28/07/17

Planos furados...


 Passámos por uma marina e o meu melhor amigo disse:

- Um dia vou comprar um barco.

- Olha, para mim não dava, que eu enjoo.

- Eu também.

- Então para que querias um barco?

- Oh, para te levar a passear. Mas assim iríamos vomitar os dois, esquece lá isso.

Verdade seja dita, este homem tem um coração grande.

26/07/17

Férias


 Conceito de férias: um período de tempo sem pensar no trabalho. Pelo contrário, aproveitar essa altura para reflectir sobre aquilo que quero (ou não quero), para estar com quem gosto e ver coisas novas. E não podia ter escolhido melhor cidade para tal.

17/07/17

Complexo de Édipo


 Tudo começou comigo a sentar-me no sofá após um longo dia, de auscultadores na cabeça. De repente, veio-me a imagem do meu pai a fazer o mesmo há uns anos atrás e percebi o prazer da coisa. De ouvir música e deixar a mente devanear, tão simples quanto isso.

Quando eu era pequenina, adorava andar atrás do meu pai pela casa. Se ele fosse para a cozinha, eu ia também. Se ele fosse para a sala, eu fazia o mesmo - para a casa de banho então era uma comédia! Lembro-me que ele muitas vezes ficava sentado na sofá com os auscultadores, sorridente e olhava para mim, com um olhar de quem sabe muito mais do que aquilo que aparenta. 

Agora, sou eu que o fico a observar sorridente, para aquele homem que me criou. Herdei o seu espírito trabalhador e lutador, assim como, o seu lado mais criança e ternurento (tem dias). 

Por isso, sim, podem chamar-me menina do pápá porque sou mesmo :-) Mais alguém po aí?

10/07/17

Longo dia.


Após um dia que parecia não ter fim, não tenho palavras para descrever a sensação de chegar a casa e sentir o silêncio. De parar de ser abordada por pessoas e não ter de sorrir, fazendo conversa fiada só porque sim. De poder ouvir os meus pensamentos e estar comigo mesma. De poder ficar sossegada. Nem que seja por um bocadinho. 

Sabe-me pela vida. 

05/07/17

Mais um desta vida


Quando atendes mais um mal amado e mal fodido desta vida e, de repente, tens o cliente aos berros a dizer: "Não, estou farto de andar um lado para o outro. Não saio daqui até resolverem o meu problema." Poderia ser um cliente indignado com razão, só que não era de todo o caso. O problema dele era legítimo, sem dúvida, e eu apenas disse que ali no balcão não conseguiria fazer nada, ele teria de se dirigir ao piso -1 para resolver a questão. E eis que a criatura decide explodir, sem se aperceber do quão ridículo está ser. Isto é como ir a uma farmácia e a pessoa recusar sair dali até conseguir comprar pão. Olhando para o homem perguntei-me quem é que precisaria dum psiquiatra: ele, por estar a fazer um escândalo sem sentido algum ou eu por ter uma vontade enorme de lhe arrancar os olhos. 

02/07/17

Qual renovação celular, qual quê!


Há uns tempos tive uma conversa deveras interessante com a minha colega de casa e, às tantas ela pergunta-me: 

-Tu acreditas que és a mesma pessoa que eras quando tinhas 18 anos, fisicamente falando?" 
  
Reflecti e acenei a cabeça. Ela insistiu:  

- "Tu achas que és a mesma pessoa? As tuas células renovam-se totalmente a cada 7 anos, Catarina... sentes-te a mesma pessoa?" 

Talvez mais boazuda e sem acne, mas sim, a mesma pessoa. Dias depois, encontro uma colega que não vejo há uns anos e ela diz-me: "Estás tão diferente, rapariga!" Não sei se ela se estava a referir aos bollycaos e às outras porcarias alapadas na minha cara - sim, enquanto que as pessoas normais engordam nas ancas, no rabo ou na barriga, eu engordo no rosto, a sério! - mas deixou-me a pensar. 

A nível emocional, nem tenho palavras para descrever o quanto mudei. Aquilo que conquistei e alcancei foi... fabuloso. A nível físico, se calhar... também posso ter mudado qualquer coisa sim. Sabem, acima de tudo, estou grata pela sorte que tive. De ter caído em boas mãos, nas mãos de pessoas que me ajudaram e mudaram a minha perspectiva perante tudo.

Por aí, o que pensam? Também mudaram? :-) Contem-me tudo! 
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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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