28/11/15

Adele



Não é a melhor cantora do mundo e também não foi nenhum amor à primeira vista. Quando a ouvi pelas primeiras vezes, pensei: "Pois é mais uma que canta sobre desgostos amorosos..." A única diferença é que ela cantava de facto BEM. Fui conhecendo e ouvindo as músicas delas até que uma noite pus-me a ver a sua actuação no Royal Albert Hall. Rendi-me. Ver aquela rapariga, descalça, com aquele vozeirão a cantar para tamanha multidão comoveu-me. Vê-la a chorar com um lenço na mão a limpar as lágrimas fez-me sorrir. Ver aquela gente toda a cantar com ela em uníssono conquistou-me. Ela é... a Adele. 

Quatro anos depois, ela regressa com um "Hello from the other side...." e de imediato, apaixonei-me pelo single. Eu e mais outros milhões de pessoas. Houve uma manhã em que ouvia as novas músicas dela e pensei que seria brutal ir vê-la ao vivo. Não é que horas mais tarde vejo uma partilha no Facebook a dizer que ela vem cá ao Meo Arena dia 21 e 22 de Maio de 2016? 

Deixo-vos aqui um vídeo dela, pode ser que se derretam como eu me derreti. Quanto ao concerto dela, ainda que falte meio ano... its going to be fuckin' great

23/11/15

Eu e a minha bestie

Trabalhar com a melhor amiga não podia deixar de trazer algumas peripécias e hoje foi um exemplo disso. Caminhávamos para o parque de estacionamento, após mais um dia de trabalho no aeroporto. Primeiro, debatemos a velocidade a que ela andava e à velocidade a que eu ando. Ela protestava, dizendo que até andava rápido e eu dizia para mim que ao ritmo dela as 24h não seriam suficientes. 
Resultado: chegou ao carro cansada, a ofegar. E ainda tive de ouvir:

- Tu queres comparar as tuas pernas com as minhas? São muito maiores. 

Pois claro. E ela continuava a defender-se no seu 1,58m. Suspirei. Entrámos no carro, coloquei a marcha-atrás para tirar o boguinhas do lugar e, quando vou pôr a primeira mudança para sairmos finalmente do parque*, ela diz: 

- Uau. Estás muito melhor, muito mais confiante!
- Olha, mais um sarcasmo desses e podes sair do carro. 
Ela fica de olhos arregalados e insiste:
- Estou a falar a sério! Melhoraste muito!
Olho para ela de esguelha e, ao ver a sua expressão sincera, desato às gargalhadas. Bem que ela me diz que eu tenho uma forma qualquer de distorcer os seus elogios. Durante o percurso até à Av. de Roma - cerca de 10 minutos, se tanto - ela devora três barrinhas kinder, jurando que a terceira será a última. 

Andamos nisto há quase uma década. Nem quero imaginar como será uma road trip. Comigo a conduzir claro.

*(para quem não se lembra, recordo o meu mais recente desafio aqui)

13/11/15

The Best or Nothing


Há um saxofonista que admiro bastante e costumo até partilhar de vez em quando os seus vídeos na página de Facebook do cantinho. Justin Ward é o seu nome e digo-vos o jovem é fabuloso... claro que há outros saxofonistas pelo youtube mas este é, de longe, o meu preferido. Uma das suas particularidades é que ele costuma também tocar nas ruas, para os transeuntes alheios. A maior parte passa por ele indiferente, outros filmam com os telemóveis e depois há uns quantos que até prestam atenção. O facto é que o Justin continua sempre a tocar, com paixão. 

Moral da história: se forem realmente bons naquilo que gostam, a coisa muda de figura e é também gratificante ver como os outros sentem a vossa dedicação. Até há pouco tempo, sentia sempre algum medo em relação à escrita. Eu que sempre adorei escrever - mesmo quando ainda nem o sabia! sentia-me feliz a fazer relvinhas nas folhas e imaginava como seria quando os rabiscos se tornassem letras - tive as minhas dúvidas. Sempre que fazia algum curso de escrita criativa, no fundo do meu cérebro, julgava que a qualquer momento a formadora diria: "Pois... se calhar não tens assim tanto jeito com as palavras." Como é óbvio, não foi nada disto que aconteceu. 

Não é fácil revelar estas inseguranças. O mundo, muitas vezes, torna-se demasiado merdoso e há pessoas que adoram espezinhar as fraquezas dos outros  só porque sim (especialmente no mundo virtual). No entanto, nem todas... há outras que são o exacto oposto e são essas que fazem com que tudo valha a pena. Com a correria do dia-a-dia, com o cansaço e a falta de tempo torna-se complicado fazer aquilo que mais gostamos (complicado, mas não impossível, certo?). Alguém se identifica? No meu caso, nestes últimos tempos, não tinha escrito nada de nada. Nem uma linha. Tinha consciência disso, mas só me apercebi do impacto que isso teve em mim ontem. Sentia-me miserável e exausta, mas com mil e uma ideias a boiarem-me na mente. As ideias reprimidas, adiadas. Porque fazer o almoço é mais prioritário. Porque lavar a farda é mais urgente. 

Decidi que não podia continuar assim. Pus mãos à obra e estou neste momento a escrever-vos. E ainda quero trabalhar no meu livro. Lembrei-me então do lema da Mercedes: the Best or Nothing. O Melhor ou Nada. Se é algo que gostamos e queremos, toca a trabalhar. Senão, esquece. Há apenas uma coisa que muitas vezes tenho de me relembrar, sobretudo nos tempos mais difíceis: ninguém se torna no melhor num estalar de dedos. Por mais difícil que seja, faz parte do processo. Enquanto for um objectivo, um sonho que valha a pena lutar.

E a vocês? O que vos preenche? O que vos deixa com um sorriso no rosto? Vale tudo. Até um banho de imersão :-) Vá, contem-me! 

06/11/15

Para os que estão longe


Este curto parágrafo é para todos aqueles que têm alguém especial longe de vocês... seja noutra cidade, noutro país ou noutro hemisfério. Ou até à distância de meia hora  de carro, vá. Sabem... percebi que aqueles que realmente importam estarão tatuados no nosso espírito para sempre. Não importa se não falam com a pessoa com frequência, se só a vêem algumas vezes por ano... porque ela é a VOSSA pessoa, no matter what. E eu sei, as saudades são uma coisa tramada... mas fazem parte da natureza humana. Mostra que sentimos. 

02/11/15

O céu é o limite


Cada vez que ia a um concerto - eu, fã de metal cá me confesso - tinha sempre a mesma sensação: de que tudo é possível. The sky is the limit. Toda eu era música, como se absorvesse dentro de mim os primeiros acordes da guitarra ou da primeira batida na bateria. 

Este fim-de-semana vivi uma sensação semelhante. Por causa de um curso, onde não tenho palavras para medir o que aprendi. Imaginem o que é, por exemplo, terem o Bill Gates numa sala a dizer: "Olhem, pessoal, foi assim que fundei a Microsoft" e, de repente, abre-se um enorme leque de passos e estratégias à vossa frente. Ferramentas poderosas que podem aplicar nos vossos negócios. Deixou-me estupefacta. Bom, com isto não quero dizer que o curso foi mágico e que amanhã estarão a chover euros na minha conta. Não. Pelo contrário, percebi que não vai ser nada fácil e que terei de começar no duro. Vai haver momentos em que vou querer atirar-me para o chão a chorar e a espernear, eu sei que vai. No entanto, pela primeira vez senti que iria ficar tudo bem. A minha mente fervilhava de ideias e, desta vez, poderiam deixar de ser ideias e passarem para a prática. Porque estava a aprender como fazê-lo. 

Outra coisa que adoro nos cursos é o convívio com as pessoas. É, sem dúvida, das melhores partes. Adorei a variedade de pessoas que tinha à minha frente: desde professores, directores comerciais a agentes imobiliários. Fiquei encantada. Senti que estava com eles numa bolha, a lutarmos juntos pelos nossos sonhos. Naquela sala não éramos os doidos ou os alucinados desta sociedade drogada de pessimismo. Éramos apenas aquilo que somos: um grupo de pessoas que acredita nos seus objectivos e que luta para eles acontecerem. Não posso deixar de sorrir perante a ironia da vida... o cepticismo com que olhava para a área do desenvolvimento pessoal e, um ano depois, ali estava eu sentada com nove Coaches à minha volta. A eles, deixo-lhes o meu muito obrigada. E, em especial, à minha Coach, com um lado tão genuíno e puro.... a receber-nos sempre com um sorriso e um olhar tão doce. 

Acabei o curso com o mesmo lema a ecoar-me na mente: o céu é o limite. Como se tivesse sido electrocutada por um acorde de guitarra. Só que desta vez, ganhei conhecimentos que irão ficar comigo o resto da vida. 
Devaneios Lisboetas. Com tecnologia do Blogger.

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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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