06/11/15
02/11/15
Cada vez que ia a um concerto - eu, fã de metal cá me confesso - tinha sempre a mesma sensação: de que tudo é possível. The sky is the limit. Toda eu era música, como se absorvesse dentro de mim os primeiros acordes da guitarra ou da primeira batida na bateria.
Este fim-de-semana vivi uma sensação semelhante. Por causa de um curso, onde não tenho palavras para medir o que aprendi. Imaginem o que é, por exemplo, terem o Bill Gates numa sala a dizer: "Olhem, pessoal, foi assim que fundei a Microsoft" e, de repente, abre-se um enorme leque de passos e estratégias à vossa frente. Ferramentas poderosas que podem aplicar nos vossos negócios. Deixou-me estupefacta. Bom, com isto não quero dizer que o curso foi mágico e que amanhã estarão a chover euros na minha conta. Não. Pelo contrário, percebi que não vai ser nada fácil e que terei de começar no duro. Vai haver momentos em que vou querer atirar-me para o chão a chorar e a espernear, eu sei que vai. No entanto, pela primeira vez senti que iria ficar tudo bem. A minha mente fervilhava de ideias e, desta vez, poderiam deixar de ser ideias e passarem para a prática. Porque estava a aprender como fazê-lo.
Outra coisa que adoro nos cursos é o convívio com as pessoas. É, sem dúvida, das melhores partes. Adorei a variedade de pessoas que tinha à minha frente: desde professores, directores comerciais a agentes imobiliários. Fiquei encantada. Senti que estava com eles numa bolha, a lutarmos juntos pelos nossos sonhos. Naquela sala não éramos os doidos ou os alucinados desta sociedade drogada de pessimismo. Éramos apenas aquilo que somos: um grupo de pessoas que acredita nos seus objectivos e que luta para eles acontecerem. Não posso deixar de sorrir perante a ironia da vida... o cepticismo com que olhava para a área do desenvolvimento pessoal e, um ano depois, ali estava eu sentada com nove Coaches à minha volta. A eles, deixo-lhes o meu muito obrigada. E, em especial, à minha Coach, com um lado tão genuíno e puro.... a receber-nos sempre com um sorriso e um olhar tão doce.
Acabei o curso com o mesmo lema a ecoar-me na mente: o céu é o limite. Como se tivesse sido electrocutada por um acorde de guitarra. Só que desta vez, ganhei conhecimentos que irão ficar comigo o resto da vida.
27/10/15
Jennifer Morrison
Ainda me lembro quando pensava em pânico nas dores que iria sentir quando colocasse o aparelho... que todos os meses haveria uma semana em que só iria conseguir comer papas e iogurtes. A minha madrinha dizia apenas para não ligar ao que os outros diziam, porque cada um é como é. Devia ter-lhe dado ouvidos. É que ela parece acertar sempre e, nas alturas mais cruciais, as palavras delas ecoam-me na mente.
Há um ano atrás, chegou a minha vez. Coloquei o aparelho e quando cheguei a casa andava toda feliz a pensar que de facto estava a fazer uma tempestade num copo de água. Ainda fiz torradas para o lanche! O problema veio no dia seguinte... quando acordei parecia que tinha levado um murro na boca. Foi das raras vezes que senti dores. Todos os meses com a manutenção nunca senti nada. Talvez um dente ligeiramente dorido mas ao fim de 2-3 dias era como se nada tivesse acontecido. Perguntei inclusive à Dra. se era normal eu não sentir dores nenhumas - eu sei, devo ter parecido um niquinho de nada masoquista. Ela disse que sim, que estava tudo bem.
Com isto tudo, não tenho como objectivo fazer publicidade aos aparelhos ortodônticos. A parte mais importante foi mesmo o que a minha madrinha disse: cada um é como é. Aquilo que aconteceu ao fulano x não significa que te vá acontecer a ti também. Tanto para o bem como para o mal. Neste caso, pensar que vou ficar com um sorriso parecido com o da Jennifer já me deixa feliz (ou parecido, vá não desmoralizem aqui a je). Resumindo e concluindo: dêem ouvidos às vossas madrinhas.
22/10/15
Eu e a ponte lisboeta temos uma história. Eu sei é só uma ponte, provavelmente muitos de vós atravessam-na todos os dias de manhã para ir para o trabalho e ficam retidos nela no trânsito a praguejar (I know the feeling) Contudo, comigo sempre foi diferente. Quando era mais nova (por outras palavras, quando era uma adolescente de 15 anos revoltada com a vida) ia muitas vezes para o Cais do Sodré depois das aulas e ficava sentada a olhar para aquela vista. O cheiro a mar acalmava-me e ficava a observar os carros que nela atravessavam. Desanuviava a mente e, meia hora depois, sentia-me mais tranquila. Bom, a minha vida continuava uma chatice mas eu sentia-me melhor (não queiram tentar perceber a cabeça de uma miúdinha de 15 anos, logo a minha, ui!). Ainda continuei a lá ir durante dois anos, ia para lá escrever, ouvir música...enfim, ia descomprimir.
Anos mais tarde, quando deixei de ser uma adolescente e tornei-me numa mulher minimamente responsável, continuei a olhar para a ponte com o mesmo carinho. Um copo à noite com os amigos e ainda hoje sinto um ligeiro arrepio ao olhar para a minha "fiel companheira".
Eu sei. Its's just god damn bridge. Mas para mim é o meu símbolo lisboeta favorito, não fosse eu escolhê-lo para o logotipo deste cantinho.
Eu sei. Its's just god damn bridge. Mas para mim é o meu símbolo lisboeta favorito, não fosse eu escolhê-lo para o logotipo deste cantinho.
19/10/15
É bom estar na nossa zona de conforto, é certo. Afinal, quem é que não gosta de se sentir seguro, seja a que nível for? Financeiro, emocional, you name it. Jogar pelo seguro muitas vezes é bastante sensato.
Contudo... arriscar também. E eu confesso que estou nessa fase. De arriscar, como se fosse saltar de um precipício. Mais importante, quero fazer isso mas tendo plena consciência dos riscos e das consequências. Alargar as zonas de conforto faz bem ao espírito. Mudança é a palavra de ordem.
Por isso, venha o que vier, vamos nisso.
10/10/15
Yvonne Strahovski (Chuck)
Há uns tempos, tive a aventura de chegar a casa com uns riscos no carro. Ora, se há coisa que aprendi foi a não dar demasiada importância a certas coisas e esta é uma delas. Até porque eu disse "riscos" não disse amolgadela. Quando mostrei ao meu pai, ele disse: "Ah, só isto... bom, isto sai. É só limpar". Mostrei como sempre o meu ar de cepticismo, mas qual não foi o meu espanto quando vi as marcas a desvanecerem. O meu pai esfregava com afinco e dizia: "eu vou tirar isto daqui, não acredito que ao fim de 2000 esfregadelas isto ainda cá esteja...". Olhei para ele e sorri, um velhinho de cabelo grisalho mas com o espírito cheio de determinação. Sabem o que me reconforta, sobretudo nas situações mais difíceis? Saber que lá no fundo herdei a sua determinação e que tudo se consegue, com muito esforço... :-)
Outra coisa a reter é: não vale a pena arranjarem um carro todo XPTO enquanto tiverem a carta há pouco tempo. Imaginem o que seriam meros "riscos" num Porsche. Ou num Mercedes.
Há uns tempos, tive a aventura de chegar a casa com uns riscos no carro. Ora, se há coisa que aprendi foi a não dar demasiada importância a certas coisas e esta é uma delas. Até porque eu disse "riscos" não disse amolgadela. Quando mostrei ao meu pai, ele disse: "Ah, só isto... bom, isto sai. É só limpar". Mostrei como sempre o meu ar de cepticismo, mas qual não foi o meu espanto quando vi as marcas a desvanecerem. O meu pai esfregava com afinco e dizia: "eu vou tirar isto daqui, não acredito que ao fim de 2000 esfregadelas isto ainda cá esteja...". Olhei para ele e sorri, um velhinho de cabelo grisalho mas com o espírito cheio de determinação. Sabem o que me reconforta, sobretudo nas situações mais difíceis? Saber que lá no fundo herdei a sua determinação e que tudo se consegue, com muito esforço... :-)
Outra coisa a reter é: não vale a pena arranjarem um carro todo XPTO enquanto tiverem a carta há pouco tempo. Imaginem o que seriam meros "riscos" num Porsche. Ou num Mercedes.
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