19/03/18

E não é só por ser dia do pai...


Sempre que vou a casa do meu pai e, sobretudo, se vou trabalhar nessa manhã, há um ritual que é sempre feito. Assim que acordo, o meu pai entra na cozinha e prepara-me o pequeno-almoço. Enquanto estou à mesa, ele vai-me perguntando o que quero beber. Talvez por não ser a pessoa mais faladora de manhã, disse:

- Pai, não precisas de me fazer o pequeno-almoço. Não sou nenhuma criança.

- Se não és criança és o quê? Enquanto eu existir, tu vais ser sempre uma criança. 

Estava demasiado ensonada para responder. Ele continuou:

Sabes, eu quando dava aulas, acordava às 6 e meia da manhã e já tinha o pequeno-almoço todo feito. As papas, o pão, tudo. Eu bem dizia aos meus pais que não era preciso mas eles preparavam à mesma. 
Sorri para mim. Pensei também que se calhar não é por acaso que dou aulas.
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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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