15/03/16

Eu e os aviões


Eu tenho uma pequena pancada por aviões. Desde pequena que os oiço ao de leve e confesso que são a minha banda sonora perfeita nas manhãs frescas com cheiro a Verão ou nos finais de tardes nocturnos e chuvosos. Já quando trabalhava no aeroporto gostava de observá-los (a grande maioria das vezes queria era sair dali depressa para poder ir dormir, mas são pormenores) A primeira vez que andei num tinha 22 anos e estava muito empolgada - na verdade, parecia ser a única passageira atenta às instruções da hospedeira. E adorei a sensação. A melhor parte é sem dúvida a descolagem. Aqueles minutinhos em que o avião está a ganhar velocidade e de súbito, enquanto sustenho a respiração.... perde-se o contacto com o solo e estamos no ar.

Não sei porquê mas associo sempre um sentimento de esperança quando olho para eles. Anything is possible. Tudo pode começar com um avião para um destino qualquer. A aterragem pode ser sinónimo de  regresso a casa mas também de um mar de possibilidades.    

E vocês? Gostam de andar de avião ou nem por isso? :-)

05/02/16

Passatempo Florence + The Machine

Meus queridos,

Este é o segundo passatempo do blog.  Estou a OFERECER um bilhete para o concerto dos Florence + The Machine, que se irá realizar no próximo dia 18 de Abril no MEO Arena em Lisboa. Não, não é nenhuma brincadeira!!!! "E o que tenho de fazer para participar?" perguntam vocês e bem. Ora, descomplicar é o meu nome do meio (ou não) portanto as regras são muito simples:

1º- Identifica no post do passatempo 4 amigos teus (é só clicar na hiperligação)

2º'- Colocar um gosto na página de Facebook do blog (ver aqui)

3º- Partilhar o passatempo no Facebook de forma pública.

4º- Preencher o formulário abaixo até ao próximo dia 11 de Abril ( é permitida apenas uma partipação por endereço de email)

O bilhete é para o Balcão 2. O vencedor será escolhido aleatoriamente através do site Random.org. Boa sorte a todos e divirtam-se! Até lá aqueçam a voz. You got the loooooooove!



21/01/16

Tarte de mascarpone e morangos

Não é que seja uma chef de cozinha, mas gosto bastante de cozinhar e os resultados normalmente até costumam correr bem (eu disse normalmente!). Decidi então vestir o avental e fazer uma sobremesa. Ora, o que vocês não sabem é que tive uma má experiência com doces e desde então foquei-me mais nos pratos principais. Há uns anos tentei fazer arroz doce - coisa simples para começar - e acabei com o tacho queimado.  Demorei duas horas a esfregá-lo e passei a olhar de soslaio para as sobremesas. 

No entanto, como diz o ditado, ano novo vida nova portanto decidi quebrar esta ideia e arriscar. Fui ao blog da Joana Roque - o meu cantinho de culinária preferido - e tirei esta receitinha. Eis o resultado:


É apenas necessário queijo mascarpone, doce de framboesa, açúcar em pó, a massa para a base e um fruto para decorar. No meu caso, escolhi morangos e a massa era quebrada. Digo-vos foi das melhores tartes que já comi e nem sequer ficou muito doce. Está mais que aprovada :-)

11/12/15

24 anos


Quando ainda era uma adolescente, imaginava que aos 24 já teria conquistado meio mundo: ínicio de carreira, casa, carro, namorado, quiçá um cão e um piriquito. É ambicioso, eu sei. Bem, o facto é que ainda não tenho tudo o que referi acima, mas terei. Mais importante ainda, tornei-me numa pessoa mais forte e melhor. Cliché, mas é a verdade. Nem todos os anos foram doces, alguns bem amargos até... contudo, o universo nestes últimos tempos tem-me sorrido. Há um ano atrás estava em Praga (feliz mas sem carteira, portanto completamente falida) e este ano estou aqui a celebrar com os meus. Porque no fundo, são eles que fazem isto valer a pena. Tudo aquilo em que me tornei... nunca teria conseguido sem a minha gente. 

É que sabem, a partir de uma certa idade as prendas deixam de ter tanta importância e o que prevalece são as pessoas. São as caras que ficam connosco, ano após ano, que contam. São os momentos. São as risadas e as trapalhices. 

Por isso... posso ainda não ter tido um início de carreira (será objectivo para 2016) nem um cão nem uma casa própria mas estou diferente, crescida e sempre com aqueles que mais amo ao meu lado. Acho que isso já é alguma coisa. 

Que venham mais anos e novos desafios.

14/09/15

Erros Ortográficos


Se há coisa que me causa urticária são os erros ortográficos. Reparem que há uma diferença entre lapso e erro ortográfico. Os lapsos são mais frequentes quando estamos cansados ou distraídos mas os erros... é serto que há errus e errus. Infelizmente á muita gente que gosta de pontapear a Língua Portuguesa. O meu preferido é aquele do: já comes-te? pensas-te? Meus queridos, a forma do passado - também conhecida por pretérito perfeito - escreve-se sem tracinho, sem hífen. Caso contrário, é como dizer: comes-te a ti próprio. Não, não me estou a querer armar em superior, simplesmente é frustrante olhar para jornais ou artigos na internet com errus destes. Vá, se ficaram golozos por mais: o pior está mesmo aqui. Em pleno supermercado. Lembram-se de mais algum tesourinho? 

( imagem retirada da net)

10/06/15

Night out

Isto de sair à noite e não poder beber álcool tem muito que se lhe diga. Sabem, meus queridos, é que ser chinesa tem um pequeno preço a pagar: sou intolerante ao álcool. Agora estão vocês a pensar: "Portanto, és fraquinha, não tens resistência à coisa". Não. Basicamente, se beber não morro, mas fico super vermelha (não é só coradinha) no rosto, no peito, nas mãos até; o coração acelera como se estivesse a correr meia maratona e fico a escaldar. Para me sentir assim, prefiro ficar quieta e não beber. 
Ora há uns dias atrás fomos celebrar o facto da C. ter acabado o estágio. Tomámos um café no Princípe Real e seguimos para o Bairro. Confesso que gostei bastante do ambiente e do cheirinho a erva e de pararmos a cada dois passinhos para cumprimentar alguém conhecido. Entretanto senti o estômago a dar horas e acabei por dividir uma tosta de frango divinal com a C. Em pleno Bairro Alto. 
Antes de irmos para uma festa no Lx Factory - festa essa que me convenceram a ir - passámos por um último bar para beber um shot. Já estava a ver os copitos ali em fila e perguntei à rapariga que nos servia:
- A... não têm aqueles shots de fruta?
- Não. 
Talvez vendo o meu ar pouco convencido, pôs no meu copo sumo de ananás. Claro que houve alguém que não ficou muito satisfeito.
- O quê? Vais beber sumo? - perguntou-me a minha melhor amiga. 
- Sim, C. Está num copo de shot, não está? Então pronto, é um shot.


Pois, estão a ver aquele líquido amarelo? Era o meu sim. Ainda tive de ouvir:
- Vês? O nosso é muito mais giro, olha tantas cores. 
Próximo destino: Conga club, Lx Factory. Nunca pensei em me rir tanto naquele ambiente descontraído. Em cima do balcão dançava um travesti com umas pernas mais jeitosas que as minhas. Como o B. - um amigo da C. super querido - disse: só homens bonitos. Não podia concordar mais. No fim da noite, o T. levou-me até à rua e avistámos um táxi. Ele estendeu o braço e o carro parou. 
- Leve a menina a casa em segurança - disse ele. 
Sorri-lhe. Não nos vemos muitas vezes, mas sempre que nos encontramos é sempre um amor de pessoa. E sim, o taxista fez muito bem o seu trabalho.

14/04/15

Say "cheese"!

                                                           Penélope Cruz

Nunca fui muito pessoa de tirar fotos, acho sempre que fico mal: seja a minha expressão, uma madeixa de cabelo caída, a boca semi aberta, enfim.
Lembro-me que quando fui para Praga olhei de soslaio para a câmara da C. Eram cinco da madrugada, ainda no aeroporto de Lisboa à espera de embarcar, e a miúda saca da máquina para nos tirar uma foto. Estava demasiado sonolenta para protestar, por isso alinhei. Mesmo quando lá chegámos, vi inúmeros turistas a fazerem poses para a câmara e a usarem os famosos selfie sticks. Confesso que houve alturas da viagem em que começava a sentir uma certa preguiça de tirar a minha Canon - o facto de estar um frio de rachar e ter de tirar a minha querida luva para carregar no obturador também não me motivava muito - e, depois de me ter certificado pelo canto do olho que a C. já estava a registar os nossos momentos, deixei-me ficar quieta a observar aquela cidade envolta num manto de nevoeiro. Soube-me tão bem olhar para nada, mas ao mesmo  tempo... para tudo. Às vezes, olhava para a C. e ela simplesmente sorria-me, sem nada dizer. Fiz o mesmo, com o coração eternecido. 

Há uns meses atrás resolvi pôr em prática uma ideia que tinha desde os tempos de liceu. Comprei um quadro de cortiça, pioneses, fui imprimir algumas fotos e pendurei na parede do quarto. Não podia ter ficado mais satisfeita com o resultado porque aquele quadro acabou por se tornar num pedacinho de mim. Óbvio que as fotos de Praga também lá estão. Como diz o Miguel Sousa Tavares: "... quando guardam para sempre um instante que nunca se repetirá, as fotografias não mentem - esse instante existiu mesmo." 
Devaneios Lisboetas. Com tecnologia do Blogger.

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Acerca de mim

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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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