Chuck and Sarah, da série "Chuck" (2012)
Ou a princesa. Também conhecido por "o/a tal ". Muitos são os que procuram mas eu cá tenho uma teoria: para mim tal ideia não existe. Não, não me tornei fria nem tenho um icebergue no lugar do coração. Pelo que eu vejo, o que existe são momentos. Com pessoas que nos marcam e que nos mudam, para melhor ou pior (geralmente é suposto ser para melhor, mas não é infalível). São fases da vida de cada um de nós. O ideal é essas fases estarem sintonizadas, de certa forma, nas duas pessoas mas isso nem sempre acontece. E quando não acontece, não tem necessariamente de ser uma coisa má. Muitas vezes - só para não dizer todas - não é nada fácil manter uma relação entre duas pessoas. Não é mesmo.
O que se passa é que as comédias românticas e os livros do Nicholas Sparks só mostram a parte cor-de-rosa da coisa. E sim, é tudo muito bonito mas a longo prazo a relação acaba por se tornar num compromisso onde haja companheirismo, respeito, amizade, compreensão e um sem fim destas coisas filosóficas, estão a ver? Um trabalho mútuo. Estou a constatar o óbvio, eu sei, mas ao mesmo tempo, noto que muita boa gente perde esta noção. Porque no fundo é isso. Uma relação séria dá trabalho. Afinal, o que é que na vida não dá trabalho? Até levantar o rabo do sofá para buscar a nossa tablete de chocolate dá trabalho!
Lembro-me que quando cheguei ao último episódio da série que referi na imagem (das minhas preferidas, já agora) fiquei muito desapontada porque o final ficou em aberto. Três anos mais tarde e, depois de rever alguns episódios, percebi que foi dos melhores finais que a série poderia ter. Depende somente da nossa interpretação. Anything can happen.
E é esse mesmo o meu lema de vida neste momento. Tudo é possível. Basta deixar. (Pronto, está bem e mexermos o rabo um bocadinho. Assim só um niquinho de nada).





