28/06/16

Terapia com a bestie

Sabem, a meu ver, a melhor amiga (ou melhor amigo, claro) é uma peça fundamental na vida de um mortal. Eu, por natureza, sou um pouco stressada e a minha princesinha é um poço de calmaria - acreditem, para ela se enervar é porque a coisa está mesmo agreste. Ou quando estou em baixo, estar com ela deixa-me mais tranquila. Afinal, ela é das poucas pessoas com quem posso dizer tudo aquilo que me vem à cabeça. Mesmo quando não digo, ela sabe o que estou a pensar - pior que uma telepata. 



Após quase dois meses sem nos vermos, passámos o domingo na praia. Eis o que aconteceu.

Ela: - Vou ali ao café. Precisas de alguma coisa?
Eu:  - Não, mas daqui a nada se calhar vou comprar uma garrafa de água. Estou cheia de sede.
Ela: - Eu tenho aqui água, se quiseres. Deve estar morna, mas pronto.
Eu:  - Pois eu já bebi. Está quente e sabe a plástico.
Ela: - Que lata!! Nem sequer pedes - disse boquiaberta.
Eu:  - Então, somos família. Nem sequer me lembrei de pedir. 

De seguida, ela pega na garrafa dela e bebe um gole de água e diz:

- De facto sim, está muito quente e sabe mesmo a plástico. 

Dez anos disto, senhores. A minha vida nunca mais foi a mesma :-) Ah, e saí da praia com um belo de um escaldão. Quando contei ao meu colega de casa que chegámos lá ao meio dia ele soltou uma gargalhada, dizendo: "- Ao meio dia?? Pois, aí nem com a fábrica da PizBuin ao pé de ti, queimavas-te à mesma..." Verdade.

27/06/16

Eu e os gatos

Percebi que a minha vida mudou quando comecei a viver com amigos que têm animais de estimação. De repente, começa a ser rotina comprar aqueles rolos de tirar pêlos, não estivesse a minha roupa agora quase sempre coberta deles. Em Faro, fazia-me companhia uma gata laranja e bem rechonchuda, aqui em Lisboa é outra. 

Vamos lá ver o seguinte, eu não sou fanática por gatos. Tolero-os, faço-lhes festinhas e depois vai cada um à sua vida. Com a gata cá de casa as coisas não começaram com o pé direito. Muito menos depois de ela me ter saltado para cima certa vez, enquanto eu estava de pé distraída a olhar para o telemóvel. Diz-se que ela estava com o cio, claro. 

Com o passar do tempo - e depois dela ter tomado Pilucat, ou seja, a pílula para gatos, nome muito original não é? - ela acalmou. A pouco e pouco a nossa relação vai melhorando. Ora adivinhem lá, quem é que me fazia companhia enquanto eu estudava a semana passada.


Não, não estou a ficar derretida por ela. Podemos dizer que nos toleramos mais agora, vá, ou pensavam que ia fazer um churrasco com ela, hã?
Neste momento, enquanto escrevo este post, ela está empoleirada no meu armário a fingir que não me ouve quando a chamo.
Bem podia ter escolhido outro posto para dormitar :-)

25/06/16

Era uma vez Faro

Tudo começou com um daqueles lembretes do facebook. A minha madrinha partilhou uma memória da primeira vez que fui a Faro. Em Maio de 2014. O meu coração sorriu porque desde então tanto a minha vida como a dela mudara por completo. Em dois anos apenas. 

Antes de 2014, o Algarve para mim era aquele sítio banal onde toda a gente ia passar o mês de Agosto. Não imaginaria nunca que iriam aparecer dois algarvios (portanto, a minha madrinha e o meu padrinho) para revirar a minha vida. E que boa reviravolta, digo-vos já! Se Lisboa viu-me nascer, Faro viu-me crescer. Nesses dois anos, cada vez que lá ia sentia um turbilhão de emoções, era muito mais do que ir visitar uns amigos. Regressava sempre uma pessoa diferente, mesmo sem saber. Nunca me esquecerei do dia em que cheguei à estação de bagagem na mão e tinha dois vultos sorridentes lá ao longe, à minha espera. Eu sei, podia estar a falar de um destino paradisíaco ou da Big Apple, mas não. Estou mesmo a gabar a pequena grande cidade de Faro. Porque também se tornou na minha casa, por ser sempre tão bem acolhida e acarinhada. E, se há coisa que aprendi nestes últimos anos, é que o nosso lar pode ser onde nós quisermos que seja. Em qualquer parte do mundo.

 Em dois anos, mudei de trabalho algumas vezes, saí de casa, tirei a carta de condução, vivi em Faro, viajei pela costa algarvia, conheci um pouco do Norte,  voltei para Lisboa. É certo que não conquistei o mundo mas... não estou nada mal para uma pirralha de 24 anos, hã? :-) A minha madrinha, por sua vez, tem uma linda bébé nos seus braços. 

O regressar a Lisboa é sempre díficil (apesar de amar a capital, atenção!). O familiar nó na garganta na estação rodoviária. O marejar de lágrimas. Mesmo sabendo que voltarei. Sempre. 

É o que dá ser lisboeta de sangue e algarvia de coração. 

23/06/16

Conselhos de um algarvio, claro

Estava combinado que ia uns diazitos para as belas terras do Algarve, nomeadamente à cidade de Faro, e eu estava ao telefone com o meu algarvio preferido.

Eu:  - Pois mas olha, se chegar mais cedo, vou dar uma volta por aí, ou então vou ao Choco&Nut.
Ele: - Não, não vás ao Choco&Nut.
Eu:  - Porquê???
Ele: - Porque aquilo está cada vez melhor.
Eu: - Então mais um motivo para lá ir! 
Ele: - Não, aquilo está com muitas coisas novas e é tudo delicioso e tu não vais saber o que escolher, a sério. 

Faço das palavras dele a verdade. Óbvio que fomos lá e vi na página de Facebook deles uma panqueca (de 3 andares, senhores!) de ovo Kinder. Fanáticos como somos por esses ovinhos - e, ainda por cima, entram em via de extinção na estação quente - foi o que escolhemos.


Estava divinal e soube-me pela vida. Claro que veio aquela sensação de "Oh deus, vou virar diabética" mas depois passa, com o estômago a rebentar de felicidade. Sem dúvida que é dos meus pontos obrigatórios quando vou a Faro :-)

18/06/16

Suits


 Depois de Once Upon a Time e Orphan Black, eis que finalmente encontro uma série que me prende ao ecrã. As críticas são bastante boas e... rendo-me completamente aos homens de fato! Sim, é uma pequena tara que tenho, o que querem? :-) Na minha cabeça, todos os homens ficam lindos de fato (99%deles, vá) e estes não são excepção, especialmente o Mike Ross.

Claro que em termos de Direito sou um pouco leiga (assim só um bocadinho) e escapam-me algumas coisas, mas não há nada como começar a aprender.

Recomendo vivamente. Para quem não conhece, podem ver o trailer aqui.

13/06/16

O meu lado ouriço


Costumo dizer que "trapalhona" é o meu nome do meio. Adoraria que não fosse, mas sou. Desde que me mudei para a nova casa - algures no início deste mês - já parti dois pratos, arranhei-me nas costas (sabem que isto de pôr a roupa a lavar e levar com uma janela apontada para as costas tem muito que se diga) e a cereja no topo do bolo foi a semana passada, em que torci o pé. Tudo mérito próprio. E o mês ainda só vai a meio, senhores!

Basicamente, às vezes é como se tivesse espinhos no corpo e levasse tudo atrás. Eu bem tento ser cuidadosa, mas depois acontece sempre algo. Acho que me está mesmo no sangue. 

Mais alguém em solidariedade comigo ou nem por isso? :-)

11/06/16

***

 
Há dias em que te sabe pela vida saberes que não estás sozinha. É como se tivesses um co-piloto na tua vida para te dar uma mãozinha na altura certa. Sabe tão bem.

05/06/16

Peripécias das mudanças

Era hora de almoço. Levei o meu boguinhas com algumas tralhas para a casa nova. É complicado estacionar por lá por isso deixei-o com os quatro piscas junto a um café. Afinal, levaria apenas alguns minutos e estavam já muitos carros lá parados, de qualquer das maneiras. 

Tranquei o carro enquanto levava o first round de coisas para a casa. Ia lançada para a segunda fornada de tralhas, agora na bagageira. Pego nos meus pertences e, de forma, a ter as mãos livres coloquei as chaves em cima dos bancos, por uns segundos. Fechei a bagageira. Resultado: um carro trancado com as malditas chaves do carro a acenarem-me no vidro de trás. Estavam ali reluzentes a olharem para mim.

A este cenário acrescentem um calor insuportável. Tive de ligar ao meu pai para me trazer as chaves suplentes e, como não estava estacionada num dos melhores sítios, pedi que viesse de táxi, pois seria bem mais rápido. 
Em uma hora a situação ficou resolvida. Ao contar a situação a um amigo, ele apenas me responde: "Bem... faz parte do teu charme.

Podemos dizer que sim.

02/06/16

Mudanças


Sabes que estás a crescer quando a tua perspectiva muda face aos desafios que a vida te apresenta. De repente, um desgosto amoroso ou os problemas no trabalho já não te parecem o fim do mundo. Começas a ver as coisas de forma diferente e descobres que afinal tens uma força dentro de ti que nem sabias que tinhas. 
 A pouco e pouco, vais ganhando asas e aprendes a (re)viver. Deixas, portanto, de ser uma adolescente insegura cheia de acne e entras no mundo dos adultos. Com ele, vem uma série de obstáculos mas também vem a confiança, o amor por ti e pelos outros, os sorrisos, a independência. 

Um dos meus maiores passos recentemente - uma das razões de muita correriafoi a minha saída de casa. Por outras palavras, deixei o ninho e fiz-me à vida. Vamos ver como corre, sem expectativas e com o coração carregadinho de receios, mas ao mesmo tempo de alegria. De orgulho em mim mesma porque é, sem dúvida, dos dias mais importantes da vida de uma pessoa. 

Como foi a vossa mudança por aí? Ou ainda estão no ninho? Contem-me tudo :-)   
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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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