15/09/16

Fashion na rua


Eu e a minha colega de casa íamos tomar o pequeno-almoço à padaria. Era uma daquelas manhãs em que tinha acordado sonolenta e com muita preguiça. A muito custo vesti umas leggins e pus um casaco de ganga por cima, pelo que oiço a minha colega dizer:

- Perfeito, estás bem assim. Vamos. 

Não estando eu muito convencida, afastei o casaco e mostrei-lhe a t-shirt de pijama que dizia: "I rather be in bed". Saí à rua mesmo assim, tal era a minha moleza.

09/09/16

Cuidados a ter com gatos em casa

                                                                                                                                   A estrela cá de casa

A minha colega de casa entra no meu quarto e, antes de se atirar para a minha cama, apalpa um alto no edredão e pergunta:
- A... isto é a Shuqi (lê-se Shuki)?
- Não, é só o lençol que está por baixo.

08/09/16

Os sapatos perfeitos

                                                                                                     Heidi Klum

Nunca fui de usar saltos. Aliás, sendo "trapalhona" o meu nome do meio nem convém muito. Sou um verdadeiro íman a quedas, nódoas negras, torcer os pés, etc. No entanto, ouvi a minha madrinha gabar umas sandálias de salto da Natura que guess what... não magoam os pés. Fui investigar e lá comprei umas (podem ver aqui). 

Foi amor à primeira vista. São muito leves e giras. Aquela coisa de dizerem que nós, mulheres, adoramos sapatos? Bom, eu nunca fui muito nessa, mas naquele momento até compreendia essa ideia. Portanto, estava a je contente da vida, pronta a sair de casa com elas e a minha colega de casa olha para mim receosa: "Ai jasus, agora é que vão ser elas...". Para descer as escadas do prédio foi mesmo em slow motion. Na rua, a saga continua: "Pois, ainda por cima esta calçada é péssima para saltos", diz a minha colega dando um ligeiro chuto numa pedra. "Tu não me apareças em casa com o pé torcido!".

Posso-vos dizer que correu tudo lindamente. Aliás, só fiz uma ligeira entorse no pé uma semana depois a jogar badminton. Podia ter sido pior :-)

29/08/16

Telepatia feminina


 Num café com um casal amigo, que em breve irão ser papás:

A rapariga: - Querido, não queres ir buscar alguma coisa para comer? 
O rapaz: - Hum, o que há para comer?
A rapariga: - Então, há um bolo que se chama ..... (não me recordo do nome), há um brownie e empadas de galinha. 
O rapaz: - O que leva esse bolo, sabes?
Eu: - Oh, por amor de deus, não é óbvio que ela quer uma empada de galinha? Vai-lhe lá buscar, se faz favor.

Isto de termos trabalhado todos juntos tem muito que se diga e recordo-me  da minha amiga comer empadas de galinha nas horas de pausa, algo que ela simplesmente adora. Por isso, não foi díficil ler nas entrelinhas. Recebi um: "Oh" enternecido como resposta da parte dela

Parece quase telepatia, hem? :-)

25/08/16

Desintoxicação virtual


Às vezes, é necessário. Carregar no botão off e desligar das redes sociais, do mundo virtual. De descansar a cabeça. De repente, o nosso telemóvel pesa uma tonelada, pelas mensagens e notificações. Torna-se crucial não ir ao computador - pelo menos não ficar lá muito tempo - não olhar tanto para o telemóvel e relaxar. Ler um livro, pintar, escrever ou simplesmente não fazer nada. Longe do mundo digital, só por um bocadinho. Afinal, perdemos um bom bocado do nosso dia estando "online".

Mais alguém como eu, a precisar de desligar no botão? :-)

17/08/16

O melhor amigo

                                              Rachel & Joey, da série Friends


Eu acredito que o melhor amigo na vida de uma mulher é fundamental. Às vezes ele até pode ser o nosso companheiro, a nossa cara-metade. No meu caso essa situação não se aplica, mas muito honestamente... a minha vida não seria a mesma sem ele. Adoro a pessoa que sou quando estou na sua presença, por despertar o melhor de mim: uma mulher carinhosa, expressiva, risonha, descontraída, confiante, focada naquilo que quer (ou não quer). Por outro lado, também lhe revelo os meus momentos de fraqueza e insegurança.  

Posso-vos também dizer que ter-me apaixonado por ele foi das maiores dores de cabeça mas também das maiores lições de vida. O facto é que não há nenhuma poção milagrosa que nos faça esquecer aquela pessoa, mas afastar-nos dela totalmente também não é solução. Sobretudo quando ela é nossa amiga.  Apesar dele não sentir o mesmo, também não foi fácil para o seu lado, porque nós éramos (e somos) grandes amigos.

O tempo foi passando e o facto de ter acontecido mil e uma coisas na minha vida ajudou bastante a ultrapassar isto, nomeadamente a minha saída de casa e a mudança de trabalho. Parei de ficar obcecada com a ideia de: "Tenho de o esquecer, meu deus" e deixei as coisas andarem, acabando por crescer e conhecer pessoas novas. 

Neste momento, olho para ele como o meu pilar. Conhecemo-nos apenas há três anos, mas é como se estivesse comigo há uma década. É ele que me aconchega a manta, que me dá as pernas do frango (ele diz que prefere as asas, mas sei que também adora as pernas), que me ensina a conduzir como deve ser (ui, era com cada aula..!) que abdica do seu conforto para mo dar a mim, que me aconselha e faz rir com as suas parvoíces, que me limpa as lágrimas mas também já foi a causa delas. Sim, também houve vezes em que discutíamos mas acabávamos sempre por falar e pedir desculpa um ao outro. Acima de tudo, aprendi o que é amar em pleno e a criar uma cumplicidade bastante grande.

Eu a pensar que nunca iria encontrar uma amizade assim. Como já disse acima, a minha vida não seria a mesma se ele não estivesse comigo. Mesmo estando a 300 km de distância, esta pequena criatura enche os meus dias de alegria. 

E por aí? Como é o vosso melhor amigo? :-)

12/08/16

Vai um copo de vinho?




Existe o típico cliché de dizerem que "desabafar com alguém ajuda". A verdade é que, às vezes, ajuda mesmo.  
Tudo resultou num dia de merda. A gota de água foi quando me deitei no chão do meu quarto a olhar para o tecto. Dentro da minha cabeça só pensava: "Foda-se Catarina, tu tens a vida que desejavas há meses atrás, tens tudo para ser feliz e, no entanto, estás na merda." Tinha atingido o fundo do poço. Caiu-me a ficha, como costumam dizer. A minha colega de casa veio ter comigo e sentou-se ao meu lado:
 - Preciso de sair daqui - sussurei.
 - Daqui aonde?
 - Daqui - retorqui, apontando para a minha cabeça - Achas que há forma de a calar só por um bocado?
 Escusado será dizer que naquele momento já tinha desatado a chorar. Secretamente cobicei-lhe o copo de vinho, pois dizem que o álcool até costuma atenuar este tipo de coisas mas infelizmente os meus genes asiáticos não o permitem. 

O facto é que a minha cabeça fervilhava e estava mesmo a passar um mau bocado. Não era o fim do mundo mas doía-me. A minha amiga, por outro lado, fez-me ver o problema de um ângulo completamente diferente. Fez-me inclusive reflectir nos diferentes capítulos da minha vida, despertando uma das minhas maiores qualidades (entre os meus muito defeitos, hã?), o meu lado racional. A minha vida tornara-se numa série à Shonda Rhimes naqueles breves instantes de análise.

Nos filmes, as personagem principal é feliz no seu apartamento fabuloso em Nova Iorque. Na vida real, há dias mesmo de merda. E esse era um deles. Sair de casa é brutal, é o grito do Ipiranga, é viver a independência na sua plena palavra. No entanto, é também algo que puxa pelo "eu" individual, fazendo com que nos conheçamos de novo (e eu a achar que já me conhecia bastante bem). Faz com que a vida ganhe um ritmo diferente, algo que pode ser aterrador ao início, mas maravilhoso a longo prazo. 

Acabei a noite com o rosto enxuto pelas lágrimas mas iria ficar bem. Começa a ser a minha cena, de ficar em baixo e depois levantar-me pela enésima vez... bom, a minha e a de muita gente, não é verdade?
 
Imaginem só no que teria acontecido se me tivesse apoderado do copo de vinho.
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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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