Posso dizer que o meu último desafio foi, sem dúvida, tirar a carta de condução. Adoraria poder-vos contar que fui uma excelente aluna, que correu tudo bem logo à primeira e foi tudo muito giro, mas... não foi bem assim. No meu caso em particular, o problema residia na mente.
Em primeiro lugar, é importante constatar que conduzir em Lisboa não é fácil. Eu, na minha ingenuidade, achava que eram todos uns amorzinhos porque toda a gente me cedia a passagem nas aulas - algo que se alterou de imediato quando passei a andar no MEU carro (saudades do carro da escola!). Lembro-me sobretudo que quando tinha aulas marcadas nas horas de ponta elas nunca corriam muito bem.
O certo é que passei no exame o mês passado e só nestas últimas semanas comecei a ganhar coragem para andar na estrada. Por estrada, entenda-se pela cidade mesmo. E é uma sensação incrível de independência. A parte mais gira de conduzir? Encaixar as mudanças. Por isso sou um pouco desconfiada em relação às mudanças automáticas. É óbvio que já fui buzinada umas quantas vezes (e apelidada de "lesma" por amigos) mas isso é entrar por um ouvido e sair pelo outro. Como a minha algarvia preferida diz: "Quem conduz em Lisboa, conduz em qualquer lado". True. As pessoas são selvagens na estrada.
Outra parte importante é o instrutor. Eu confesso que tive três. Bom, na realidade tive mais porque andei a saltitar mas depois tive de me decidir. Ser professor exige ter muita paciência e era algo que o meu primeiro instrutor não tinha. Veio então o segundo e foi o que mais me ensinou. Achava engraçado o facto de ele me tratar por "filhota" quando apenas nos separava uns meros 4 a 5 anos de idade. Agora que olho para trás vejo que ele tinha uma paciência de santo, pois era daqueles gostava mesmo do seu trabalho. Entretanto ele entrou de férias e tive o meu terceiro professor. Também era dos que tinha amor à camisola. Lembro-me em particular na véspera do meu exame ele me ter dito distraído: "Pois, mas vocês são como se fossem meus filhos e portanto eu quero que passem todos no exame..." Ouvir aquilo enterneceu-me. Sabem, é que no meu caso não foi um amigo/a, namorado ou familiar que me deu o primeiro contacto com o carro. Foi mesmo na escola e, portanto, eu tenho um grande respeito pelo trabalho deles e sei que muitas vezes não é nada fácil. No entanto, apanhar um professor que não é competente é, no mínimo, frustrante... seja em que contexto for. E no meu caso, tive muita sorte. Um limpou-me as lágrimas de frustração quando chumbei no exame e o outro limpou-me as lágrimas de alegria quando passei e consegui finalmente a carta.
Agora é sempre a andar. Sendo lesma ou não :-)
O certo é que passei no exame o mês passado e só nestas últimas semanas comecei a ganhar coragem para andar na estrada. Por estrada, entenda-se pela cidade mesmo. E é uma sensação incrível de independência. A parte mais gira de conduzir? Encaixar as mudanças. Por isso sou um pouco desconfiada em relação às mudanças automáticas. É óbvio que já fui buzinada umas quantas vezes (e apelidada de "lesma" por amigos) mas isso é entrar por um ouvido e sair pelo outro. Como a minha algarvia preferida diz: "Quem conduz em Lisboa, conduz em qualquer lado". True. As pessoas são selvagens na estrada.
Outra parte importante é o instrutor. Eu confesso que tive três. Bom, na realidade tive mais porque andei a saltitar mas depois tive de me decidir. Ser professor exige ter muita paciência e era algo que o meu primeiro instrutor não tinha. Veio então o segundo e foi o que mais me ensinou. Achava engraçado o facto de ele me tratar por "filhota" quando apenas nos separava uns meros 4 a 5 anos de idade. Agora que olho para trás vejo que ele tinha uma paciência de santo, pois era daqueles gostava mesmo do seu trabalho. Entretanto ele entrou de férias e tive o meu terceiro professor. Também era dos que tinha amor à camisola. Lembro-me em particular na véspera do meu exame ele me ter dito distraído: "Pois, mas vocês são como se fossem meus filhos e portanto eu quero que passem todos no exame..." Ouvir aquilo enterneceu-me. Sabem, é que no meu caso não foi um amigo/a, namorado ou familiar que me deu o primeiro contacto com o carro. Foi mesmo na escola e, portanto, eu tenho um grande respeito pelo trabalho deles e sei que muitas vezes não é nada fácil. No entanto, apanhar um professor que não é competente é, no mínimo, frustrante... seja em que contexto for. E no meu caso, tive muita sorte. Um limpou-me as lágrimas de frustração quando chumbei no exame e o outro limpou-me as lágrimas de alegria quando passei e consegui finalmente a carta.
Agora é sempre a andar. Sendo lesma ou não :-)







