22/10/15

Ponte 25 de Abril


Eu e a ponte lisboeta temos uma história. Eu sei é só uma ponte, provavelmente muitos de vós atravessam-na todos os dias de manhã para ir para o trabalho e ficam retidos nela no trânsito a praguejar (I know the feeling) Contudo, comigo sempre foi diferente. Quando era mais nova (por outras palavras, quando era uma adolescente de 15 anos revoltada com a vida) ia muitas vezes para o Cais do Sodré depois das aulas e ficava sentada a olhar para aquela vista. O cheiro a mar acalmava-me e ficava a observar os carros que nela atravessavam. Desanuviava a mente e, meia hora depois, sentia-me mais tranquila. Bom, a minha vida continuava uma chatice mas eu sentia-me melhor (não queiram tentar perceber a cabeça de uma miúdinha de 15 anos, logo a minha, ui!). Ainda continuei a lá ir durante dois anos, ia para lá escrever, ouvir música...enfim, ia descomprimir.

Anos mais tarde, quando deixei de ser uma adolescente e tornei-me numa mulher minimamente responsável, continuei a olhar para a ponte com o mesmo carinho. Um copo à noite com os amigos e ainda hoje sinto um ligeiro arrepio ao olhar para a minha "fiel companheira".

Eu sei. Its's just god damn bridge. Mas para mim é o meu símbolo lisboeta favorito, não fosse eu escolhê-lo para o logotipo deste cantinho. 

6 comentários:

  1. compreendo-te bem! também adoro a ponte 25 de abril :D

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  2. Há coisas e lugares que serão sempre nossos companheiros de vida.

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  3. é uma ponte lindíssima :)

    www.pinkie-love-forever.blogspot.com

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  4. Tenho que elogiar o teu logótipo, é mesmo muito bonito. E agora que já sei o porque dele, sempre gostei de ir para o Cais e ver a ponte.
    Maria Sem Limites

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  5. Há locais que nos marcam mais que outros e tu tens o teu :)

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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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