29/03/16

Das dualidades da vida


O primeiro dia de trabalho. É dos dias mais marcantes, pois é aquele que nos faz sair da nossa zona de conforto, é o que nos dá a conhecer novas pessoas, o que nos vai fazer crescer tanto a nível profissional como pessoal, é o primeiro dia de uma nova fase. 

Depois, por outro lado, temos o último dia de trabalho. É o dia em que tornámos o que outrora foi desconhecido em zona de conforto, em que as pessoas novas se tornaram nos nossos amigos, é o fim de um capítulo mas também marca a possibilidade de muitos outros.  

Desta vez, é o início. Vamos a isto. 

26/03/16

Primavera


Quando era mais nova - por outras palavras, quando ainda andava no liceu - apercebia-me que a Primavera tinha chegado através da mudança de hora, no último domingo do mês de Março. Havia outros sinais, claro, mas para mim isto era o que tornava oficial a chegada  da nova estação. De repente, já não era noite as 18h da tarde, já não fazia tanto frio e já não tinha de andar o dia todo com as meias ensopadas - acontecia-me tanta vez quando chovia a potes e tinha calçado os meus ténis de estimação, metia literalmente a pata na poça.

Sempre foi uma das minha estações preferidas. Nem demasiado quente, nem demasiado fria. É o primeiro passo para os dias longos e solarengos, para a feira do livro e as farturas (pelo menos aqui em Lisboa), para o renascer da natureza assim como a chegada das andorinhas, para as noites quentes de Verão.

20/03/16

It ain't easy

Nunca ninguém te diz que vai ser fácil, porque a verdade é que não vai e tu já sabes isso. No entanto, o que tu queres não são palmadinhas nas costas, às vezes basta apenas pararem de dizer que não vai correr bem, que não há futuro, que não presta. Queres carregar no mute e ficar no teu canto por um bocado, para amadurecer as ideias. Porque o facto é que nem tu sabes como as coisas vão correr. 

Antes de mais, tens uma grande tarefa pela frente: descobrir aquilo que gostas de fazer. Aquilo que queres ser quando fores grande e não tem de ser para o resto da vida. Eu demorei 23 anos a descobrir o que raio queria fazer com a minha vida e, mais importante que tudo, a acreditar que aquilo que eu queria era possível. 
Depois de descobrires o teu propósito, chegou a altura de lutares por ele. E, adivinha... não vai ser fácil. Às vezes, ser feliz não é fácil sobretudo quando implica ir contra os valores ou ideias dos outros. Quantas vezes eu não oiço colegas dizerem que gostavam de ter ido para o curso de psicologia ou artes mas escolheram Direito porque teve de ser? Ou que gostavam de ter feito isto ou aquilo mas as circunstâncias da vida não o permitiram? Não, não os estou a julgar porque eu não sou ninguém para o fazer, mas são estas pequenas coisas que me fazem reflectir.

A partir de uma certa altura, a sensação de ficar estagnado fala mais alto. Vês os anos a passarem mas, apesar disso, estás na mesma: no mesmo sítio, no mesmo trabalho, na mesma vida. Claro que se te sentes feliz assim, óptimo. O problema é quando não estás bem. Mais uma vez, não estou aqui para julgar ninguém, porque eu sei que é muito mais fácil deixar as coisas andarem e manterem-se neste coma diário do que dar uma reviravolta nisto tudo. Porque fazer isso implica mudar e tomar decisões, implica quebrar rotinas de muitos anos, implica... sair da zona de conforto. E isso pode ser aterrador ao início, sobretudo quando se tem mais alguém dependente de nós. Eu sei, porque estou a passar por tudo isso agora. Pior é quando finalmente te decides mexer e, as pessoas que te são mais próximas parece que te tentam demover as ideias, achando que piraste de vez! Não é por mal, acredita, é porque muito provavelmente estão preocupados contigo (ainda que tenham uma forma estranha de o demonstrar, i know)


Posso apenas dizer que tem dias. Às vezes, ligo o turbo e faço as coisas de cabeça erguida. Outras vezes, nem tanto. Começo a duvidar, a baixar os braços... e aí lembro-me também do sabor da estagnação. Isso funciona como um choque eléctrico, porque é o que faz com que  volte sempre a tentar. Há uns meses atrás, tive de tomar uma decisão séria (mais uma da vida!) e, ao desabafar com a minha madrinha, ela perguntou-me de repente: "Olha, se morresses agora, morrerias feliz?". Fiquei uns bons minutos a olhar para o ecrã do computador. O cursor continuava a piscar, ansiando a minha resposta que foi: "Bem... não morreria infeliz." Pois não, mas morreria conformada. E sinceramente, a vida tem de ser mais do que... conformada.

Por isso sim,  o caminho para a felicidade é tramado. Só nos contos de fadas é que tudo é maravilhoso porque na vida real, é isto. Mas... quando alcançar o meu objectivo, eu sei que nem vou ter palavras para descrever a sensação. Todos os adjectivos vão parecer insuficientes. Vou andar com um sorriso tolo e um brilhozinho nos olhos, preenchida pelo sentimento de conquista e de "missão cumprida". É como quando estamos apaixonados, estão a ver? Excepto que, desta vez, estou a falar da paixão pela vida.

18/03/16

Blogging




Pois é, resolvi também aderir ao Blogging. Para quem não sabe, é um plataforma que reúne vários blogs de diferentes categorias. O meu está inserido na categoria Lifestyle. Afinal, para alguma coisa hão de servir as minhas peripécias, não é verdade?
Aderi porque é uma forma de me juntar ao vasto (e maravilhoso!) mundo da blogosfera e de estarmos assim todos conectados. 

Aproveito para deixar o meu obrigada por lerem este cantinho. Ler os vossos comentários, a darem-me feedback dos meus posts deixa-me... preenchida :-) 

Ficam aqui o Facebook do Blogging  e o Twitter.
 

15/03/16

Eu e os aviões


Eu tenho uma pequena pancada por aviões. Desde pequena que os oiço ao de leve e confesso que são a minha banda sonora perfeita nas manhãs frescas com cheiro a Verão ou nos finais de tardes nocturnos e chuvosos. Já quando trabalhava no aeroporto gostava de observá-los (a grande maioria das vezes queria era sair dali depressa para poder ir dormir, mas são pormenores) A primeira vez que andei num tinha 22 anos e estava muito empolgada - na verdade, parecia ser a única passageira atenta às instruções da hospedeira. E adorei a sensação. A melhor parte é sem dúvida a descolagem. Aqueles minutinhos em que o avião está a ganhar velocidade e de súbito, enquanto sustenho a respiração.... perde-se o contacto com o solo e estamos no ar.

Não sei porquê mas associo sempre um sentimento de esperança quando olho para eles. Anything is possible. Tudo pode começar com um avião para um destino qualquer. A aterragem pode ser sinónimo de  regresso a casa mas também de um mar de possibilidades.    

E vocês? Gostam de andar de avião ou nem por isso? :-)

11/03/16

Messy Me


Sempre fui uma pessoa organizada mas, no que diz respeito ao quarto, esse adjectivo não existia até há umas semanas atrás. Reparem, eu arrumava-o claro. Deitava algumas coisas fora, colocava as coisas onde deveriam estar e pronto. Até o mês passado. Ver o meu quarto de pantanas, após um mês de ausência não me agradou muito. O meu melhor amigo viu o cenário e disse: "Bom, vamos lá arrumar isto!". Eu hesitei e sentia-me um pouco envergonhada perante aquele caos mas ele insistiu, sem me ouvir reclamar que o arrumaria sozinha mais tarde: "Anda lá!!! Vai ser giro!" Bom, não foi giro, mas senti-me muito melhor depois. Percorremos a minha secretária e vimos cada objecto que lá estava, um por um, deitando fora aquilo que não precisava. Um saco de lixo depois, tinha novamente um sítio para escrever. 

No dia seguinte, continuei a saga sozinha. O meu quarto não é grande e, ainda assim, consegui encher nove sacos de lixo - incluindo a roupa para doar. Pior que um quarto desarrumado, é um quarto cheio. E eu tinha muuuita tralha. Não deixa de ser irónico porque sempre tive aquela máxima de menos é mais, mas por algum motivo só comecei a aplicá-la agora ao meu espaço.

No fim, senti-me muito mais eu. Percebi o bem que aquela tarde com o meu buddy me fez (ele vai ficar tão vaidoso quando ler isto ai...) e a partir daí mantive a minha organização. Estão a ver aquelas pessoas que têm as chaves do carro na mão e segundos depois não sabem onde as puseram? That's me. As boas notícias é que isto se educa. Treinar a mente para se organizar. Agora andam religiosamente no bolso direito das calças. Não é no esquerdo, é no direito, sempre. 

Não quero com isto dizer que agora sou uma fadinha do lar e que tenho sempre tudo impecável. Não, às vezes a desarrumação instala-se, mas nada que não se resolva em meia hora. Pelo menos, não é excesso de coisas. É um desapego material saudável e assim vou-me manter.

Digam-me, também foram assim ou caos não é convosco? :-)  

04/03/16

Masterchef Australia 2015




Nem sempre gostei de comer. Aliás, em pequena as horas das refeições eram um verdadeiro tormento, mas com o passar dos anos fui mudando de opinião. Sobretudo quando aprendi a cozinhar. Aprendi a apreciar um bom crepitar de alho e cebola ou a brincar com os sabores e as especiarias. 

Por essa altura, comecei a ver alguns programas de culinária tais como o Masterchef. Até há uns anos, achava tudo isso uma perda de tempo, afinal qual é a piada de ver pessoas a fazer comida que não vou provar? Mas ainda assim havia qualquer coisa que me atraía. A verdade é que ainda aprendi algumas coisas, acreditem ou não.

No entanto, é sobretudo o espírito de união que me cativa. Vemos as mesmas caras e acabamos por nos afeiçoar aos concorrentes, sentindo os nervos à flor da pele quando algo não lhes corre bem. E depois há aquele concorrente para lá de talentoso. Havia um nesta temporada - mais novo que eu até - que fazia sobremesas extraordinárias. De deixar uma pessoa boquiaberta, a sério. Foi eliminado esta semana, com muita pena minha, mas ainda assim não deixará de ser um vencedor lá fora.

No fundo, o que eu quero dizer é que a comida serve para nos ligar uns aos outros e é das formas mais genuínas que existe para o fazer.

E por aí? Também são um bom garfo? :-)
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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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