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20/01/16

Dos amores platónicos


Quem é que nunca teve um amor platónico? Eu já. Entenda-se por tal como uma pessoa por quem tenhamos uma valente paixão - daquelas que causam alta dor de cabeça estão a ver? - no entanto, nunca houve nada entre vocês. Um amigo meu disse-me que, tal como todos os mortais, também teve um e foi a pessoa que mais gostou em toda a sua vida. 

Fiquei a pensar. Como é que podemos gostar tanto de uma pessoa mas, ainda assim, não haver nada? E depois percebi. Depende muito da perspectiva. Basicamente, gostamos dela e pronto. É das coisas mais puras e mais frustrantes que existe. Porque é ela que nos deixa um sorriso no rosto, é o cheiro dela que nos faz estremecer, é a última pessoa com quem falamos antes de adormecermos. Depois, acontece algo que nos magoa e parece que o mundo vai desabar. Pior que o Apocalipse. 

Faz tudo parte da vida. Bem me recordo que alguns destes amores platónicos tinham um sabor bem amargo, mas o certo é que eles nos mudam muito. 

Já tiveram algum? Foi complicado ou até correu bem? :)

12/01/16

Miss Independent



Costumo dizer na brincadeira que a independência é o meu nome do meio. É dos valores que mais estimo e é também das melhores coisas de sempre. A sensação de não depender de ninguém nem ter de dar justificações, de ter conseguido fazer algo sozinha - por mais insignificante que seja - vale ouro. No entanto, minto se disser que sempre fui assim. Quando era mais nova, o "estar por minha conta" aterrorizava-me e, por isso, preferia mais estar nas mãos dos outros , à sua mercê. Porque, verdade seja dita, assustava-me olhar para o meu umbigo. Óbvio que isso não era bom e, mais óbvio ainda, foi ter levado com valentes cabeçadas... vezes suficientes para aprender algo de importante. A pouco e pouco, fui-me conhecendo e aprendi a ser mais autónoma. Best thing ever happened. 

Claro que isto não é só um mar de rosas. Ser independente implica estar lá para receber os louros, mas também para dar a cara quando a coisa não corre bem, chamemos-lhe vá, ser responsável pelos nossos próprios actos. E nem toda a gente gosta desta parte. Eu não sou excepção, mas faz parte da vida dos crescidinhos. Ainda assim, acho que compensa. É um bom negócio.  

E por aí? Temos muitos Mr. and Ms Independents? Contem-me tudo :-) 

05/01/16

Novo ano


A expressão: ano novo, vida nova nunca fez tanto sentido para mim como em 2016. Larguei a minha cidade, a minha casa, o meu trabalho e comecei no melhor lugar possível, a sul, no Algarve. 

Gosto de lhe chamar o meu período sabático, um período mais que merecido e que me vai permitir perceber aquilo que quero fazer ou que não quero fazer. 

Não tenho muito o hábito de fazer resoluções nem balanços. Posso apenas dizer que o ano que passou foi um ano de conquistas, apesar dos altos e baixos claro e espero que este ano seja tão bom ou ainda melhor. 


Tenham um óptimo 2016 e que me continuem a acompanhar com meus devaneios :-)

23/12/15

Boas festas


Já não escrevo neste cantinho há muito tempo, o que se torna vergonhoso. Em breve, isso vai mudar pois vêem aí novidades fresquinhas. Digamos que, neste momento, estou num ponto de viragem. Aproveitei este tempinho livre - onde não esteja morta de exaustão ou com mil e uma coisas para fazer - para vos desejar um óptimo natal e que o festejem junto daqueles que mais amam. Não é que faça uma festa de arromba nesta época. Mais importante que tudo, o que prevalece é o convívio. Este ano calhou ter o meu Papi a kms de distância.... mas bem pertinho no pensamento :-)

Bom Natal, meus queridos.

11/12/15

24 anos


Quando ainda era uma adolescente, imaginava que aos 24 já teria conquistado meio mundo: ínicio de carreira, casa, carro, namorado, quiçá um cão e um piriquito. É ambicioso, eu sei. Bem, o facto é que ainda não tenho tudo o que referi acima, mas terei. Mais importante ainda, tornei-me numa pessoa mais forte e melhor. Cliché, mas é a verdade. Nem todos os anos foram doces, alguns bem amargos até... contudo, o universo nestes últimos tempos tem-me sorrido. Há um ano atrás estava em Praga (feliz mas sem carteira, portanto completamente falida) e este ano estou aqui a celebrar com os meus. Porque no fundo, são eles que fazem isto valer a pena. Tudo aquilo em que me tornei... nunca teria conseguido sem a minha gente. 

É que sabem, a partir de uma certa idade as prendas deixam de ter tanta importância e o que prevalece são as pessoas. São as caras que ficam connosco, ano após ano, que contam. São os momentos. São as risadas e as trapalhices. 

Por isso... posso ainda não ter tido um início de carreira (será objectivo para 2016) nem um cão nem uma casa própria mas estou diferente, crescida e sempre com aqueles que mais amo ao meu lado. Acho que isso já é alguma coisa. 

Que venham mais anos e novos desafios.

09/12/15

O mundo do roupeiro


De vez em quando, lembro-me de fazer uma espécie de inventário ao meu roupeiro. Trata-se portanto de tirar tudo cá para fora ver as peças que tenho, doar as que já não quero e perceber aquilo que me faz mais falta. É chato e dá trabalho, mas acabo por descobrir peças que já nem me lembrava que tinha. Ou a guardar uma camisola que dantes usava e abusava mas que agora já não me diz tanto. 


Por aí, também o fazem? :D 

05/12/15

Dezembro

Porque é dos melhores meses do ano. Não só por causa do meu aniversário, como também pela época natalícia, pela passagem de ano. É o derradeiro capítulo do ano, onde.... vale tudo :)

28/11/15

Adele



Não é a melhor cantora do mundo e também não foi nenhum amor à primeira vista. Quando a ouvi pelas primeiras vezes, pensei: "Pois é mais uma que canta sobre desgostos amorosos..." A única diferença é que ela cantava de facto BEM. Fui conhecendo e ouvindo as músicas delas até que uma noite pus-me a ver a sua actuação no Royal Albert Hall. Rendi-me. Ver aquela rapariga, descalça, com aquele vozeirão a cantar para tamanha multidão comoveu-me. Vê-la a chorar com um lenço na mão a limpar as lágrimas fez-me sorrir. Ver aquela gente toda a cantar com ela em uníssono conquistou-me. Ela é... a Adele. 

Quatro anos depois, ela regressa com um "Hello from the other side...." e de imediato, apaixonei-me pelo single. Eu e mais outros milhões de pessoas. Houve uma manhã em que ouvia as novas músicas dela e pensei que seria brutal ir vê-la ao vivo. Não é que horas mais tarde vejo uma partilha no Facebook a dizer que ela vem cá ao Meo Arena dia 21 e 22 de Maio de 2016? 

Deixo-vos aqui um vídeo dela, pode ser que se derretam como eu me derreti. Quanto ao concerto dela, ainda que falte meio ano... its going to be fuckin' great

13/11/15

The Best or Nothing


Há um saxofonista que admiro bastante e costumo até partilhar de vez em quando os seus vídeos na página de Facebook do cantinho. Justin Ward é o seu nome e digo-vos o jovem é fabuloso... claro que há outros saxofonistas pelo youtube mas este é, de longe, o meu preferido. Uma das suas particularidades é que ele costuma também tocar nas ruas, para os transeuntes alheios. A maior parte passa por ele indiferente, outros filmam com os telemóveis e depois há uns quantos que até prestam atenção. O facto é que o Justin continua sempre a tocar, com paixão. 

Moral da história: se forem realmente bons naquilo que gostam, a coisa muda de figura e é também gratificante ver como os outros sentem a vossa dedicação. Até há pouco tempo, sentia sempre algum medo em relação à escrita. Eu que sempre adorei escrever - mesmo quando ainda nem o sabia! sentia-me feliz a fazer relvinhas nas folhas e imaginava como seria quando os rabiscos se tornassem letras - tive as minhas dúvidas. Sempre que fazia algum curso de escrita criativa, no fundo do meu cérebro, julgava que a qualquer momento a formadora diria: "Pois... se calhar não tens assim tanto jeito com as palavras." Como é óbvio, não foi nada disto que aconteceu. 

Não é fácil revelar estas inseguranças. O mundo, muitas vezes, torna-se demasiado merdoso e há pessoas que adoram espezinhar as fraquezas dos outros  só porque sim (especialmente no mundo virtual). No entanto, nem todas... há outras que são o exacto oposto e são essas que fazem com que tudo valha a pena. Com a correria do dia-a-dia, com o cansaço e a falta de tempo torna-se complicado fazer aquilo que mais gostamos (complicado, mas não impossível, certo?). Alguém se identifica? No meu caso, nestes últimos tempos, não tinha escrito nada de nada. Nem uma linha. Tinha consciência disso, mas só me apercebi do impacto que isso teve em mim ontem. Sentia-me miserável e exausta, mas com mil e uma ideias a boiarem-me na mente. As ideias reprimidas, adiadas. Porque fazer o almoço é mais prioritário. Porque lavar a farda é mais urgente. 

Decidi que não podia continuar assim. Pus mãos à obra e estou neste momento a escrever-vos. E ainda quero trabalhar no meu livro. Lembrei-me então do lema da Mercedes: the Best or Nothing. O Melhor ou Nada. Se é algo que gostamos e queremos, toca a trabalhar. Senão, esquece. Há apenas uma coisa que muitas vezes tenho de me relembrar, sobretudo nos tempos mais difíceis: ninguém se torna no melhor num estalar de dedos. Por mais difícil que seja, faz parte do processo. Enquanto for um objectivo, um sonho que valha a pena lutar.

E a vocês? O que vos preenche? O que vos deixa com um sorriso no rosto? Vale tudo. Até um banho de imersão :-) Vá, contem-me! 

06/11/15

Para os que estão longe


Este curto parágrafo é para todos aqueles que têm alguém especial longe de vocês... seja noutra cidade, noutro país ou noutro hemisfério. Ou até à distância de meia hora  de carro, vá. Sabem... percebi que aqueles que realmente importam estarão tatuados no nosso espírito para sempre. Não importa se não falam com a pessoa com frequência, se só a vêem algumas vezes por ano... porque ela é a VOSSA pessoa, no matter what. E eu sei, as saudades são uma coisa tramada... mas fazem parte da natureza humana. Mostra que sentimos. 

02/11/15

O céu é o limite


Cada vez que ia a um concerto - eu, fã de metal cá me confesso - tinha sempre a mesma sensação: de que tudo é possível. The sky is the limit. Toda eu era música, como se absorvesse dentro de mim os primeiros acordes da guitarra ou da primeira batida na bateria. 

Este fim-de-semana vivi uma sensação semelhante. Por causa de um curso, onde não tenho palavras para medir o que aprendi. Imaginem o que é, por exemplo, terem o Bill Gates numa sala a dizer: "Olhem, pessoal, foi assim que fundei a Microsoft" e, de repente, abre-se um enorme leque de passos e estratégias à vossa frente. Ferramentas poderosas que podem aplicar nos vossos negócios. Deixou-me estupefacta. Bom, com isto não quero dizer que o curso foi mágico e que amanhã estarão a chover euros na minha conta. Não. Pelo contrário, percebi que não vai ser nada fácil e que terei de começar no duro. Vai haver momentos em que vou querer atirar-me para o chão a chorar e a espernear, eu sei que vai. No entanto, pela primeira vez senti que iria ficar tudo bem. A minha mente fervilhava de ideias e, desta vez, poderiam deixar de ser ideias e passarem para a prática. Porque estava a aprender como fazê-lo. 

Outra coisa que adoro nos cursos é o convívio com as pessoas. É, sem dúvida, das melhores partes. Adorei a variedade de pessoas que tinha à minha frente: desde professores, directores comerciais a agentes imobiliários. Fiquei encantada. Senti que estava com eles numa bolha, a lutarmos juntos pelos nossos sonhos. Naquela sala não éramos os doidos ou os alucinados desta sociedade drogada de pessimismo. Éramos apenas aquilo que somos: um grupo de pessoas que acredita nos seus objectivos e que luta para eles acontecerem. Não posso deixar de sorrir perante a ironia da vida... o cepticismo com que olhava para a área do desenvolvimento pessoal e, um ano depois, ali estava eu sentada com nove Coaches à minha volta. A eles, deixo-lhes o meu muito obrigada. E, em especial, à minha Coach, com um lado tão genuíno e puro.... a receber-nos sempre com um sorriso e um olhar tão doce. 

Acabei o curso com o mesmo lema a ecoar-me na mente: o céu é o limite. Como se tivesse sido electrocutada por um acorde de guitarra. Só que desta vez, ganhei conhecimentos que irão ficar comigo o resto da vida. 

27/10/15

O que os outros dizem

                                           Jennifer Morrison

Ainda me lembro quando pensava em pânico nas dores que iria sentir quando colocasse o aparelho... que todos os meses haveria uma semana em que só iria conseguir comer papas e iogurtes. A minha madrinha dizia apenas para não ligar ao que os outros diziam, porque cada um é como é. Devia ter-lhe dado ouvidos. É que ela parece acertar sempre e, nas alturas mais cruciais, as palavras delas ecoam-me na mente. 

Há um ano atrás, chegou a minha vez. Coloquei o aparelho e quando cheguei a casa andava toda feliz a pensar que de facto estava a fazer uma tempestade num copo de água. Ainda fiz torradas para o lanche!  O problema veio no dia seguinte... quando acordei parecia  que tinha levado um murro na boca. Foi das raras vezes que senti dores. Todos os meses com a manutenção nunca senti nada. Talvez um dente ligeiramente dorido mas ao fim de 2-3 dias era como se nada tivesse acontecido. Perguntei inclusive à Dra. se era normal eu não sentir dores nenhumas - eu sei, devo ter parecido um niquinho de nada masoquista. Ela disse que sim, que estava tudo bem. 

Com isto tudo, não tenho como objectivo fazer publicidade aos aparelhos ortodônticos. A parte mais importante foi mesmo o que a minha madrinha disse: cada um é como é. Aquilo que aconteceu ao fulano x não significa que te vá acontecer a ti também. Tanto para o bem como para o mal. Neste caso, pensar que vou ficar com um sorriso parecido com o da Jennifer já me deixa feliz (ou parecido, vá não desmoralizem aqui a je). Resumindo e concluindo: dêem ouvidos às vossas madrinhas.

22/10/15

Ponte 25 de Abril


Eu e a ponte lisboeta temos uma história. Eu sei é só uma ponte, provavelmente muitos de vós atravessam-na todos os dias de manhã para ir para o trabalho e ficam retidos nela no trânsito a praguejar (I know the feeling) Contudo, comigo sempre foi diferente. Quando era mais nova (por outras palavras, quando era uma adolescente de 15 anos revoltada com a vida) ia muitas vezes para o Cais do Sodré depois das aulas e ficava sentada a olhar para aquela vista. O cheiro a mar acalmava-me e ficava a observar os carros que nela atravessavam. Desanuviava a mente e, meia hora depois, sentia-me mais tranquila. Bom, a minha vida continuava uma chatice mas eu sentia-me melhor (não queiram tentar perceber a cabeça de uma miúdinha de 15 anos, logo a minha, ui!). Ainda continuei a lá ir durante dois anos, ia para lá escrever, ouvir música...enfim, ia descomprimir.

Anos mais tarde, quando deixei de ser uma adolescente e tornei-me numa mulher minimamente responsável, continuei a olhar para a ponte com o mesmo carinho. Um copo à noite com os amigos e ainda hoje sinto um ligeiro arrepio ao olhar para a minha "fiel companheira".

Eu sei. Its's just god damn bridge. Mas para mim é o meu símbolo lisboeta favorito, não fosse eu escolhê-lo para o logotipo deste cantinho. 

19/10/15

Segurança


É bom estar na nossa zona de conforto, é certo. Afinal, quem é que não gosta de se sentir seguro, seja a que nível for? Financeiro, emocional, you name it.  Jogar pelo seguro muitas vezes é bastante sensato. 
Contudo... arriscar também. E eu confesso que estou nessa fase. De arriscar, como se fosse saltar de um precipício. Mais importante, quero fazer isso mas tendo plena consciência dos riscos e das consequências. Alargar as zonas de conforto faz bem ao espírito. Mudança é a palavra de ordem. 

Por isso, venha o que vier, vamos nisso. 

10/10/15

Ah, a determinação!

                                         Yvonne Strahovski (Chuck)
                    
Há uns tempos, tive a aventura de chegar a casa com uns riscos no carro. Ora, se há coisa que aprendi foi a não dar demasiada importância a certas coisas e esta é uma delas. Até porque eu disse "riscos" não disse amolgadela. Quando mostrei ao meu pai, ele disse: "Ah, só isto... bom, isto sai. É só limpar". Mostrei como sempre o meu ar de cepticismo, mas qual não foi o meu espanto quando vi as marcas a desvanecerem. O meu pai esfregava com afinco e dizia: "eu vou tirar isto daqui, não acredito que ao fim de 2000 esfregadelas isto ainda cá esteja...". Olhei para ele e sorri, um velhinho de cabelo grisalho mas com o espírito cheio de determinação. Sabem o que me reconforta, sobretudo nas situações mais difíceis? Saber que lá no fundo herdei a sua determinação e que tudo se consegue, com muito esforço... :-)

Outra coisa a reter é: não vale a pena arranjarem um carro todo XPTO enquanto tiverem a carta há pouco tempo. Imaginem o que seriam meros "riscos" num Porsche. Ou num Mercedes.

04/10/15

Em sintonia


Primeiro conectamo-nos. Ligamo-nos àqueles que nos são mais queridos. E depois entra-se em sintonia. O que é isso de entrar em sintonia? Bom, a meu ver é convivermos com o outro e entendermo-nos, apesar das diferenças. Tão simples quanto isso. 

25/09/15

On the road


Posso dizer que o meu último desafio foi, sem dúvida, tirar a carta de condução. Adoraria poder-vos contar que fui uma excelente aluna, que correu tudo bem logo à primeira e foi tudo muito giro, mas... não foi bem assim. No meu caso em particular, o problema residia na mente. 

Em primeiro lugar, é importante constatar que conduzir em Lisboa não é fácil. Eu, na minha ingenuidade, achava que eram todos uns amorzinhos porque toda a gente me cedia a passagem nas aulas - algo que se alterou de imediato quando passei a andar no MEU carro (saudades do carro da escola!). Lembro-me sobretudo que quando tinha aulas marcadas nas horas de ponta elas nunca corriam muito bem. 

O certo é que passei no exame o mês passado e só nestas últimas semanas comecei a ganhar coragem para andar na estrada. Por estrada, entenda-se pela cidade mesmo. E é uma sensação incrível de independência. A parte mais gira de conduzir? Encaixar as mudanças. Por isso sou um pouco desconfiada em relação às mudanças automáticas. É óbvio que já fui buzinada umas quantas vezes (e apelidada de "lesma" por amigos) mas isso é entrar por um ouvido e sair pelo outro. Como a minha algarvia preferida diz: "Quem conduz em Lisboa, conduz em qualquer lado". True. As pessoas são selvagens na estrada. 

Outra parte importante é o instrutor. Eu confesso que tive três.  Bom, na realidade tive mais porque andei a saltitar mas depois tive de me decidir. Ser professor exige ter muita paciência e era algo que o meu primeiro instrutor não tinha. Veio então o segundo e foi o que mais me ensinou. Achava engraçado o facto de ele me tratar por "filhota" quando apenas nos separava uns meros 4 a 5 anos de idade. Agora que olho para trás vejo que ele tinha uma paciência de santo, pois era daqueles gostava mesmo do seu trabalho. Entretanto ele entrou de férias e tive o meu terceiro professor. Também era dos que tinha amor à camisola. Lembro-me em particular na véspera do meu exame ele me ter dito distraído: "Pois, mas vocês são como se fossem meus filhos e portanto eu quero que passem todos no exame..." Ouvir aquilo enterneceu-me. Sabem, é que no meu caso não foi um amigo/a, namorado ou familiar que me deu o primeiro contacto com o carro. Foi mesmo na escola e, portanto, eu tenho um grande respeito pelo trabalho deles e sei que muitas vezes não é nada fácil. No entanto, apanhar um professor que não é competente é, no mínimo, frustrante... seja em que contexto for. E no meu caso, tive muita sorte. Um limpou-me as lágrimas de frustração quando chumbei no exame  e o outro limpou-me as lágrimas de alegria quando passei e consegui finalmente a carta.   

Agora é sempre a andar. Sendo lesma ou não :-)

14/09/15

Erros Ortográficos


Se há coisa que me causa urticária são os erros ortográficos. Reparem que há uma diferença entre lapso e erro ortográfico. Os lapsos são mais frequentes quando estamos cansados ou distraídos mas os erros... é serto que há errus e errus. Infelizmente á muita gente que gosta de pontapear a Língua Portuguesa. O meu preferido é aquele do: já comes-te? pensas-te? Meus queridos, a forma do passado - também conhecida por pretérito perfeito - escreve-se sem tracinho, sem hífen. Caso contrário, é como dizer: comes-te a ti próprio. Não, não me estou a querer armar em superior, simplesmente é frustrante olhar para jornais ou artigos na internet com errus destes. Vá, se ficaram golozos por mais: o pior está mesmo aqui. Em pleno supermercado. Lembram-se de mais algum tesourinho? 

( imagem retirada da net)

08/09/15

Decisions, decisions...

                                            Julia Roberts 


Vão haver sempre pessoas a mandarem-nos abaixo. Que dizem que não vamos ter sucesso, que não vamos conseguir, que vai correr mal. Mais interessante se torna quando essas pessoas são aquelas que mais nos deveriam apoiar . Pode nem ser por mal... às vezes,  e por mais irónico que pareça, é porque se importam connosco e por isso dizem tais coisas. Outras vezes é só mesmo por maldade ou inveja. 

Seja como for... nada disso interessa. O que importa mesmo és tu e aquilo que queres (ou não queres) para ti. Somos nós. Hoje tive um dia daqueles, sabem? Luminosos. Em véspera de folgas, podia ter aproveitado para descansar ou ler um livro, mas não. Assim que cheguei a casa, arrumei o quarto, doei dois sacos de roupa, tirei o pó aos livros de alemão e mandarim e ainda estive a ver o que preciso de material escolar. Pois, adivinhem quem vai voltar a estudar. E não, não vai ser na faculdade. Vai ser algo mais auto-didacta. Sempre adorei as cadeiras de língua e ficava aborrecida quando tinha de largar o alemão para estudar outra cadeira mais chata - como a teoria da literatura. Por outras palavras, vai ser brutal. 

Existe também o oposto das pessoas que descrevi no primeiro parágrafo. Há aquelas que ficam genuínamente felizes com as tuas decisões e além de te apoiarem, ajudam-te. Aquelas que te aceitam tal e qual como és, com todos os teus defeitos. Todos mesmo. Porque te conhecem. E eu sinto-me grata por isso. 

Sim, hoje foi um dia de esperança. De abraçar um novo desafio. 

03/09/15

Setembro


Mês de Setembro. Para muitos, é o mês de regressar às aulas, aos manuais escolares. Voltam também as melhores séries e com elas juntam-se as noites a devorar episódios (e a fazer maratonas de estudo, mas enfim, isso são pormenores)

Deixei para trás a minha vida de estudante mas, de vez em quando, sinto uma ligeira nostalgia. Lembro-me de estar sentada nas escadas da minha faculdade, em plena cidade universitária, ao anoitecer... a contemplar todo aquele ambiente académico com um sorriso no rosto. 

Os dias vão ficando mais curtos, a pouco e pouco. O calor vai acabando (ou não) e regressam os primeiros odores da chuva, depois de três meses de Verão intenso. Regressam as camisolas mais quentes e as mantas. É claro que agora é tudo muito bonito mas daqui a uns tempos já me estou a queixar das chuvas torrenciais - comigo ainda na rua, que é a parte mais gira - e do facto de às seis da tarde já estar noite cerrada. Mas pronto. Setembro não deixa de ser mágico.
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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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