17/07/17

Complexo de Édipo


 Tudo começou comigo a sentar-me no sofá após um longo dia, de auscultadores na cabeça. De repente, veio-me a imagem do meu pai a fazer o mesmo há uns anos atrás e percebi o prazer da coisa. De ouvir música e deixar a mente devanear, tão simples quanto isso.

Quando eu era pequenina, adorava andar atrás do meu pai pela casa. Se ele fosse para a cozinha, eu ia também. Se ele fosse para a sala, eu fazia o mesmo - para a casa de banho então era uma comédia! Lembro-me que ele muitas vezes ficava sentado na sofá com os auscultadores, sorridente e olhava para mim, com um olhar de quem sabe muito mais do que aquilo que aparenta. 

Agora, sou eu que o fico a observar sorridente, para aquele homem que me criou. Herdei o seu espírito trabalhador e lutador, assim como, o seu lado mais criança e ternurento (tem dias). 

Por isso, sim, podem chamar-me menina do pápá porque sou mesmo :-) Mais alguém po aí?

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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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