25/06/15

Adeus, Junho!

                                                         Tatiana Maslany

O mês já está quase no fim e foram 30 dias sempre a bombar. O curso de escrita terminou e eu delirei com as sessões. Aprendi várias técnicas para desbloquear a escrita e fiz inúmeras coisas, desde brincar com plasticina até fazer recortes e colagens. Comprei ainda alguns livros quando estive no Algarve - adoro voltar com a mala mais pesada, cheia de mil e uma coisas que vou achando por lá - e confesso que já tinha muitas saudades de mergulhar numa boa ficção. 

Decidi também que chegou a altura de mudar um pouco a alimentação. Comer mais legumes e frutas, reduzir nos chocolates e doces. E a ver se junto as corridinhas e caminhadas mais vezes. 

Hoje foi também dia de ver o último episódio de Orphan Black, uma das melhores séries de sempre. Acompanhou-me durante dois meses e prendeu-me ao ecrã logo desde o primeiro episódio. Tiro o chapéu à Tatiana Maslany, pela sua versatilidade. E por me ter levado às lágrimas (foram só umas gotinhas!!!).

21/06/15

Devaneios algarvios

Faro


Folga no fim de semana: uma excelente oportunidade para fugir à rotina e meditar sobre mim mesma. Assim foi: numa tarde quente de sexta feira enfiei-me num autocarro em sete rios e segui com rumo a Faro. Sentia-me exausta, pois na véspera tinha dormido apenas quatro horas mas sabia que o descanso estava próximo. 

Quando cheguei, reconheci de imediato o meu Padrinho e sorri. Percebi que é das melhores coisas quando vamos viajar (seja de autocarro, comboio ou avião): ter alguém à nossa espera no destino, distinguir o rosto familiar entre a multidão que também anseia pela chegada daqueles que lhes são queridos. 

E a tranquilidade começa. Há tempo para cozinhar, para passear, para escrever, para meditar, para rir. Sozinha e acompanhada. Uma das coisas que adoro nesta cidade é que em poucos minutos estou onde quero estar, enquanto que na capital teria de percorrer meio mundo nos transportes ou ficar séculos enfiada no trânsito. Deste modo, o dia rende muito mais. Na verdade, parece que o tempo aqui fica parado no "Pause" e o ritmo alucinante de Lisboa é algo longínquo. Ah, outra coisa importante: adoro o facto de poder andar de top e calções o dia todo sem ouvir um único piropo obsceno, é uma tranquilidade maravilhosa. 

Poder estar com as pessoas, rir à gargalhada, abraçar muito a minha Madrinha e ver outros amigos que me enchem o coração de alegria. Eu sei, estou a ficar muito lamechas mas é o que dá quando estamos longe do nosso dia-a-dia... ganhamos consciência, relaxamos e vemos (com olhos de ver) o que se passa dentro de nós.

Nem imaginam o quanto me custa voltar a carregar no "Play", quando regressar a Lisboa.

16/06/15

O curso de escrita

Desde sempre que andava à procura do curso de escrita criativa perfeito e acho que o encontrei ontem. Fica perto do Largo de Camões e durante cerca de duas horas não parámos de escrever: fizemos mil e um exercícios de rajada e o espaço tinha um ambiente muito acolhedor, na companhia de chá e bolachas Maria. 

Claro que com "moi-self" as coisas nunca poderiam correr às mil maravilhas, há sempre qualquer coisa para contar e, desta vez, não foi excepção. Tinha eu já tudo preparadinho: sandes na mala (o curso acaba as 22h), mais caderno e caneta. Ia primeiro para as aulas de condução e depois seguia directamente para o curso. Muito bem. A caminho do curso, dou por falta de algo... cacete, o caderno ficou no carro! Liguei para a escola a avisar, mas já não ia a tempo de voltar para trás. Estava dez minutos atrasada. Quando cheguei, toquei à campainha e, ao sair do elevador, a porta abre-se e dou de caras com uma senhora.
- Olá, A. 
- Olá. Como é que sabe o meu nome? 
- És a única que falta. 
Esbocei um sorriso amarelo e pedi desculpa. 
- Não tem problema, a formadora também acabou de chegar. Sou a Diana e aqui tratamo-nos todos por tu. 
A minha sorte é que resmas de papel foi o que não faltou naquela aula. 

14/06/15

Domingar


Defino "domingar" por descansar, não fazer nenhum. E sabe tão bem um dia assim. Ainda por cima, ando com uma pedrada de sono por causa dos medicamentos... malditos sejam.
Só de pensar que quando era mais nova adorava estes dias assim mais nublados para escrever - não sei porquê mas nunca o consigo fazer quando está um sol radioso - e dizia até que um dia ia passar uns meses na Noruega ou na República Checa para escrever um livro. Está bem está, quando senti o frio de Praga escrever foi a última coisa que me passou pela cabeça. 

Bom domingo. Por aqui, espera-me uma semana de muito trabalho. 

13/06/15

Coisas do meu instrutor

Foram mais duas aulas seguidas. Chegámos ao centro de exames, em Chelas e ele diz: 
- Vamos fazer uma simulação de exame?
- Sim, pode ser. 
- Tens é de escolher um percurso. 
- A... pode ser o de Alvalade.
O que me tinha calhado no exame. Quando íamos a sair do centro, pergunto:
- Isso significa que não vais falar mais comigo, a não ser para me dar indicações?
- Sim, vá é só até ao ponto de troca. 
Eu que estava entretida com a conversa lá concordei. Fizemos tudo tal e qual no exame, a inversão de sentido de marcha no mesmo sítio, tudo igual. Tinha acabado de virar à esquerda quando ele, de súbito, desencosta-se do banco e pede-me para parar. Por baixo dos óculos escuros, ele olhava para mim com um ar esquisito. 
- O que é se passa, B.?
Olhei para todos os cantos do carro à procura de algo. "Ai mãe, tu queres ver que é a jante que está quase a roçar no passeio? Mas não pode ser, eu fiz tudo bem..." Por fim, ele responde: 
- Ah, nada, era só para ver uma coisa. Podes arrancar. 
- ....
Estávamos numa subida, no exacto sítio onde deixei o carro ir abaixo no exame (e que milagrosamente consegui arrancar depois). Ia entrar na rua principal quando, de repente, passam três carros por nós. Ali estava um belo Mercedes vermelho, com a je a fazer o ponto de embraiagem para que ele não fosse com o caraças com a lei da gravidade. 
- A sério, B.?
- A vida é tão injusta. 
Quando finalmente consigo entrar na rua principal, oiço:
- Mas com força de vontade tudo se consegue. 
É claro que depois deito tudo a perder com uma segunda mudança colocada demasiado cedo numa subida, mas isso já são outras coisas. 

12/06/15

De férias

Jennifer Aniston
Adorava dizer que vos estou a escrever de Malibu, de bíquini e cocktail (de frutas, porque já sabem que de álcool não dá) na mão, na companhia de dois massagistas todos jeitosos mas não. Continuo pelas ruas de Lisboa, só que não estive parada, nem por um segundo. Nesta semaninha - que infelizmente já está a acabar - tive TEMPO para fazer as minhas coisas, para investir em mim: fui ao médico, tive a minha sessão de coaching, inscrevi-me noutro curso de escrita, contactei um designer para criar um logótipo (depois explico). Ora, e porque a vida é demasiado curta, toca a trabalhar naquilo que mais gosto: haja tempo para escrever. E há outras novidades, claro. Está tudo para breve. 

10/06/15

Night out

Isto de sair à noite e não poder beber álcool tem muito que se lhe diga. Sabem, meus queridos, é que ser chinesa tem um pequeno preço a pagar: sou intolerante ao álcool. Agora estão vocês a pensar: "Portanto, és fraquinha, não tens resistência à coisa". Não. Basicamente, se beber não morro, mas fico super vermelha (não é só coradinha) no rosto, no peito, nas mãos até; o coração acelera como se estivesse a correr meia maratona e fico a escaldar. Para me sentir assim, prefiro ficar quieta e não beber. 
Ora há uns dias atrás fomos celebrar o facto da C. ter acabado o estágio. Tomámos um café no Princípe Real e seguimos para o Bairro. Confesso que gostei bastante do ambiente e do cheirinho a erva e de pararmos a cada dois passinhos para cumprimentar alguém conhecido. Entretanto senti o estômago a dar horas e acabei por dividir uma tosta de frango divinal com a C. Em pleno Bairro Alto. 
Antes de irmos para uma festa no Lx Factory - festa essa que me convenceram a ir - passámos por um último bar para beber um shot. Já estava a ver os copitos ali em fila e perguntei à rapariga que nos servia:
- A... não têm aqueles shots de fruta?
- Não. 
Talvez vendo o meu ar pouco convencido, pôs no meu copo sumo de ananás. Claro que houve alguém que não ficou muito satisfeito.
- O quê? Vais beber sumo? - perguntou-me a minha melhor amiga. 
- Sim, C. Está num copo de shot, não está? Então pronto, é um shot.


Pois, estão a ver aquele líquido amarelo? Era o meu sim. Ainda tive de ouvir:
- Vês? O nosso é muito mais giro, olha tantas cores. 
Próximo destino: Conga club, Lx Factory. Nunca pensei em me rir tanto naquele ambiente descontraído. Em cima do balcão dançava um travesti com umas pernas mais jeitosas que as minhas. Como o B. - um amigo da C. super querido - disse: só homens bonitos. Não podia concordar mais. No fim da noite, o T. levou-me até à rua e avistámos um táxi. Ele estendeu o braço e o carro parou. 
- Leve a menina a casa em segurança - disse ele. 
Sorri-lhe. Não nos vemos muitas vezes, mas sempre que nos encontramos é sempre um amor de pessoa. E sim, o taxista fez muito bem o seu trabalho.
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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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