22/01/17

Do outro lado do medo


Ao ínicio, sentimos medo e, quando damos por isso, já este se apoderou de nós. O medo de arriscar. O medo de perder alguém. O medo de mudar de trabalho e de vida. O medo de roubar um beijo àquela pessoa. O medo de ser feliz. O medo de ficar sozinho. O medo de dizer o que sentimos. O medo de ser julgado. 

É sempre a merda do medo. Depois apercebemo-nos do que estamos a perder por causa desse sacana. A pouco e pouco vamos enfrentando-o, como uma fénix que renasce das cinzas. 

Afinal não foi assim tão mau mudar de trabalho. Foi aterrador ao ínicio, é certo, mas os resultados valem por tudo. De súbito, ter beijado aquela pessoa foi a decisão mais acertada. Apesar do calafrio na barriga, valeu a pena porque... quando é que terias outra oportunidade para o fazer? 

Chega a uma altura em que percebes que não te podes deixar consumir por ele porque senão irás viver a vida num eterno "E se...?" E se tivesse arriscado? E se tivesse feito isto ou dito aquilo? É o tipico cliché do mais vale arrependeres-te do que fizeste do que aquilo que não fizeste. O que eu sei é que viver sem nunca saber o que existe do outro lado do medo é tramado. 

Por isso, toca a arriscar. 
  

16/01/17

Coisas de bestie


Marcámos um encontro as 20h num centro comercial: eu, a minha bestie e mais duas amigas. Mandei mensagem à minha melhor amiga antes, a perguntar se ela iria já jantada. Andávamos as duas falidas, por isso decidimos comer antes de ir. 

Quando nos encontrámos, as duas outras amigas estavam atrasadas portanto, era só eu e a minha buddy na paragem do autocarro (tanta falta que o meu boguinhas me faz!). 

Eu: Então conseguiste jantar?
Ela: Não tive tempo.
Eu: Bem, eu comi uma sopa mas confesso que já estou outra vez com fome. 
Ela: Pois...
(Pausa) 
Eu: Jantamos por lá?
Ela: Siiim! - respondeu dela acenando vigorosamente a cabeça e com um sorriso de orelha a orelha.

Quando duas lontras se juntam dá nisto! Pela foto, dá para perceber onde fomos jantar, não? :-) 

04/01/17

Telling stories




Por mais que ouça, nunca me canso desta. 


"Leave the pity and the blame
For the ones who do not speak
You write the words to get respect and compassion
And for posterity
You write the words and make believe
There is truth in the space between"

30/12/16

2016 em resumo


 Chegam os últimos dias do ano e começa-se a olhar para o ano que passou. Não gosto de fazer balanços mas é inevitável não olhar para trás. O maior objectivo cumprido deste ano foi, sem dúvida, ter saído de casa. Pelo meio, mudei algumas vezes de trabalho, conheci pessoas novas e fui aprendendo certas coisas. Depois disso, veio o salto de pára-quedas a 4000m de altitude!

A parte boa de viver fora do ninho é que aprendes a viver mais intensamente. Como a minha melhor amiga me disse uma vez: "Tu todos os meses descobres alguma coisa nova sobre ti". É mais ou menos isso, este ano foi muito dedicado ao EU... se teve momentos menos bons? Teve sim senhora. Nem tudo foi um mar de rosas mas, bottom line is... estou aqui, com saúde e com a minha gente ao meu lado. Mais não poso pedir :-)

Objectivos para 2017? A partir de uma certa idade começa-se a sentir que a vida tem de ter um propósito. Crise existencial ou não a verdade é essa. Quero investir muito mais nos meus projectos, inclusive o blog. Quero ter mais atenção com a minha saúde, fazer mais exercício e comer melhor (sendo os doces um grande fetiche meu...). Para começar já a pôr em prática! O novo ano começa com incerteza a nível profissional - tal como em 2016 - mas com um pouco de luta e optimismo tudo vai entrar nos eixos (espero eu!).

Desejo-vos um 2017 em grande, repleto de alegria e devaneios! :-)

  

19/12/16

Os verdadeiros amigos

Nunca consegui ver séries com a minha colega de casa. O que acontece é: vemos um episódio ou dois juntas e, no dia seguinte, quando nos juntamos para continuar a ver já ela devorou uns três ou quatro episódios sozinha. Com o Masterchef  Austrália, a coisa é igual. Ela sempre viu aquilo à velocidade da luz, ficando eu atrás. Até que chegou o momento em que eu a ultrapasso. Nessa noite ela diz-me:

- Ai é? Então olha, hoje é repetição para ti. Sim, eu revi muitos episódios contigo e não disse nada, porque caso contrário não irias querer ver. Portanto, hoje é castigo para ti!

O que ela não faz para ver televisão comigo :-) 

11/12/16

25, be nice!


Dizem que por trás de um grande homem está uma grande mulher e eu digo que por trás de uma grande mulher está a sua família. Entenda-se por "família" não só os parentes de sangue, como também os de coração. São aquelas pessoas que fazem parte nós, que ficam connosco tanto nos bons como maus momentos, que estão tatuadas no nosso espírito.

Não é todos os dias que se faz 25 anos, um quarto de século. Seria demasiado cliché dizer que o tempo é sacana nestas coisas mas a verdade é que é mesmo. Parece que foi apenas há uns meses que entrei para a Faculdade quando, na realidade, já passaram 8 anos (MEDO!). 

As pessoas dão-me os parabéns mas, muito sinceramente,  não é mim que mos devem dar. Dêem-nos ao meu pai que me criou sozinho e que me continua a fazer sorrir no alto dos seus 70 anos; ao meu melhor amigo que me atura ano após ano, entre muitos abraços e quilómetros; dêem-nos à minha melhor amiga, que me compreende melhor que ninguém - muitas vezes quase por telepatia; à minha irmã de coração e também colega de casa; à minha madrinha que mesmo a 300 km de distância tem sempre palavras para me aquecer o espírito. Dêem-nos às pessoas que vão aparecendo no meu caminho e que me marcam, de uma forma ou de outra. Porque são elas que fazem valer tudo a pena. 

Durante quase toda a minha vida, tinha aquele lema do "lá fora é que é". Por outras palavras, achava que no estrangeiro as coisas eram melhores e, de facto, são. Há melhores condições de trabalho com certeza, não vamos pôr de lado essa hipótese. No entanto, a longo prazo torna-se apenas uma mudança de cenário, porque as emoções são universais assim como os problemas de cada um. Pelo menos para já, estou bem aqui.

Poder celebrar este dia com a minha família ao meu lado, entre danças e sorrisos, com muito amor... é mesmo do melhor que há. Afinal que mais poderia pedir? :-)

01/12/16



Eu e a minha colega de casa encontrávamo-nos à janela, enquanto ela acabava de fumar o  seu cigarro. Olhei-a nos olhos, sorridente. Dei por mim num estado de  epifania ou então estava apenas feliz, indiferente ao "temos de ir ver a sopa" dela. Ela reparou nisso e retribuíu o olhar, até que me pergunta:

- Então, vais-me beijar?

E pronto. Lá se foi a epifania, saí da bolha, voltei à realidade. Como quiserem chamar.

- Já estragaste tudo. Vamos ver a sopa.

Só oiço as gargalhadas dela atrás de mim.
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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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