12/04/16

Camaleão

 

Camaleão.
De que cor?
Da cor da gente alheia e do teu eu esquecido
Da cor do “tem de ser”
Da cor dos valores que não são teus
Da cor da fama e do dinheiro
Da cor das coisas que na verdade não te pertencem.

Camaleão.
De que cor?
Da cor das lágrimas que nunca caíram
Das palavras retidas na garganta
Dos sentimentos incessantes.

Camaleão.
De que cor?
Da cor do teu sorriso e da saudade
Da cor do teu olhar castanho risonho
Da cor da ausência
Da nossa cor.

4 comentários:

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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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