01/06/15

A magia de cozinhar

                                                          Nigella Lawson

Isto de ter horários rotativos (e madrugadores) faz com que tenha menos tempo e paciência para cozinhar.  Logo eu, que adoro andar a "brincar" na cozinha. Confesso que já sinto saudades de ouvir um bom refogado a crepitar na frigideira, do cheirinho a azeite, de ir espreitando para a panela enquanto a comida vai ganhando cheiro e textura, de cortar os legumes frescos, de juntar especiarias. A melhor parte é saborear a comida, sobretudo quando é com boa companhia. A pior... talvez seja a loiça, mas vale a pena só pelo prazer de estar à mesa. Quando não há inspiração, dá-se uma espreitadela ao blog da Joana Roque.

Ainda hei-de fazer o meu querido caril de frango esta semana :-)

29/05/15

Peripécias no aeroporto #4

Há clientes que acabam por se tornar numa agradável surpresa e foi o que me aconteceu ontem. Entrou uma cliente e ela esteve algum tempo na loja a escolher artigos. Resolvi ajudá-la e vi que ela era um poço de simpatia. Era tradutora de francês, trabalhava em Argel e procurava souvenirs para as amigas. Tal como eu, também era de letras. Acabei por desabafar que também era da mesma área e que adorava escrever, falando por alto do meu blog. No fim, trocámos os nomes, apertámos as mãos e até o link deste cantinho. 

São pessoas assim que fazem valer a pena :-)

A caminho do Verão



Há certas coisas que só os dias como os de hoje tornam possíveis: da sensação de poder andar à noite de vestido ou top, de tomar um duche e sair da casa de banho refrescada, sem tiritar de frio. De poder escrever à noite de janelas abertas, ouvindo lá fora o bulício lisboeta. Da vontade quase constante de beber sumos naturais e comer muita muita fruta...  além da praia, claro.

Tem só um senão: é que às vezes dormir com este calor torna-se quase impossível. Mas só às vezes :D

25/05/15

Dos momentos espontâneos


Andava eu a pôr a escrita em dia quando recebo uma chamada da C. ao fim da tarde. Disse que estava por perto e perguntou-me se não queria tomar um café. Um quarto de hora depois, estávamos sentadinhas na Padaria Portuguesa a tagarelar. Contou-me que se cruzou várias vezes com o Rodrigo Leão no Oceanário (deixando a je com uma pontinha de inveja) e que o estágio estava quase a acabar. A dada altura lembrou-se de perguntar como é que ia o meu blog. Eu, timidamente, respondi:
- A... bem. Com os horários do aeroporto, sabes como é... mas eu tenho escrito.
- Sim, mas tens tanto sobre o que escrever. 
E debita-me uma data de temas super entusiasmada. Conheci-a no liceu, quando eu ainda era uma pitinha cheia de acne e o mais engraçado é que nem sequer andávamos na mesma escola. Podemos não falar todos os dias,  na verdade, já não a via há algumas semanas, mas quando nos encontramos é sempre com sorrisos e com uma carrada de novidades. Assim voaram quase dez anos... ficámos ali quase duas horas à conversa.

E vai ser a minha futura manager ehehhe.

Peripécias no aeroporto # 3

Ontem foi um daqueles dias em que nem sequer devia ter saído de casa, sabem? Trabalhava com a L., que está há pouco mais de uma semana na loja, e eu repunha uns artigos em falta na montra da prata. De repente, o telefone toca. Temos um no armazém cuja extensão dá directamente para a loja. De qualquer modo, naquele momento, pensei para mim: "Hum... encomenda não é de certeza, hoje é domingo..."  A L. atendeu e eu continuei com o nariz enfiado na montra. 
- Sim?
- Estou a ligar por causa da alfândega.
- A... sim?
- Tenho aqui um casaco perdido na porta 16.
- Pois, é engano, isto aqui é uma loja de artesanato. 
Passado um minuto, voltam a ligar e a L. chama-me. Eu, com o meu mau humor, vou a praguejar entre os dentes "Fogo, uma pessoa não pode trabalhar em paz, não percebem que isto não é a alfândega?" Pego no telefone e atendo de forma abrupta:
- Estou?! 
A L. olha para mim, erguendo as sobrancelhas de espanto.
- Tenho aqui um casac..
- É engano. 
E pousei o auscultador com cara de poucos amigos. A L. desmancha-se a rir e eu voltei para a montra. Passado umas horas, já bem mais calma, pergunto-lhe:
- Eh pá... achas que fui muito rude ao telefone?
Ela ri-se e responde:
- Não, foste fantástica. 
É uma querida.

24/05/15

Desenvolvimento... quê?

Sempre olhei para os livros de desenvolvimento pessoal com desdém, passavam-me completamente ao lado nas livrarias, ia directamente para a área da ficção. Aliás, desenvolvimento pessoal eram duas palavras que eu associava aos tempos de escolinha, de descobrirmos a nossa identidade, de apostarmos em nós, blá blá blá...
No entanto, tinha um problema em mãos: não sabia o que queria fazer da vida. Uma questão que afecta muita gente, mais do que aquilo que imaginava. Tinha eu 21 anos e andava nesse mar de incerteza. Passou mais um ano e continuava a bater na mesma tecla, até que me veio parar às mãos um livro de desenvolvimento pessoal do Daniel Sá-Nogueira. Qual não foi o meu espanto quando até me identifiquei com aquilo, pensei: "Eh pá, o homem até parece saber do que fala..." Uma nova palavra entrou no meu vocabulário: Coaching. Podia dizer agora que foi o livro que me salvou e vivi feliz para sempre, mas não. 

Um grande amigo meu recomendou-me a Joana Areias, fundadora do  Life Purpose Coaching System. Ao início, fiquei céptica, mas depois decidi arriscar, pois até quando é que iria continuar desorientada a nível profissional? Afinal de contas, vi que ela é especializada em ajudar pessoas na minha situação. Três meses depois, muita coisa mudou e o manto de nevoeiro foi-se dissipando lentamente. Bom, ainda não descobri o que quero, mas estou bem mais perto. Percebi o que é que gosto realmente de fazer (só de pensar que a resposta esteve desde sempre à frente do meu nariz) e estou a fazê-lo neste exacto momento: escrever. Faltava-me apenas acreditar nisso.

Eu também mudei. Sem dúvida que já não sou a mesma pessoa de há um ano atrás, mesmo neste último meio ano senti que o meu espírito despertou e andei muito mais consciente de tudo. Andava sedenta pelo conhecimento, aprendi coisas diferentes e quanto mais aprendia, mais queria saber. Voltei a pintar, tornei-me mais dinâmica e as pessoas à minha volta também notaram que eu estava diferente. Ficaram com a pulguinha atrás da orelha e perguntaram-me o que é que eu andava a fazer, como é que funcionava isso do coaching. Sim, a melhor parte disto tudo foi tê-los sempre a meu lado. Sempre. 

Com isto tudo, não estou a dizer que a minha vida se tornou cor-de-rosa, cheia de arcos-irís e póneis. Os dias cinzentos e chuvosos também existem, mas aprendi a lidar com eles de maneira diferente, ou pelo menos, da melhor maneira possível. E de passinho a passinho vou descobrindo mais todos os dias.

Obrigada a ti, Joaninha. 

22/05/15

A história da gaivota e das galinhas

Era uma vez um ovo de gaivota que rolou para uma capoeira de galinhas. E, assim que a gaivota nasceu, olhou à sua volta e só viu galinhas. Achando que era uma delas, cresceu a imitá-las, mas sempre se sentiu diferente e algo desajeitada. Certo dia, a gaivota olhou para o céu e viu gaivotas a voar. E ficou de tal forma maravilhada que perguntou a outra galinha o que era aquilo. A galinha respondeu-lhe que era uma gaivota. A gaivota ficou fascinada com o que vira e insistiu com a galinha. Perguntou-lhe porque é que elas não voavam ou planavam como as gaivotas. A galinha respondeu-lhe que o lugar delas era na capoeira, a comer milho, e explicou-lhe a diferença entre as galinhas e as gaivotas. A gaivota ficou triste porque afinal, ela preferia ser como aquela gaivota que voava, sem saber que ela também era uma delas. Então, resignou-se com a sua condição de galinha e ficou naquela capoeira durante toda a sua vida. 

in Chicken Soup for the Soul, de Jack Canfield e Mark Victor Hansen
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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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