mais todos os dias.

Obrigada a ti, Joaninha. 

2 comentários:

  1. Eu é que agradeço linda :) Continua sedenta, continua dinâmica, continua tu mesma!

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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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