25/09/15

On the road


Posso dizer que o meu último desafio foi, sem dúvida, tirar a carta de condução. Adoraria poder-vos contar que fui uma excelente aluna, que correu tudo bem logo à primeira e foi tudo muito giro, mas... não foi bem assim. No meu caso em particular, o problema residia na mente. 

Em primeiro lugar, é importante constatar que conduzir em Lisboa não é fácil. Eu, na minha ingenuidade, achava que eram todos uns amorzinhos porque toda a gente me cedia a passagem nas aulas - algo que se alterou de imediato quando passei a andar no MEU carro (saudades do carro da escola!). Lembro-me sobretudo que quando tinha aulas marcadas nas horas de ponta elas nunca corriam muito bem. 

O certo é que passei no exame o mês passado e só nestas últimas semanas comecei a ganhar coragem para andar na estrada. Por estrada, entenda-se pela cidade mesmo. E é uma sensação incrível de independência. A parte mais gira de conduzir? Encaixar as mudanças. Por isso sou um pouco desconfiada em relação às mudanças automáticas. É óbvio que já fui buzinada umas quantas vezes (e apelidada de "lesma" por amigos) mas isso é entrar por um ouvido e sair pelo outro. Como a minha algarvia preferida diz: "Quem conduz em Lisboa, conduz em qualquer lado". True. As pessoas são selvagens na estrada. 

Outra parte importante é o instrutor. Eu confesso que tive três.  Bom, na realidade tive mais porque andei a saltitar mas depois tive de me decidir. Ser professor exige ter muita paciência e era algo que o meu primeiro instrutor não tinha. Veio então o segundo e foi o que mais me ensinou. Achava engraçado o facto de ele me tratar por "filhota" quando apenas nos separava uns meros 4 a 5 anos de idade. Agora que olho para trás vejo que ele tinha uma paciência de santo, pois era daqueles gostava mesmo do seu trabalho. Entretanto ele entrou de férias e tive o meu terceiro professor. Também era dos que tinha amor à camisola. Lembro-me em particular na véspera do meu exame ele me ter dito distraído: "Pois, mas vocês são como se fossem meus filhos e portanto eu quero que passem todos no exame..." Ouvir aquilo enterneceu-me. Sabem, é que no meu caso não foi um amigo/a, namorado ou familiar que me deu o primeiro contacto com o carro. Foi mesmo na escola e, portanto, eu tenho um grande respeito pelo trabalho deles e sei que muitas vezes não é nada fácil. No entanto, apanhar um professor que não é competente é, no mínimo, frustrante... seja em que contexto for. E no meu caso, tive muita sorte. Um limpou-me as lágrimas de frustração quando chumbei no exame  e o outro limpou-me as lágrimas de alegria quando passei e consegui finalmente a carta.   

Agora é sempre a andar. Sendo lesma ou não :-)

14/09/15

Erros Ortográficos


Se há coisa que me causa urticária são os erros ortográficos. Reparem que há uma diferença entre lapso e erro ortográfico. Os lapsos são mais frequentes quando estamos cansados ou distraídos mas os erros... é serto que há errus e errus. Infelizmente á muita gente que gosta de pontapear a Língua Portuguesa. O meu preferido é aquele do: já comes-te? pensas-te? Meus queridos, a forma do passado - também conhecida por pretérito perfeito - escreve-se sem tracinho, sem hífen. Caso contrário, é como dizer: comes-te a ti próprio. Não, não me estou a querer armar em superior, simplesmente é frustrante olhar para jornais ou artigos na internet com errus destes. Vá, se ficaram golozos por mais: o pior está mesmo aqui. Em pleno supermercado. Lembram-se de mais algum tesourinho? 

( imagem retirada da net)

08/09/15

Decisions, decisions...

                                            Julia Roberts 


Vão haver sempre pessoas a mandarem-nos abaixo. Que dizem que não vamos ter sucesso, que não vamos conseguir, que vai correr mal. Mais interessante se torna quando essas pessoas são aquelas que mais nos deveriam apoiar . Pode nem ser por mal... às vezes,  e por mais irónico que pareça, é porque se importam connosco e por isso dizem tais coisas. Outras vezes é só mesmo por maldade ou inveja. 

Seja como for... nada disso interessa. O que importa mesmo és tu e aquilo que queres (ou não queres) para ti. Somos nós. Hoje tive um dia daqueles, sabem? Luminosos. Em véspera de folgas, podia ter aproveitado para descansar ou ler um livro, mas não. Assim que cheguei a casa, arrumei o quarto, doei dois sacos de roupa, tirei o pó aos livros de alemão e mandarim e ainda estive a ver o que preciso de material escolar. Pois, adivinhem quem vai voltar a estudar. E não, não vai ser na faculdade. Vai ser algo mais auto-didacta. Sempre adorei as cadeiras de língua e ficava aborrecida quando tinha de largar o alemão para estudar outra cadeira mais chata - como a teoria da literatura. Por outras palavras, vai ser brutal. 

Existe também o oposto das pessoas que descrevi no primeiro parágrafo. Há aquelas que ficam genuínamente felizes com as tuas decisões e além de te apoiarem, ajudam-te. Aquelas que te aceitam tal e qual como és, com todos os teus defeitos. Todos mesmo. Porque te conhecem. E eu sinto-me grata por isso. 

Sim, hoje foi um dia de esperança. De abraçar um novo desafio. 

03/09/15

Setembro


Mês de Setembro. Para muitos, é o mês de regressar às aulas, aos manuais escolares. Voltam também as melhores séries e com elas juntam-se as noites a devorar episódios (e a fazer maratonas de estudo, mas enfim, isso são pormenores)

Deixei para trás a minha vida de estudante mas, de vez em quando, sinto uma ligeira nostalgia. Lembro-me de estar sentada nas escadas da minha faculdade, em plena cidade universitária, ao anoitecer... a contemplar todo aquele ambiente académico com um sorriso no rosto. 

Os dias vão ficando mais curtos, a pouco e pouco. O calor vai acabando (ou não) e regressam os primeiros odores da chuva, depois de três meses de Verão intenso. Regressam as camisolas mais quentes e as mantas. É claro que agora é tudo muito bonito mas daqui a uns tempos já me estou a queixar das chuvas torrenciais - comigo ainda na rua, que é a parte mais gira - e do facto de às seis da tarde já estar noite cerrada. Mas pronto. Setembro não deixa de ser mágico.
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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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