23/12/15

Boas festas


Já não escrevo neste cantinho há muito tempo, o que se torna vergonhoso. Em breve, isso vai mudar pois vêem aí novidades fresquinhas. Digamos que, neste momento, estou num ponto de viragem. Aproveitei este tempinho livre - onde não esteja morta de exaustão ou com mil e uma coisas para fazer - para vos desejar um óptimo natal e que o festejem junto daqueles que mais amam. Não é que faça uma festa de arromba nesta época. Mais importante que tudo, o que prevalece é o convívio. Este ano calhou ter o meu Papi a kms de distância.... mas bem pertinho no pensamento :-)

Bom Natal, meus queridos.

11/12/15

24 anos


Quando ainda era uma adolescente, imaginava que aos 24 já teria conquistado meio mundo: ínicio de carreira, casa, carro, namorado, quiçá um cão e um piriquito. É ambicioso, eu sei. Bem, o facto é que ainda não tenho tudo o que referi acima, mas terei. Mais importante ainda, tornei-me numa pessoa mais forte e melhor. Cliché, mas é a verdade. Nem todos os anos foram doces, alguns bem amargos até... contudo, o universo nestes últimos tempos tem-me sorrido. Há um ano atrás estava em Praga (feliz mas sem carteira, portanto completamente falida) e este ano estou aqui a celebrar com os meus. Porque no fundo, são eles que fazem isto valer a pena. Tudo aquilo em que me tornei... nunca teria conseguido sem a minha gente. 

É que sabem, a partir de uma certa idade as prendas deixam de ter tanta importância e o que prevalece são as pessoas. São as caras que ficam connosco, ano após ano, que contam. São os momentos. São as risadas e as trapalhices. 

Por isso... posso ainda não ter tido um início de carreira (será objectivo para 2016) nem um cão nem uma casa própria mas estou diferente, crescida e sempre com aqueles que mais amo ao meu lado. Acho que isso já é alguma coisa. 

Que venham mais anos e novos desafios.

09/12/15

O mundo do roupeiro


De vez em quando, lembro-me de fazer uma espécie de inventário ao meu roupeiro. Trata-se portanto de tirar tudo cá para fora ver as peças que tenho, doar as que já não quero e perceber aquilo que me faz mais falta. É chato e dá trabalho, mas acabo por descobrir peças que já nem me lembrava que tinha. Ou a guardar uma camisola que dantes usava e abusava mas que agora já não me diz tanto. 


Por aí, também o fazem? :D 

05/12/15

Dezembro

Porque é dos melhores meses do ano. Não só por causa do meu aniversário, como também pela época natalícia, pela passagem de ano. É o derradeiro capítulo do ano, onde.... vale tudo :)

28/11/15

Adele



Não é a melhor cantora do mundo e também não foi nenhum amor à primeira vista. Quando a ouvi pelas primeiras vezes, pensei: "Pois é mais uma que canta sobre desgostos amorosos..." A única diferença é que ela cantava de facto BEM. Fui conhecendo e ouvindo as músicas delas até que uma noite pus-me a ver a sua actuação no Royal Albert Hall. Rendi-me. Ver aquela rapariga, descalça, com aquele vozeirão a cantar para tamanha multidão comoveu-me. Vê-la a chorar com um lenço na mão a limpar as lágrimas fez-me sorrir. Ver aquela gente toda a cantar com ela em uníssono conquistou-me. Ela é... a Adele. 

Quatro anos depois, ela regressa com um "Hello from the other side...." e de imediato, apaixonei-me pelo single. Eu e mais outros milhões de pessoas. Houve uma manhã em que ouvia as novas músicas dela e pensei que seria brutal ir vê-la ao vivo. Não é que horas mais tarde vejo uma partilha no Facebook a dizer que ela vem cá ao Meo Arena dia 21 e 22 de Maio de 2016? 

Deixo-vos aqui um vídeo dela, pode ser que se derretam como eu me derreti. Quanto ao concerto dela, ainda que falte meio ano... its going to be fuckin' great

23/11/15

Eu e a minha bestie

Trabalhar com a melhor amiga não podia deixar de trazer algumas peripécias e hoje foi um exemplo disso. Caminhávamos para o parque de estacionamento, após mais um dia de trabalho no aeroporto. Primeiro, debatemos a velocidade a que ela andava e à velocidade a que eu ando. Ela protestava, dizendo que até andava rápido e eu dizia para mim que ao ritmo dela as 24h não seriam suficientes. 
Resultado: chegou ao carro cansada, a ofegar. E ainda tive de ouvir:

- Tu queres comparar as tuas pernas com as minhas? São muito maiores. 

Pois claro. E ela continuava a defender-se no seu 1,58m. Suspirei. Entrámos no carro, coloquei a marcha-atrás para tirar o boguinhas do lugar e, quando vou pôr a primeira mudança para sairmos finalmente do parque*, ela diz: 

- Uau. Estás muito melhor, muito mais confiante!
- Olha, mais um sarcasmo desses e podes sair do carro. 
Ela fica de olhos arregalados e insiste:
- Estou a falar a sério! Melhoraste muito!
Olho para ela de esguelha e, ao ver a sua expressão sincera, desato às gargalhadas. Bem que ela me diz que eu tenho uma forma qualquer de distorcer os seus elogios. Durante o percurso até à Av. de Roma - cerca de 10 minutos, se tanto - ela devora três barrinhas kinder, jurando que a terceira será a última. 

Andamos nisto há quase uma década. Nem quero imaginar como será uma road trip. Comigo a conduzir claro.

*(para quem não se lembra, recordo o meu mais recente desafio aqui)

13/11/15

The Best or Nothing


Há um saxofonista que admiro bastante e costumo até partilhar de vez em quando os seus vídeos na página de Facebook do cantinho. Justin Ward é o seu nome e digo-vos o jovem é fabuloso... claro que há outros saxofonistas pelo youtube mas este é, de longe, o meu preferido. Uma das suas particularidades é que ele costuma também tocar nas ruas, para os transeuntes alheios. A maior parte passa por ele indiferente, outros filmam com os telemóveis e depois há uns quantos que até prestam atenção. O facto é que o Justin continua sempre a tocar, com paixão. 

Moral da história: se forem realmente bons naquilo que gostam, a coisa muda de figura e é também gratificante ver como os outros sentem a vossa dedicação. Até há pouco tempo, sentia sempre algum medo em relação à escrita. Eu que sempre adorei escrever - mesmo quando ainda nem o sabia! sentia-me feliz a fazer relvinhas nas folhas e imaginava como seria quando os rabiscos se tornassem letras - tive as minhas dúvidas. Sempre que fazia algum curso de escrita criativa, no fundo do meu cérebro, julgava que a qualquer momento a formadora diria: "Pois... se calhar não tens assim tanto jeito com as palavras." Como é óbvio, não foi nada disto que aconteceu. 

Não é fácil revelar estas inseguranças. O mundo, muitas vezes, torna-se demasiado merdoso e há pessoas que adoram espezinhar as fraquezas dos outros  só porque sim (especialmente no mundo virtual). No entanto, nem todas... há outras que são o exacto oposto e são essas que fazem com que tudo valha a pena. Com a correria do dia-a-dia, com o cansaço e a falta de tempo torna-se complicado fazer aquilo que mais gostamos (complicado, mas não impossível, certo?). Alguém se identifica? No meu caso, nestes últimos tempos, não tinha escrito nada de nada. Nem uma linha. Tinha consciência disso, mas só me apercebi do impacto que isso teve em mim ontem. Sentia-me miserável e exausta, mas com mil e uma ideias a boiarem-me na mente. As ideias reprimidas, adiadas. Porque fazer o almoço é mais prioritário. Porque lavar a farda é mais urgente. 

Decidi que não podia continuar assim. Pus mãos à obra e estou neste momento a escrever-vos. E ainda quero trabalhar no meu livro. Lembrei-me então do lema da Mercedes: the Best or Nothing. O Melhor ou Nada. Se é algo que gostamos e queremos, toca a trabalhar. Senão, esquece. Há apenas uma coisa que muitas vezes tenho de me relembrar, sobretudo nos tempos mais difíceis: ninguém se torna no melhor num estalar de dedos. Por mais difícil que seja, faz parte do processo. Enquanto for um objectivo, um sonho que valha a pena lutar.

E a vocês? O que vos preenche? O que vos deixa com um sorriso no rosto? Vale tudo. Até um banho de imersão :-) Vá, contem-me! 

06/11/15

Para os que estão longe


Este curto parágrafo é para todos aqueles que têm alguém especial longe de vocês... seja noutra cidade, noutro país ou noutro hemisfério. Ou até à distância de meia hora  de carro, vá. Sabem... percebi que aqueles que realmente importam estarão tatuados no nosso espírito para sempre. Não importa se não falam com a pessoa com frequência, se só a vêem algumas vezes por ano... porque ela é a VOSSA pessoa, no matter what. E eu sei, as saudades são uma coisa tramada... mas fazem parte da natureza humana. Mostra que sentimos. 

02/11/15

O céu é o limite


Cada vez que ia a um concerto - eu, fã de metal cá me confesso - tinha sempre a mesma sensação: de que tudo é possível. The sky is the limit. Toda eu era música, como se absorvesse dentro de mim os primeiros acordes da guitarra ou da primeira batida na bateria. 

Este fim-de-semana vivi uma sensação semelhante. Por causa de um curso, onde não tenho palavras para medir o que aprendi. Imaginem o que é, por exemplo, terem o Bill Gates numa sala a dizer: "Olhem, pessoal, foi assim que fundei a Microsoft" e, de repente, abre-se um enorme leque de passos e estratégias à vossa frente. Ferramentas poderosas que podem aplicar nos vossos negócios. Deixou-me estupefacta. Bom, com isto não quero dizer que o curso foi mágico e que amanhã estarão a chover euros na minha conta. Não. Pelo contrário, percebi que não vai ser nada fácil e que terei de começar no duro. Vai haver momentos em que vou querer atirar-me para o chão a chorar e a espernear, eu sei que vai. No entanto, pela primeira vez senti que iria ficar tudo bem. A minha mente fervilhava de ideias e, desta vez, poderiam deixar de ser ideias e passarem para a prática. Porque estava a aprender como fazê-lo. 

Outra coisa que adoro nos cursos é o convívio com as pessoas. É, sem dúvida, das melhores partes. Adorei a variedade de pessoas que tinha à minha frente: desde professores, directores comerciais a agentes imobiliários. Fiquei encantada. Senti que estava com eles numa bolha, a lutarmos juntos pelos nossos sonhos. Naquela sala não éramos os doidos ou os alucinados desta sociedade drogada de pessimismo. Éramos apenas aquilo que somos: um grupo de pessoas que acredita nos seus objectivos e que luta para eles acontecerem. Não posso deixar de sorrir perante a ironia da vida... o cepticismo com que olhava para a área do desenvolvimento pessoal e, um ano depois, ali estava eu sentada com nove Coaches à minha volta. A eles, deixo-lhes o meu muito obrigada. E, em especial, à minha Coach, com um lado tão genuíno e puro.... a receber-nos sempre com um sorriso e um olhar tão doce. 

Acabei o curso com o mesmo lema a ecoar-me na mente: o céu é o limite. Como se tivesse sido electrocutada por um acorde de guitarra. Só que desta vez, ganhei conhecimentos que irão ficar comigo o resto da vida. 

27/10/15

O que os outros dizem

                                           Jennifer Morrison

Ainda me lembro quando pensava em pânico nas dores que iria sentir quando colocasse o aparelho... que todos os meses haveria uma semana em que só iria conseguir comer papas e iogurtes. A minha madrinha dizia apenas para não ligar ao que os outros diziam, porque cada um é como é. Devia ter-lhe dado ouvidos. É que ela parece acertar sempre e, nas alturas mais cruciais, as palavras delas ecoam-me na mente. 

Há um ano atrás, chegou a minha vez. Coloquei o aparelho e quando cheguei a casa andava toda feliz a pensar que de facto estava a fazer uma tempestade num copo de água. Ainda fiz torradas para o lanche!  O problema veio no dia seguinte... quando acordei parecia  que tinha levado um murro na boca. Foi das raras vezes que senti dores. Todos os meses com a manutenção nunca senti nada. Talvez um dente ligeiramente dorido mas ao fim de 2-3 dias era como se nada tivesse acontecido. Perguntei inclusive à Dra. se era normal eu não sentir dores nenhumas - eu sei, devo ter parecido um niquinho de nada masoquista. Ela disse que sim, que estava tudo bem. 

Com isto tudo, não tenho como objectivo fazer publicidade aos aparelhos ortodônticos. A parte mais importante foi mesmo o que a minha madrinha disse: cada um é como é. Aquilo que aconteceu ao fulano x não significa que te vá acontecer a ti também. Tanto para o bem como para o mal. Neste caso, pensar que vou ficar com um sorriso parecido com o da Jennifer já me deixa feliz (ou parecido, vá não desmoralizem aqui a je). Resumindo e concluindo: dêem ouvidos às vossas madrinhas.

22/10/15

Ponte 25 de Abril


Eu e a ponte lisboeta temos uma história. Eu sei é só uma ponte, provavelmente muitos de vós atravessam-na todos os dias de manhã para ir para o trabalho e ficam retidos nela no trânsito a praguejar (I know the feeling) Contudo, comigo sempre foi diferente. Quando era mais nova (por outras palavras, quando era uma adolescente de 15 anos revoltada com a vida) ia muitas vezes para o Cais do Sodré depois das aulas e ficava sentada a olhar para aquela vista. O cheiro a mar acalmava-me e ficava a observar os carros que nela atravessavam. Desanuviava a mente e, meia hora depois, sentia-me mais tranquila. Bom, a minha vida continuava uma chatice mas eu sentia-me melhor (não queiram tentar perceber a cabeça de uma miúdinha de 15 anos, logo a minha, ui!). Ainda continuei a lá ir durante dois anos, ia para lá escrever, ouvir música...enfim, ia descomprimir.

Anos mais tarde, quando deixei de ser uma adolescente e tornei-me numa mulher minimamente responsável, continuei a olhar para a ponte com o mesmo carinho. Um copo à noite com os amigos e ainda hoje sinto um ligeiro arrepio ao olhar para a minha "fiel companheira".

Eu sei. Its's just god damn bridge. Mas para mim é o meu símbolo lisboeta favorito, não fosse eu escolhê-lo para o logotipo deste cantinho. 

19/10/15

Segurança


É bom estar na nossa zona de conforto, é certo. Afinal, quem é que não gosta de se sentir seguro, seja a que nível for? Financeiro, emocional, you name it.  Jogar pelo seguro muitas vezes é bastante sensato. 
Contudo... arriscar também. E eu confesso que estou nessa fase. De arriscar, como se fosse saltar de um precipício. Mais importante, quero fazer isso mas tendo plena consciência dos riscos e das consequências. Alargar as zonas de conforto faz bem ao espírito. Mudança é a palavra de ordem. 

Por isso, venha o que vier, vamos nisso. 

10/10/15

Ah, a determinação!

                                         Yvonne Strahovski (Chuck)
                    
Há uns tempos, tive a aventura de chegar a casa com uns riscos no carro. Ora, se há coisa que aprendi foi a não dar demasiada importância a certas coisas e esta é uma delas. Até porque eu disse "riscos" não disse amolgadela. Quando mostrei ao meu pai, ele disse: "Ah, só isto... bom, isto sai. É só limpar". Mostrei como sempre o meu ar de cepticismo, mas qual não foi o meu espanto quando vi as marcas a desvanecerem. O meu pai esfregava com afinco e dizia: "eu vou tirar isto daqui, não acredito que ao fim de 2000 esfregadelas isto ainda cá esteja...". Olhei para ele e sorri, um velhinho de cabelo grisalho mas com o espírito cheio de determinação. Sabem o que me reconforta, sobretudo nas situações mais difíceis? Saber que lá no fundo herdei a sua determinação e que tudo se consegue, com muito esforço... :-)

Outra coisa a reter é: não vale a pena arranjarem um carro todo XPTO enquanto tiverem a carta há pouco tempo. Imaginem o que seriam meros "riscos" num Porsche. Ou num Mercedes.

04/10/15

Em sintonia


Primeiro conectamo-nos. Ligamo-nos àqueles que nos são mais queridos. E depois entra-se em sintonia. O que é isso de entrar em sintonia? Bom, a meu ver é convivermos com o outro e entendermo-nos, apesar das diferenças. Tão simples quanto isso. 

25/09/15

On the road


Posso dizer que o meu último desafio foi, sem dúvida, tirar a carta de condução. Adoraria poder-vos contar que fui uma excelente aluna, que correu tudo bem logo à primeira e foi tudo muito giro, mas... não foi bem assim. No meu caso em particular, o problema residia na mente. 

Em primeiro lugar, é importante constatar que conduzir em Lisboa não é fácil. Eu, na minha ingenuidade, achava que eram todos uns amorzinhos porque toda a gente me cedia a passagem nas aulas - algo que se alterou de imediato quando passei a andar no MEU carro (saudades do carro da escola!). Lembro-me sobretudo que quando tinha aulas marcadas nas horas de ponta elas nunca corriam muito bem. 

O certo é que passei no exame o mês passado e só nestas últimas semanas comecei a ganhar coragem para andar na estrada. Por estrada, entenda-se pela cidade mesmo. E é uma sensação incrível de independência. A parte mais gira de conduzir? Encaixar as mudanças. Por isso sou um pouco desconfiada em relação às mudanças automáticas. É óbvio que já fui buzinada umas quantas vezes (e apelidada de "lesma" por amigos) mas isso é entrar por um ouvido e sair pelo outro. Como a minha algarvia preferida diz: "Quem conduz em Lisboa, conduz em qualquer lado". True. As pessoas são selvagens na estrada. 

Outra parte importante é o instrutor. Eu confesso que tive três.  Bom, na realidade tive mais porque andei a saltitar mas depois tive de me decidir. Ser professor exige ter muita paciência e era algo que o meu primeiro instrutor não tinha. Veio então o segundo e foi o que mais me ensinou. Achava engraçado o facto de ele me tratar por "filhota" quando apenas nos separava uns meros 4 a 5 anos de idade. Agora que olho para trás vejo que ele tinha uma paciência de santo, pois era daqueles gostava mesmo do seu trabalho. Entretanto ele entrou de férias e tive o meu terceiro professor. Também era dos que tinha amor à camisola. Lembro-me em particular na véspera do meu exame ele me ter dito distraído: "Pois, mas vocês são como se fossem meus filhos e portanto eu quero que passem todos no exame..." Ouvir aquilo enterneceu-me. Sabem, é que no meu caso não foi um amigo/a, namorado ou familiar que me deu o primeiro contacto com o carro. Foi mesmo na escola e, portanto, eu tenho um grande respeito pelo trabalho deles e sei que muitas vezes não é nada fácil. No entanto, apanhar um professor que não é competente é, no mínimo, frustrante... seja em que contexto for. E no meu caso, tive muita sorte. Um limpou-me as lágrimas de frustração quando chumbei no exame  e o outro limpou-me as lágrimas de alegria quando passei e consegui finalmente a carta.   

Agora é sempre a andar. Sendo lesma ou não :-)

14/09/15

Erros Ortográficos


Se há coisa que me causa urticária são os erros ortográficos. Reparem que há uma diferença entre lapso e erro ortográfico. Os lapsos são mais frequentes quando estamos cansados ou distraídos mas os erros... é serto que há errus e errus. Infelizmente á muita gente que gosta de pontapear a Língua Portuguesa. O meu preferido é aquele do: já comes-te? pensas-te? Meus queridos, a forma do passado - também conhecida por pretérito perfeito - escreve-se sem tracinho, sem hífen. Caso contrário, é como dizer: comes-te a ti próprio. Não, não me estou a querer armar em superior, simplesmente é frustrante olhar para jornais ou artigos na internet com errus destes. Vá, se ficaram golozos por mais: o pior está mesmo aqui. Em pleno supermercado. Lembram-se de mais algum tesourinho? 

( imagem retirada da net)

08/09/15

Decisions, decisions...

                                            Julia Roberts 


Vão haver sempre pessoas a mandarem-nos abaixo. Que dizem que não vamos ter sucesso, que não vamos conseguir, que vai correr mal. Mais interessante se torna quando essas pessoas são aquelas que mais nos deveriam apoiar . Pode nem ser por mal... às vezes,  e por mais irónico que pareça, é porque se importam connosco e por isso dizem tais coisas. Outras vezes é só mesmo por maldade ou inveja. 

Seja como for... nada disso interessa. O que importa mesmo és tu e aquilo que queres (ou não queres) para ti. Somos nós. Hoje tive um dia daqueles, sabem? Luminosos. Em véspera de folgas, podia ter aproveitado para descansar ou ler um livro, mas não. Assim que cheguei a casa, arrumei o quarto, doei dois sacos de roupa, tirei o pó aos livros de alemão e mandarim e ainda estive a ver o que preciso de material escolar. Pois, adivinhem quem vai voltar a estudar. E não, não vai ser na faculdade. Vai ser algo mais auto-didacta. Sempre adorei as cadeiras de língua e ficava aborrecida quando tinha de largar o alemão para estudar outra cadeira mais chata - como a teoria da literatura. Por outras palavras, vai ser brutal. 

Existe também o oposto das pessoas que descrevi no primeiro parágrafo. Há aquelas que ficam genuínamente felizes com as tuas decisões e além de te apoiarem, ajudam-te. Aquelas que te aceitam tal e qual como és, com todos os teus defeitos. Todos mesmo. Porque te conhecem. E eu sinto-me grata por isso. 

Sim, hoje foi um dia de esperança. De abraçar um novo desafio. 

03/09/15

Setembro


Mês de Setembro. Para muitos, é o mês de regressar às aulas, aos manuais escolares. Voltam também as melhores séries e com elas juntam-se as noites a devorar episódios (e a fazer maratonas de estudo, mas enfim, isso são pormenores)

Deixei para trás a minha vida de estudante mas, de vez em quando, sinto uma ligeira nostalgia. Lembro-me de estar sentada nas escadas da minha faculdade, em plena cidade universitária, ao anoitecer... a contemplar todo aquele ambiente académico com um sorriso no rosto. 

Os dias vão ficando mais curtos, a pouco e pouco. O calor vai acabando (ou não) e regressam os primeiros odores da chuva, depois de três meses de Verão intenso. Regressam as camisolas mais quentes e as mantas. É claro que agora é tudo muito bonito mas daqui a uns tempos já me estou a queixar das chuvas torrenciais - comigo ainda na rua, que é a parte mais gira - e do facto de às seis da tarde já estar noite cerrada. Mas pronto. Setembro não deixa de ser mágico.

31/08/15

Os mimos da juventude


Entre uma das mil e uma coisas boas de se ser jovem é ter um sistema imunitário do melhor... é apanhar uma constipação daquelas que nos tiram a força,  que só o facto de estar em pé deixa-nos completamente esgotados, sabem? Três dias depois, após muitas horas de sono - sim, porque continua a não haver cura para a constipação, os medicamentos apenas aliviam os sintomas - fico como nova. Ou quase, vá :-)

Melhor que um truque de magia.

25/08/15

A parte boa de crescer


Lembro-me que quando era criança as coisas eram mais simples. Uma manhã inteira de desenhos animados e uma lata de bolachas faziam as minhas maravilhas. Ou as brincadeiras infindáveis com peluches e Polly Pockets. O maior problema na altura seria apenas os trabalhos da escola ou o facto da colega x ou y ter sido uma pequena besta. No big deal

Estávamos na década de 90 e toda a gente se lembra do que era ser criança na altura. Tralhas como os tamagotchis, as cartas do Pokémon, os pega-monstros, eram quase um must have. Novo século e entramos na adolescência. Ficamos convencidos que é das melhores fases da vida, mas não é. Pelo menos, a minha não foi. Esta fase resumiu-se a ataques de acne, problemas de confiança, amores não correspondidos... you name it. Estão a ver aqueles filmes de domingo à tarde onde a protagonista é um "patinho feio" mas depois no fim se revela ser um belo "cisne" e fica com um gajo todo bom? Pois, atrevo-me a dizer que só cheguei à parte do cisne anos mais tarde. 

Acaba-se o liceu e entra-se num novo Mundo: a Faculdade. Confesso que quando pus os pés pela primeira vez na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa fiquei deslumbrada, foi quase como entrar em Hogwarts (excluindo a parte do banquete e o facto do pavilhão estar quase a desmoronar-se). Foi a fase mais tranquila da minha vida e também o primeiro passo para "ser um cisne". Tinha eu 17 anos e trazia comigo um monte de incertezas. Porque a verdade é esta: somos forçados a escolher muito cedo. No 9º ano, no meu caso, com 14 anos escolhemos a área que queremos seguir (no meu caso, não foi díficil, era uma naba com números e desenhos, restando portanto a área das Humanidades que adorava) e três anos depois decidimos em que é que nos queremos formar. Piece of cake. É claro que aquilo que estudámos não nos define, mas é impossível voltar atrás sem perder um ano aqui e acolá. 

Ora, encontravámo-nos no ano de 2012 (dizem que era o ano do Apocalipse, pois claro...) e saí da bolha académica para enfrentar uma nova realidade: o mercado de trabalho. Foi aí que as coisas mudaram. Para melhor claro. Não foi fácil encontrar algo, mas quando isso aconteceu, cresci. Sobretudo pelas pessoas que entraram na minha vida. Era aqui onde queria chegar: sim, às vezes sinto falta da simplicidade das coisas quando se é criança, mas não trocaria esta independência por nada deste mundo. Mesmo com as mil e uma angústias por que temos de passar quando somos adultos. Uma das coisas fundamentais que adquirimos com o tempo é a filtrar aquilo que é realmente importante e aquilo que não é. Aqueles que interessam e aqueles que não interessam para nada. 

Como disse, eu cá não sofro de síndrome de Peter-Pan. O que sou agora vale mais, apesar de ainda adorar comer bolachas à frente da televisão. 

22/08/15

Housekeeping


Dia de folga: até poderia significar ir a algum lado fabuloso mas não. Desta vez,  é apenas sinónimo de limpezas. É daquelas coisas que não gosto muito de fazer mas que têm de ser. É cansativo sim, mas depois vem o grande sentimento de vitória quando acabo com uma casa de banho reluzente ou um fogão livre de gorduras e pronto para outra. Um lar limpo e arrumado, quem é que não gosta? :D 

É claro que daqui uns dias voltamos ao mesmo "déjà-vu" de arrumar tudo de novo. De limpar e esfregar tudo, outra vez. E lá vou eu armada em fada do lar tratar do assunto. 

18/08/15

Its all about connection


Depois de passar oito horas do meu dia a lidar com pessoas, a minha paciência fica ligeiramente no limite. Mas, verdade seja dita, são elas que nos fazem crescer. O ser humano não evoluía, se vivesse isolado no mundo, certo? Porque a vida é feita de pequenos grandes acontecimentos e cada um deles acabam, de certa forma, por se tornar num capítulo. 

O facto é que as pessoas procuram-se umas às outras, mesmo sendo inconsciente. É tudo uma questão de nos conectarmos uns com os outros, como uma rede social humana, de encontrar aqueles amigos de A grande. Sim, aquelas pessoas que não importa se estamos bonitos, feios, se cheiramos mal dos pés ou arrotamos... simplesmente estão lá. E só isso já facilita muita coisa. Torna certos episódios menos assustadores. 

A vida acaba por se tornar um pouco nisso: numa eterna busca de seres com quem nos identifiquemos. Confesso que no meu caso já encontrei alguns... e não há um único dia em que não me sinta grata por tê-los comigo. 

15/08/15

A senhora das limpezas

É quase meia noite. Na plataforma da estação da Alameda, meia dúzia de pessoas com cara de cansaço aguardavam o metro e eu era uma delas. Geralmente, quando saio do trabalho a essa hora tardia, costumo encontrar a senhora das limpezas. Ora podia ser uma pessoa como outra qualquer mas há certos traços nela que prendem a minha atenção. É magra e pequenina, contudo o seu passo é rápido e decidido. Usa o cabelo ruivo solto, com apenas uma pequena mecha levemente entrançada atrás. E é sempre um poço de simpatia. Certa vez, enquanto ela lavava o chão, duas amigas conversavam entre si sentadas, à espera do metro. Ao verem-na, encolheram as pernas de modo a não estorvar, pelo que a "ruivinha" respondeu com um  "fiquem à vontade, deixem-se estar" possivelmente bem mais doce do que o meu, quando o digo aos meus clientes. 

No entanto, é sobretudo a sua saia que mais me desperta a curiosidade. É sempre comprida, até ao tornozelo e já a vi em diversos padrões: às flores, às pintas ou simplesmente lisas. É engraçado de ver como a saia vai esvoaçando, enquanto ela passa o chão com a esfregona, parecendo deslizar em pézinhos de lã.

Ontem passou por mim nas escadas. Cumprimentei-a e ela retribuiu com um largo sorriso. De seguida, dirigiu-se ao carrinho das limpezas e embrulhou a esfregona velha num saco de plástico, ficando o cabo de fora. Reparei que era a única que a observava. Os seus movimentos, enquanto trabalhava, eram tão fluídos que parecia os de uma bailarina. Por fim, começou a lavar o chão da plataforma. Do lado oposto, surgiu um colega, que lhe perguntou:

- Ainda demoras muito? 
- Não. Estava aqui uma mancha preta que se via à distância. 
- Então mas ainda falta?
- Não. Era uma mancha horrível, francamente querido. 

Dei por mim a sorrir sozinha na estação. De facto, limpar tem muito que se lhe  diga. Especialmente naquela estação de metro.

08/08/15

Amor em quatro patas


Eu não tenho nenhum animal de estimação, mas tenho de admitir que deve ser das sensações mais recompensantes que há. Passei dois dias a brincar com o cão da minha madrinha e é de rir à gargalhada. É o cãozinho mais beijoqueiro e sociável de sempre. Eu sei, em dois dias se calhar não deu para ver as asneiras que ele costuma fazer, os sapatos roídos, a casa virada de pantanas, as coisas partidas. Nem a responsabilidade e despesa que é necessária para ter um cão. Mas acima de tudo o amor destes meninos é do mais genuíno e puro que existe. Seja qual for o nosso estado de espírito, eles estão sempre prontos para nos receber com um latido de alegria e um vigoroso agitar de cauda. 

Por isso não entendo como é que há gente que os abandona. 

05/08/15

De coração cheio


O dia começou com grande nervosismo mas depressa se dissipou: acabei num autocarro com rumo a Faro, ao fim do dia. Sabem aquela sensação de terem superado um grande desafio?  Desafio esse que andavam a tentar ultrapassar há meses? Hoje foi o dia da vitória. 

Deixei a minha cidade num belo final de tarde. Confesso que adorava ser daquelas pessoas que dorme que nem uma pedra durante toda a viagem, mas não sou. Pelo contrário, parece que o céu maquilhado em tons de rosa e o alcatrão que vou desbravando de autocarro me deixa num estado meditativo e desperto, apesar do corpo estar morto de exaustão. O lema mantém-se: anything is possible e mil e uma ideias fluem-me pela mente. 

Nada podia abalar a minha boa diposição. Nem mesmo quando um pombo resolveu deixar-me um "presente" na minha mala de viagem (exacto, qual é a probabilidade??? Bem podia cair um maço de notas do céu, mas não...) Nada mesmo. Melhor ainda, iria celebrar com a minha gente. My people. 


Hoje toda eu sou amor (só hoje, hã?). Iria visitar o Algarve pela milésima vez, mas seria a primeira com carta de condução. 

30/07/15

Príncipe encantado

                                        Chuck and Sarah, da série "Chuck" (2012)

Ou a princesa. Também conhecido por "o/a tal ". Muitos são os que procuram mas eu cá tenho uma teoria: para mim tal ideia não existe. Não, não me tornei fria nem tenho um icebergue no lugar do coração. Pelo que eu vejo, o que existe são momentos. Com pessoas que nos marcam e que nos mudam, para melhor ou pior (geralmente é suposto ser para melhor, mas não é infalível). São fases da vida de cada um de nós. O ideal é essas fases estarem sintonizadas, de certa forma, nas duas pessoas mas isso nem sempre acontece. E quando não acontece, não tem necessariamente de ser uma coisa má. Muitas vezes - só para não dizer todas - não é nada fácil manter uma relação entre duas pessoas. Não é mesmo. 

O que se passa é que as comédias românticas e os livros do Nicholas Sparks só mostram a parte cor-de-rosa da coisa. E sim, é tudo muito bonito mas a longo prazo a relação acaba por se tornar num compromisso onde haja companheirismo, respeito, amizade, compreensão e um sem fim destas coisas filosóficas, estão a ver? Um trabalho mútuo. Estou a constatar o óbvio, eu sei, mas ao mesmo tempo, noto que muita boa gente perde esta noção. Porque no fundo é isso. Uma relação séria dá trabalho. Afinal, o que é que na vida não dá trabalho? Até  levantar o rabo do sofá para buscar a nossa tablete de chocolate dá trabalho! 

Lembro-me que quando cheguei ao último episódio da série que referi na imagem (das minhas preferidas, já agora) fiquei muito desapontada porque o final ficou em aberto. Três anos mais tarde e, depois de rever alguns episódios, percebi que foi dos melhores finais que a série poderia ter. Depende somente da nossa interpretação. Anything can happen

E é esse mesmo o meu lema de vida neste momento. Tudo é possível. Basta deixar. (Pronto, está bem e mexermos o rabo um bocadinho. Assim só um niquinho de nada).

Viva o nariz entupido!


Pleno Verão e adivinhem quem apanhou uma constipação... não tive saudades nenhumas das noites mal dormidas nem de andar a espirrar pelos cantos. Um pesadelo.

26/07/15

Aquelas alturas...

Em que temos a cabeça em água, porque acontece tudo ao mesmo tempo... um pouco como os electrodomésticos quando avariam. Começa com um microondas e a seguir vem o esquentador ou o fogão. Não é das melhores sensações. 

22/07/15

Shame on me!

                                                     Emma Watson 

E assim se passa mais de uma semana sem escrever neste cantinho. Shame! Muitas vezes, o cansaço acaba por falar mais alto, e estes últimos dias têm sido uma loucura... Para piorar, tive outro torcicolo - o segundo deste mês - e digamos que não foi muito giro. Para cúmulo, quando estava deitada na cama a repousar o telemóvel toca e foi um verdadeiro desafio para o alcançar. Por mais que tentasse, não me conseguia levantar para o atender. Ouvia-o tocar e nada. Às tantas mandei-me para o chão e lá consegui mexer-me. Retornei a chamada ainda sentada no chão, a rir-me às gargalhadas. 

A dor vai passando agora e hoje foi dia de pintar, escrevinhar e pôr a leitura em dia. Ufa.

13/07/15

Dos dias felizes

                                                         Angelina Jolie


Minto se disser que tenho um monte de amigos mas, dos que tenho, são do melhor que há. Eu sei, parece cliché mas é a verdade. Vamos crescendo e ganhando maturidade. Tornamo-nos capazes de decidir se isto ou aquilo é ou não é bom para nós e, de certa forma, acabamos por nos tornar mais selectivos nas amizades.
Sinto-me sortuda porque tenho pessoas maravilhosas a meu lado e sei que estarão comigo sempre, tenha eu dias mais chuvosos ou dias radiantes cheios de sol. E acreditem que o meu sentimento é recíproco. São estas pessoas que despertam o que há de melhor em nós e que nos desafiam a ser ainda mais. 

Hoje foi um dia muito feliz. Daqueles que fazem os dias merdosos valerem a pena, sabem? Recebi boas notícias atrás de boas notícias de grandes amigos meus e, no entanto, é como se tivessem acontecido a mim.

Sinto-me grata por poder estar presente na vida deles. 

12/07/15

O lado masculino

                                                 Bradley Cooper


Quando estamos entre amigos e temos algum tempo morto pela frente, o resultado nunca é bom. Desta vez, resolvemos olhar para a caligrafia de cada um. Rabisco qualquer coisa num papel e pergunto a uma amiga a sua opinião, ao que ela responde:
- Tens uma letra muito masculina, parece de homem. 
- O quê? Não pode ser, estás a brincar, pá!
Ela continua a olhar e acena com a cabeça, ignorando a minha indignação.
- Sim. Como aqueles gajos que têm a letra toda direitinha e que são muito bons na cama. 
- Oh.
Olhei para o papel toda orgulhosa. E assim se leva um boost no ego.

08/07/15

Superheroes



Acho que no fundo todos temos um pouco de super-heróis dentro de nós. Afinal de contas, mão é preciso uma capa ou andar por aí num carro morcego a salvar meio mundo para se ser um. Todos os dias eu vejo gente à minha volta a enfrentar pequenos desafios, tais como: "Tenho de conseguir saltar a barreira e passar na prova" ou " Eu vou acabar o estágio" até aos maiores obstáculos como: "Vou lutar contra este cancro". 

A parte mais engraçada são os nossos disfarces ou, por outras palavras, os nossos trabalhos. Quem sabe se por trás daquele empresário que trabalha das nove as cinco no escritório, não está um escritor que vai para um curso de escrita pós-laboral? Ou se por atrás daquela assistente de loja, não estará uma verdadeira cantora? Acaba-se por abrir uma caixinha de supresas...

Eu sei, parece uma ideia ingénua e assim que vejo os noticiários este pensamento vai um pouco por água abaixo, mas hoje... escolhi acreditar nisto. Escolhi ser uma pequena heroína. Só por hoje :-)

06/07/15

Passatempo Oceanário


O Verão está em alta e as temperaturas também. Eu, a Lisboeta, poderia andar na praia, de havaiana no pé a distribuir bolinhas de berlim e protectores solares, mas não. Em vez disso, tenho não um, mas DOIS bilhetes do OCENANÁRIO para vos OFERECER. É verdade. "E o que tenho de fazer para participar?" perguntam-me vocês. Muito fácil.

Regras do Passatempo:

3- Colocar um "Gosto" na página de Facebook do blog.

4- Partilhar o passatempo no Facebook de forma pública. 

5- Preencher o formulário abaixo até ao próximo dia 5 de Agosto (é permitida apenas uma participação por endereço de email).

As regras 1 e 2 estão na página de Facebook do blog. Os vencedores serão escolhidos aleatoriamente através do site Random.org. Boa sorte a todos e divirtam-se! 

Vá, confessem, se calhar preferiam as bolas de berlim.

04/07/15

E tempo para ler, senhores?


Sempre tive o gosto pela leitura. Começou com os livros de "Uma aventura", mais tarde os livros do Harry Potter e, por fim, os romances. Os clássicos ou os mais modernos. As férias de Verão eram óptimas para os livros e muitos deles ficavam cheios de areia da praia. 

No último ano, o meu gostou diversificou. Enquanto dantes lia apenas romances - os chamados novel- agora acabam por entrar livros técnicos de desenvolvimento pessoal, de neurociência e claro... o meu pedacinho de ficção. Sabem aquelas pessoas que se envolvem demasiado com as personagens e com a história? That's me. Se for preciso, até sonho com o enredo e interajo com a protagonista. 

A questão aqui é onde vou arranjar tempo para ler todos estes livros. Uns vão a meio, outros por começar. No entanto, a vontade de ler estes malandros é muita. Portanto... é uma questão de organização. Que comece a saga da leitura. 

E por aí? Que livros andam a ler? 

03/07/15

Dos saldos

                                              Emma Watson em "The Bling Ring"


É preciso muita paciência. Mas muita mesmo. Primeiro, é a música aos altos berros, mas isso já é mais que habitual. Depois, a desarrumação. As funcionárias vão tentando sempre arrumar a loja, mas é como se a feira da ladra estivesse ali montada. E é andar sempre aos encontrões, a pedir licença vezes sem conta. 

Comprar maquilhagem na Sephora é um desafio, pois é certo e garantido que vos tentem impingir algum desmaquilhante ou eyeliner. Eu sei que as funcionárias estão apenas a fazer o seu trabalho, mas depois de recusar uma de forma cortês, minutos depois vem outra com uma cantiga diferente. 

Se os saldos tem coisas boas? Tem sim, senhora. É a melhor altura para comprar casacos de Inverno. A sério. E claro, algumas pecinhas de Verão. Entrei em algumas lojas mas não vi nada de jeito. Comecei a pensar que estava mesmo muito magra, pois até o tamanho S. me ficava a boiar no corpo. Ia a sair da Pull&Bear de mãos a abanar, quando de repente encontro um vestido simples mas lindo, cor de salmão. Assentou-me que nem uma luva. Estava com um excelente preço e era um tamanho M. 

Assim se deixa uma mulher feliz. 

02/07/15

Long day...

                                                Elenco da Clínica Privada 

Depois de um longooo dia e de chegar a casa à meia noite, sabe-me pela vida tomar um duche, vestir o pijama e comer uma taça de cereais, enquanto vejo uma série que tinha gravada na box. Neste caso, é a clínica privada. O raio da Shonda Rhimes ainda hoje me leva às lágrimas... e sim, o Jake Reilly continua giro que se farta.

É o meu pedacinho da noite, antes de ir para a cama.

27/06/15

Nova imagem

Tardou mas chegou. O logotipo da casa: a Ponte 25 de Abril - a mais bonita de todas, na minha opinião - uma chávena da bebida que eu adoro e bebo todo o ano. Por fim, o lápis, o acessório de escrita que está sempre comigo na mala. 

Para aqueles que foram incansáveis comigo, que deram sempre a sua opinião e me aturaram com as minhas dúvidas infinitas, deixo-vos o meu obrigada. A linha que separa os amigos da família é muito ténue mesmo... :)

Agradeço também à gráfica por ter pegado na minha ideia e tê-la transformado em algo... brutal. 

Novos desafios, venham eles. 

25/06/15

Mas a quem é que acontece isto?

 Dez da noite. Tinha acabado de sair do curso e estava a morrer de fome. Sabia que não ia aguentar até casa, sentia-me exausta pois tinha dormido pouco na véspera e portanto precisava mesmo de comer. Resolvi dar um pulinho aos Armazéns do Chiado e parei no Mac. Quando ia a pagar, coloco o cartão MB e diz que o código está incorrecto. Tento outra vez e dá a mesma coisa. Acabo por pagar em dinheiro e, de seguida, fui a um MB mais próximo ver o que se passava. Só sei que nessa noite a minha cabeça não estava nada boa... falhei três vezes o código e o cartão ficou retido na máquina. 

E assim se fica sem dinheiro em poucos minutos. Lá tive eu de ligar para o banco a pedir uma segunda via. E não, não é um cartão que eu use ocasionalmente... uso no dia-a-dia. Eu sei, é muito mau mesmo. 

Adeus, Junho!

                                                         Tatiana Maslany

O mês já está quase no fim e foram 30 dias sempre a bombar. O curso de escrita terminou e eu delirei com as sessões. Aprendi várias técnicas para desbloquear a escrita e fiz inúmeras coisas, desde brincar com plasticina até fazer recortes e colagens. Comprei ainda alguns livros quando estive no Algarve - adoro voltar com a mala mais pesada, cheia de mil e uma coisas que vou achando por lá - e confesso que já tinha muitas saudades de mergulhar numa boa ficção. 

Decidi também que chegou a altura de mudar um pouco a alimentação. Comer mais legumes e frutas, reduzir nos chocolates e doces. E a ver se junto as corridinhas e caminhadas mais vezes. 

Hoje foi também dia de ver o último episódio de Orphan Black, uma das melhores séries de sempre. Acompanhou-me durante dois meses e prendeu-me ao ecrã logo desde o primeiro episódio. Tiro o chapéu à Tatiana Maslany, pela sua versatilidade. E por me ter levado às lágrimas (foram só umas gotinhas!!!).

21/06/15

Devaneios algarvios

Faro


Folga no fim de semana: uma excelente oportunidade para fugir à rotina e meditar sobre mim mesma. Assim foi: numa tarde quente de sexta feira enfiei-me num autocarro em sete rios e segui com rumo a Faro. Sentia-me exausta, pois na véspera tinha dormido apenas quatro horas mas sabia que o descanso estava próximo. 

Quando cheguei, reconheci de imediato o meu Padrinho e sorri. Percebi que é das melhores coisas quando vamos viajar (seja de autocarro, comboio ou avião): ter alguém à nossa espera no destino, distinguir o rosto familiar entre a multidão que também anseia pela chegada daqueles que lhes são queridos. 

E a tranquilidade começa. Há tempo para cozinhar, para passear, para escrever, para meditar, para rir. Sozinha e acompanhada. Uma das coisas que adoro nesta cidade é que em poucos minutos estou onde quero estar, enquanto que na capital teria de percorrer meio mundo nos transportes ou ficar séculos enfiada no trânsito. Deste modo, o dia rende muito mais. Na verdade, parece que o tempo aqui fica parado no "Pause" e o ritmo alucinante de Lisboa é algo longínquo. Ah, outra coisa importante: adoro o facto de poder andar de top e calções o dia todo sem ouvir um único piropo obsceno, é uma tranquilidade maravilhosa. 

Poder estar com as pessoas, rir à gargalhada, abraçar muito a minha Madrinha e ver outros amigos que me enchem o coração de alegria. Eu sei, estou a ficar muito lamechas mas é o que dá quando estamos longe do nosso dia-a-dia... ganhamos consciência, relaxamos e vemos (com olhos de ver) o que se passa dentro de nós.

Nem imaginam o quanto me custa voltar a carregar no "Play", quando regressar a Lisboa.

16/06/15

O curso de escrita

Desde sempre que andava à procura do curso de escrita criativa perfeito e acho que o encontrei ontem. Fica perto do Largo de Camões e durante cerca de duas horas não parámos de escrever: fizemos mil e um exercícios de rajada e o espaço tinha um ambiente muito acolhedor, na companhia de chá e bolachas Maria. 

Claro que com "moi-self" as coisas nunca poderiam correr às mil maravilhas, há sempre qualquer coisa para contar e, desta vez, não foi excepção. Tinha eu já tudo preparadinho: sandes na mala (o curso acaba as 22h), mais caderno e caneta. Ia primeiro para as aulas de condução e depois seguia directamente para o curso. Muito bem. A caminho do curso, dou por falta de algo... cacete, o caderno ficou no carro! Liguei para a escola a avisar, mas já não ia a tempo de voltar para trás. Estava dez minutos atrasada. Quando cheguei, toquei à campainha e, ao sair do elevador, a porta abre-se e dou de caras com uma senhora.
- Olá, A. 
- Olá. Como é que sabe o meu nome? 
- És a única que falta. 
Esbocei um sorriso amarelo e pedi desculpa. 
- Não tem problema, a formadora também acabou de chegar. Sou a Diana e aqui tratamo-nos todos por tu. 
A minha sorte é que resmas de papel foi o que não faltou naquela aula. 

14/06/15

Domingar


Defino "domingar" por descansar, não fazer nenhum. E sabe tão bem um dia assim. Ainda por cima, ando com uma pedrada de sono por causa dos medicamentos... malditos sejam.
Só de pensar que quando era mais nova adorava estes dias assim mais nublados para escrever - não sei porquê mas nunca o consigo fazer quando está um sol radioso - e dizia até que um dia ia passar uns meses na Noruega ou na República Checa para escrever um livro. Está bem está, quando senti o frio de Praga escrever foi a última coisa que me passou pela cabeça. 

Bom domingo. Por aqui, espera-me uma semana de muito trabalho. 

13/06/15

Coisas do meu instrutor

Foram mais duas aulas seguidas. Chegámos ao centro de exames, em Chelas e ele diz: 
- Vamos fazer uma simulação de exame?
- Sim, pode ser. 
- Tens é de escolher um percurso. 
- A... pode ser o de Alvalade.
O que me tinha calhado no exame. Quando íamos a sair do centro, pergunto:
- Isso significa que não vais falar mais comigo, a não ser para me dar indicações?
- Sim, vá é só até ao ponto de troca. 
Eu que estava entretida com a conversa lá concordei. Fizemos tudo tal e qual no exame, a inversão de sentido de marcha no mesmo sítio, tudo igual. Tinha acabado de virar à esquerda quando ele, de súbito, desencosta-se do banco e pede-me para parar. Por baixo dos óculos escuros, ele olhava para mim com um ar esquisito. 
- O que é se passa, B.?
Olhei para todos os cantos do carro à procura de algo. "Ai mãe, tu queres ver que é a jante que está quase a roçar no passeio? Mas não pode ser, eu fiz tudo bem..." Por fim, ele responde: 
- Ah, nada, era só para ver uma coisa. Podes arrancar. 
- ....
Estávamos numa subida, no exacto sítio onde deixei o carro ir abaixo no exame (e que milagrosamente consegui arrancar depois). Ia entrar na rua principal quando, de repente, passam três carros por nós. Ali estava um belo Mercedes vermelho, com a je a fazer o ponto de embraiagem para que ele não fosse com o caraças com a lei da gravidade. 
- A sério, B.?
- A vida é tão injusta. 
Quando finalmente consigo entrar na rua principal, oiço:
- Mas com força de vontade tudo se consegue. 
É claro que depois deito tudo a perder com uma segunda mudança colocada demasiado cedo numa subida, mas isso já são outras coisas. 

12/06/15

De férias

Jennifer Aniston
Adorava dizer que vos estou a escrever de Malibu, de bíquini e cocktail (de frutas, porque já sabem que de álcool não dá) na mão, na companhia de dois massagistas todos jeitosos mas não. Continuo pelas ruas de Lisboa, só que não estive parada, nem por um segundo. Nesta semaninha - que infelizmente já está a acabar - tive TEMPO para fazer as minhas coisas, para investir em mim: fui ao médico, tive a minha sessão de coaching, inscrevi-me noutro curso de escrita, contactei um designer para criar um logótipo (depois explico). Ora, e porque a vida é demasiado curta, toca a trabalhar naquilo que mais gosto: haja tempo para escrever. E há outras novidades, claro. Está tudo para breve. 

10/06/15

Night out

Isto de sair à noite e não poder beber álcool tem muito que se lhe diga. Sabem, meus queridos, é que ser chinesa tem um pequeno preço a pagar: sou intolerante ao álcool. Agora estão vocês a pensar: "Portanto, és fraquinha, não tens resistência à coisa". Não. Basicamente, se beber não morro, mas fico super vermelha (não é só coradinha) no rosto, no peito, nas mãos até; o coração acelera como se estivesse a correr meia maratona e fico a escaldar. Para me sentir assim, prefiro ficar quieta e não beber. 
Ora há uns dias atrás fomos celebrar o facto da C. ter acabado o estágio. Tomámos um café no Princípe Real e seguimos para o Bairro. Confesso que gostei bastante do ambiente e do cheirinho a erva e de pararmos a cada dois passinhos para cumprimentar alguém conhecido. Entretanto senti o estômago a dar horas e acabei por dividir uma tosta de frango divinal com a C. Em pleno Bairro Alto. 
Antes de irmos para uma festa no Lx Factory - festa essa que me convenceram a ir - passámos por um último bar para beber um shot. Já estava a ver os copitos ali em fila e perguntei à rapariga que nos servia:
- A... não têm aqueles shots de fruta?
- Não. 
Talvez vendo o meu ar pouco convencido, pôs no meu copo sumo de ananás. Claro que houve alguém que não ficou muito satisfeito.
- O quê? Vais beber sumo? - perguntou-me a minha melhor amiga. 
- Sim, C. Está num copo de shot, não está? Então pronto, é um shot.


Pois, estão a ver aquele líquido amarelo? Era o meu sim. Ainda tive de ouvir:
- Vês? O nosso é muito mais giro, olha tantas cores. 
Próximo destino: Conga club, Lx Factory. Nunca pensei em me rir tanto naquele ambiente descontraído. Em cima do balcão dançava um travesti com umas pernas mais jeitosas que as minhas. Como o B. - um amigo da C. super querido - disse: só homens bonitos. Não podia concordar mais. No fim da noite, o T. levou-me até à rua e avistámos um táxi. Ele estendeu o braço e o carro parou. 
- Leve a menina a casa em segurança - disse ele. 
Sorri-lhe. Não nos vemos muitas vezes, mas sempre que nos encontramos é sempre um amor de pessoa. E sim, o taxista fez muito bem o seu trabalho.
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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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