30/10/16

Eu e a comida


Eu sempre fui daquelas pessoas que basicamente punha tudo à boca e gordura nem vê-la. Contudo, - e antes de me rogarem uma praga - dizem que com o passar do tempo o metabolismo deixa de ser assim e é bem verdade. Já acrescentei uns quilinhos aos 48 que tinha, não estou gorda mas, se continuar a comer porcarias... para lá caminho. 

Primeiro, os doces. São a minha perdição e é onde tenho de trabalhar mais. Sobremesas e snacks cobertos de açúcar foram riscados da minha lista. Só muito ocasionalmente, vá. Legumes, fruta e bolachas com pouco açúcar são mais que bem-vindos. É que eu até me porto bem nas refeições mas, durante o dia petisco imenso e... não vou para as coisas boas. 

Segundo, exercício. Piscina, caminhadas, abdominais. Acima de tudo, quero fazer disto estilo de vida. Não vai ser fácil, de todo. Há dias em que a preguiça fala mais alto, mas no fim de contas... a saúde vale mais, não?

Alguma dica que queiram partilhar comigo? :-)

 

27/10/16

Tic, tac...


Para mim, o tempo é algo do mais valioso que há e não convém de todo desperdiçá-lo. Eu tenho a filosofia de que viemos ao mundo com os dias e os minutos contados e, por esse motivo, é para aproveitá-los ao máximo. 

É bastante bonita na teoria mas pode tornar-se bastante desgastante na prática.  Percebi que estava a viver esta ideia ao extremo quando fui fazer uma caminhada pela cidade por ideia da minha colega de casa. Sem objectivo, sem hora marcada para estar e foi o suficiente para me fritar a mente. Andar num passo calmo, sem pressas. Sentada num café de papo para o ar, a olhar para as pessoas à minha volta. Ou seja, algo que fazia quando era mais nova mas, com o passar dos anos, deixei de o fazer - a menos que esteja de férias, claro. 

Percebi que não podia viver assim nessa constante pressão comigo mesma. É importante não perder o foco nos nossos objectivos sem dúvida, mas não ao ponto de ficarmos stressados ou até frustrados quando não conseguimos cumprir com todas as tarefas que tínhamos planeado para esse dia. Deste modo, prometi a mim mesma tirar uma hora durante o dia para relaxar. Sem culpa, sem cumprir prazos. Quem sabe, um dia pode ser tarde demais para aproveitar estes pequenos momentos... Até agora, não está a correr mal :-)

E por aí? Também já vos aconteceu ou nem por isso?  

23/10/16

Skydive

O despertador tocou às sete horas em ponto. Lá fora, estava escuro como a breu e roguei uma praga por não me ter ido deitar mais cedo na véspera. Acabei por arranjar coragem para sair da cama e ir a Évora SALTAR DE PÁRA-QUEDAS. Sinceramente, acho que ainda não conseguia acreditar que o grande dia chegara, por fim. No geral, sentia-me bastante tranquila. Ora dormitava na viagem, ora lia ou devaneava. 

Chegámos ao aeródromo por volta das onze da manhã. Preenchemos a papelada e aguardámos, pois tínhamos duas pessoas à nossa frente. Digamos que essa espera não ajudou mas os nervos só começaram a aparecer quando nos fomos equipar. É importante ressalvar que a equipa foi brutal. Super simpática, punham-nos à vontade e explicaram todo o procedimento da coisa.

Quando íamos a entrar para o avião é que caí na realidade e só pensava para mim: "Porquê, Catarina??? Porque é que te foste meter nisto?". Para quem adora andar de avião, como eu, os vinte minutos seguintes foram uma maravilha. Ver a cidade de Évora de cima vale muito a pena, sem dúvida. Estava eu bem mais relaxadaa conversar com os instrutores e o meu melhor amigo, quando o grande momento chegou. A porta do avião abre-se e temos de nos atirar para aquele vazio. O frio cortava-me o rosto, via um sol tímido a tentar penetrar todas aquelas nuvens. No segundo a seguir estava a cair do céu. É uma sensação incrível, é algo que se deve fazer pelo menos uma vez na vida.










Não me interpretem mal, eu estava borrada de medo. E, durante os primeiros segundos, achava mesmo que ia perder os ténis porque pareciam que me iam cair dos pés. Contudo, todo o salto foi de suster a respiração e cheio de adrenalina. Valeu mesmo a pena. E estava grata por ter o meu melhor amigo ao meu lado em mais um desafio. 

Podem conhecer mais sobre o sítio e toda equipa fantástica aqui

17/10/16

Masterchef Austrália

 
 Já aqui expressei a minha paixão pela culinária e volto a dizer. A comida serve para nos ligarmos uns aos outros. O momento de estar à mesa é de convívio, de partilha, de alegria. Só de pensar que quando era miúda detestava as horas de refeição! 
 
Sou também fã do Masterchef Austrália (os outros não me dizem nada) e este ano estou a adorar a nova turma, assim como a presença feroz do Marco Pierre-White. Um furacão na cozinha, mas sempre com conselhos sábios. O ano passado rendi-me ao Reynold, o rapazinho das sobremesas
 
Mais alguém vê este programa? Também gostam de cozinhar? :-)

11/10/16

Hora de ponta




Sempre adorei viver na cidade. Para mim, é onde corre o stress, o bulício e confesso que gosto de sentir essa rotina. No entanto, por mais que tente, não consigo adaptar-me às horas de ponta. Reparem, depois de passar dois anos a trabalhar num aeroporto (o trânsito que existe às 5 da madrugada ou a meio da tarde é imenso, como devem imaginar...) e um semestre a entrar ao fim do dia, é um choque enfiar-me nos tranportes às 9 da manhã.

Vamos pôr isto desta forma. Houve uma vez em que ia tão apertada no metro, que tinha o nariz enfiado no cabelo de uma moça qualquer. Outra vez, não consegui entrar no transporte porque simplesmente já não cabia mais ninguém. Estão a ver um mosh num concerto de metal? Pronto, é mil vezes pior. 

Estou para ver até quando vou aguentar isto.

09/10/16

Dos clientes que valem a pena

Emma Watson


Trabalhar com o público não é fácil. Sim, é muito giro mas há sempre algum cliente mais atrasado que, se calhar, faz-te uma pergunta ainda mais idiota. No entanto, também há outros que nos surpreendem pela positiva. Tinha acabado de vender dois bilhetes a umas senhoras e, de repente, uma delas diz-me: 

- Olhe, a menina é muito bonita. 

Sinto um calorzinho nas faces e agradeço o elogio. Fez-me ganhar a manhã.

02/10/16

Donna


aqui falei desta série e volto a referir. É das melhores que já vi nos últimos tempos e uma das minhas personagens preferidas da série Suits é a Donna. Para quem não conhece, a Donna é uma mulher lindíssima sem papas na língua, perspicaz, profissional, meiga e preocupada com o outro. Sabe sempre o que deve (ou não) fazer. Claro que tem os seus momentos de fraqueza, mas sem dúvida que é um furacão com um coração de manteiga. 

Se há coisa que aprendi até há pouco tempo, é que não temos de ser uma Donna 365 dias do ano. Que não há problema em, de vez em quando andar mais vulnerável, de não saber o que fazer em algumas situações ou de simplesmente ir abaixo. Não nos torna menos "Donna" apenas revela que somos fortes, mas não de ferro. Por isso, se houver momentos em que te apetece gritar "porra para esta merda" e partir algo é perfeitamente natural. 

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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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