12/08/16

Vai um copo de vinho?




Existe o típico cliché de dizerem que "desabafar com alguém ajuda". A verdade é que, às vezes, ajuda mesmo.  
Tudo resultou num dia de merda. A gota de água foi quando me deitei no chão do meu quarto a olhar para o tecto. Dentro da minha cabeça só pensava: "Foda-se Catarina, tu tens a vida que desejavas há meses atrás, tens tudo para ser feliz e, no entanto, estás na merda." Tinha atingido o fundo do poço. Caiu-me a ficha, como costumam dizer. A minha colega de casa veio ter comigo e sentou-se ao meu lado:
 - Preciso de sair daqui - sussurei.
 - Daqui aonde?
 - Daqui - retorqui, apontando para a minha cabeça - Achas que há forma de a calar só por um bocado?
 Escusado será dizer que naquele momento já tinha desatado a chorar. Secretamente cobicei-lhe o copo de vinho, pois dizem que o álcool até costuma atenuar este tipo de coisas mas infelizmente os meus genes asiáticos não o permitem. 

O facto é que a minha cabeça fervilhava e estava mesmo a passar um mau bocado. Não era o fim do mundo mas doía-me. A minha amiga, por outro lado, fez-me ver o problema de um ângulo completamente diferente. Fez-me inclusive reflectir nos diferentes capítulos da minha vida, despertando uma das minhas maiores qualidades (entre os meus muito defeitos, hã?), o meu lado racional. A minha vida tornara-se numa série à Shonda Rhimes naqueles breves instantes de análise.

Nos filmes, as personagem principal é feliz no seu apartamento fabuloso em Nova Iorque. Na vida real, há dias mesmo de merda. E esse era um deles. Sair de casa é brutal, é o grito do Ipiranga, é viver a independência na sua plena palavra. No entanto, é também algo que puxa pelo "eu" individual, fazendo com que nos conheçamos de novo (e eu a achar que já me conhecia bastante bem). Faz com que a vida ganhe um ritmo diferente, algo que pode ser aterrador ao início, mas maravilhoso a longo prazo. 

Acabei a noite com o rosto enxuto pelas lágrimas mas iria ficar bem. Começa a ser a minha cena, de ficar em baixo e depois levantar-me pela enésima vez... bom, a minha e a de muita gente, não é verdade?
 
Imaginem só no que teria acontecido se me tivesse apoderado do copo de vinho.

09/08/16

Colegas queridos, é o que é...!

Jennifer Morrison

 Entra uma celebridade no nosso local de trabalho, para realizar uma sessão fotográfica. Até aqui tudo bem, não tivesse ela o nariz empinado e mil e um tiques de vedeta. Comento com um amigo meu:
- Porra, não me deixes ser assim....
- Descansa, tu não tens perfil para pindérica. Não tens mamas nem rabo suficiente.

Estas novas amizades são uma fofura, digam lá :-)

05/08/16

Um ano


Lembro-me tão bem deste dia há exactamente um ano atrás e da pilha de nervos em que me encontrava. Mas, no fim, acabei com o coração a rebentar de alegria quando  passei no exame de condução. Na mesma noite segui para o Algarve (só para ser desmancha-prazeres fui de autocarro) e tinha o meu melhor amigo à espera na estação. Assim que entrei no carro, vi uma caixa de kinder hippo e um gelado à minha frente. Soube-me a vitória mas, acima de tudo, a liberdade. Acreditem, tirar a carta de condução foi um grande desafio para mim e só o facto de não ter desistido, por si só, já significou muito. 

É obvio que continuo a conduzir mal e porcamente, bom, quer dizer... já progredi bastante e ainda faço uma festa quando consigo estacionar de lado à primeira, mas não é mentira nenhuma quando dizem que só aprendemos a conduzir lá fora. Grandes sustos que já apanhei mas aqui estou eu para contar a história :-) 

Podem ler o post do ano passado aqui.

31/07/16

Peripécias com a colega de casa # 1


Íamos a andar no carro e, de repente, a minha amiga tranca as portas. Digo em tom de  brincadeira:

- Eh lá, estás com medo?

- Pois... tenho medo que te roubem, estás tão gira!

Caso para dizer que foi a risada total. Digam lá, com uma amiga assim, quem é que não fica com o ego cheio, hã?

29/07/16

O ritual


Após um longo dia no trabalho, o duche nocturno sabe-me pela vida, especialmente numa noite quente de Verão. 
Depois de um dia merdoso - faz parte não é? - consigo arranjar cabeça para pegar no caderno e na caneta, atacando a brancura da folha até de madrugada. Já valeu a pena :-) 

27/07/16

Dos sonhos que se concretizam


Quando uma amiga me vem oferecer um exemplar do livro dela  já publicado. O meu coração enche-se de alegria, porque se há quem goste do mundo da literatura e das palavras é ela. 

É também uma prova que aquilo que queremos é possível. Que é alcançável. Basta trabalhar por isso e, acima de tudo acreditar, mesmo quando parece que o mundo está contra nós. (Eu sei, esta é a parte difícil!)

Um dia, vai ser o meu livro nas mãos dela :-)

 

21/07/16

Eterna trapalhona

                                             Yvonne Strahovski
 


Em dois meses:

- Parti um prato e lasquei outro.

- Torci o pé esquerdo em Junho.

- Parti a pega da porta da máquina (em minha defesa, tenho a dizer que já tinha sido arranjada anteriormente mas eu não sabia).

- Torci o pé direito em Julho, antes de fazer um exame. Só mesmo naquela para dar sorte. Ah, e acabei com o joelho esquerdo todo esfolado.

- Esqueci-me das chaves três vezes na mesma semana sendo que, à terceira, foram as chaves e o telemóvel. 

Digam-me, por favor, que não sou a única assim. 
Devaneios Lisboetas. Com tecnologia do Blogger.

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Acerca de mim

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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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