30/07/15

Príncipe encantado

                                        Chuck and Sarah, da série "Chuck" (2012)

Ou a princesa. Também conhecido por "o/a tal ". Muitos são os que procuram mas eu cá tenho uma teoria: para mim tal ideia não existe. Não, não me tornei fria nem tenho um icebergue no lugar do coração. Pelo que eu vejo, o que existe são momentos. Com pessoas que nos marcam e que nos mudam, para melhor ou pior (geralmente é suposto ser para melhor, mas não é infalível). São fases da vida de cada um de nós. O ideal é essas fases estarem sintonizadas, de certa forma, nas duas pessoas mas isso nem sempre acontece. E quando não acontece, não tem necessariamente de ser uma coisa má. Muitas vezes - só para não dizer todas - não é nada fácil manter uma relação entre duas pessoas. Não é mesmo. 

O que se passa é que as comédias românticas e os livros do Nicholas Sparks só mostram a parte cor-de-rosa da coisa. E sim, é tudo muito bonito mas a longo prazo a relação acaba por se tornar num compromisso onde haja companheirismo, respeito, amizade, compreensão e um sem fim destas coisas filosóficas, estão a ver? Um trabalho mútuo. Estou a constatar o óbvio, eu sei, mas ao mesmo tempo, noto que muita boa gente perde esta noção. Porque no fundo é isso. Uma relação séria dá trabalho. Afinal, o que é que na vida não dá trabalho? Até  levantar o rabo do sofá para buscar a nossa tablete de chocolate dá trabalho! 

Lembro-me que quando cheguei ao último episódio da série que referi na imagem (das minhas preferidas, já agora) fiquei muito desapontada porque o final ficou em aberto. Três anos mais tarde e, depois de rever alguns episódios, percebi que foi dos melhores finais que a série poderia ter. Depende somente da nossa interpretação. Anything can happen

E é esse mesmo o meu lema de vida neste momento. Tudo é possível. Basta deixar. (Pronto, está bem e mexermos o rabo um bocadinho. Assim só um niquinho de nada).

7 comentários:

  1. Esses detalhes parecem óbvios, mas o problema é que muitas pessoas esquecem-se deles. Querem uma relação séria, mas depois não se esforçam para a manter. Sempre ouvi dizer que não se pode começar a construir uma casa pelo telhado, as relações também não. Não posso avançar sem primeiro conhecer a pessoa, estabelecer com ela uma ligação e desenvolver uma amizade sólida. A pessoa que está ao nosso lado tem que ser um melhor amigo. Manter uma relação dá trabalho, mas muitas pessoas não o querem ter, por isso é que ao fim de dias/semanas/meses vemos relações a acabar. Honestamente, porque, para mim, nunca o chegaram a ser.

    r: Não é mesmo, mas acho que com persistência conseguimos chegar lá*

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  2. Sem dúvida que ligar ao que os outros dizem é uma enorme perda de tempo. As pessoas vivem demasiado no seu mundo e acabam por ter uma mente muito limitada. A vida são dois dias e há necessidade de, nesses dois dias, quebrar alguns tabus!!! Obrigado pela forcinha <3

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  3. Eu quando não tenho o que fazer ponho-me a inventar e às vezes lá acabam por sair algumas ideias de génio. Ahahah Confesso, no entanto, que sobre as capas para o Iphone já tinha visto algo idêntico e decidi arriscar :P

    Se fosse a ti ia mesmo para o Iphone. Embora so "desactualize" o exterior, o software é absolutamente fabuloso assim como a câmara fotográfica. Vale muito a pena :D

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  4. Concordo plenamente com o texto. A grande maioria das pessoas deixa-se ludibriar pelos livros e pelos filmes. Crê num amor para sempre mas bem que se esquece que o "para sempre", sempre acaba.
    Parte de cada um de nós saber distinguir e distanciar as circunstâncias. Devemos saber viver o momento porque a vida é só isso: um momento!

    Adoro a forma como escreves! É tão "terra-a-terra".

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  5. Gostava de ser assim, de saber deixar andar, mas sou uma verdadeira control freak... em (quase) tudo na vida e gosto de tudo feito para ontem! Eu bem tento... mas não consigo.

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  6. A parte do felizes para sempre só nos contos mesmo.

    Beijinhos

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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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