28/04/16

Overnight Oats




Durante muitos anos, comia sempre leite com cereais ao pequeno almoço. Depois de ter decidido mudar alguns hábitos alimentares - sendo um deles reduzir o açúcar - resolvi variar. A quantidade de açúcar que existem em algumas bolachas e iogurtes deixa-me parva. 

Andei à procura de receitas e uma das minhas  favoritas é o célebre Overnight Oats. Basicamente, num frasquinho - eu usei o frasco do mel que entretanto acabou - basta juntar três a quatro colheres de sopa de leite, duas colheres de sopa de flocos de aveia, um iogurte natural e a fruta que desejarem. Por fim, polvilhar com mel e canela a gosto e guardar no frigorífico durante a noite.

Claro que esta conversa de ser saudável é muito bonita e eu até consigo comer mais peixe e legumes e beber muita água, mas quando chega o chocolate... isso já é outra história :-)

 Podem ver a receita aqui.  

25/04/16

Peripécias com a minha bestie




Estacionei o carro e liguei à minha melhor amiga.

- Estou aqui à frente do teatro. A tua casa não é muito longe daqui pois não?

Admito que o meu sentido de orientação nunca foi o melhor. Já fui a casa dela algumas vezes de carro  mas por um caminho diferente e portanto fiquei na dúvida. 

- Não. Como vens a pé, é só desceres a rua e depois viras à direita.

Se isto fosse uma conversa normal entre duas amigas, a coisa acabaria aqui maaas..... como eu sei que ela sofre de uma ligeira dislexia para distinguir a esquerda da direita (sim, meus queridos, está mesmo cientificamente comprovado que isso existe), vacilei.

- Tens a certeza que é para virar à direita

- (pausa) Ahhhh não. Esquerda, até porque nem consegues virar à direita.

Nem vos conto como foi a nossa viagem em Praga.

20/04/16

Decisões


Tem sido a palavra chave nesta semana. Tomar decisões atrás de decisões, daquelas que mudam mesmo a vida de uma pessoa. E às vezes não é nada fácil, há que pesar bem os dois lados da balança. Em outros casos, não há decisões certas ou erradas. Apenas o melhor para nós :-)

15/04/16

O homem do jogging


Um tempo dos diabos. Saí para ir trabalhar a rogar uma praga ao vento que ameaçava virar o meu guarda-chuva. Levava comigo a farda num saco de papel vermelho (do género dos sacos da Primark, estão a ver?). Estava consumida no meu mau humor, quando de repente passa por mim um homem a fazer jogging à chuva. O que me chamou a atenção não foram os seus peitorais que tão bem se destacavam por baixo da t-shirt ensopada, mas a sua expressão. Caminhava com um sorriso no rosto e distraído nos seus devaneios, enquanto recuperava o fôlego. Segundos depois, voltou à corrida. 

Secretamente desejei ser como ele. Olhei para as pessoas à minha volta e algumas estavam a travar a mesma batalha que a minha, com o seu chapéu. Alheias ao que se passava à sua volta. Desejei largar tudo e correr tal como o homem que passara por mim, deixando a chuva tomar conta do resto. Claro que o bom senso e o meu lado racional não me permitiram fazer isso, mas sinceramente… mais valia tê-lo feito.

Cheguei ao trabalho encharcada e com as calças de ganga tingidas de vermelho. Sabem, é que papel vermelho, vento e chuva não são DE TODO uma boa combinação. No entanto, a cena do jogging não me saía da cabeça. Assim que regressei a casa, pus mãos à obra e continuei a trabalhar com afinco nos meus projetos. 

O homem que vi hoje foi como um pequeno lembrete que a vida me deu.  Algum dia vais ter de começar a fazer algo por ti. A vida passa a voar e não é agradável olhar para trás e ver que ela te passou ao lado. Que passaste a vida a lutar contra um chapéu quando se calhar também poderias andar a correr feliz à chuva. Falo por experiência própria. E é natural sentir medo e insegurança, ainda hoje de manhã criei uns dramas na minha cabeça dignos de uma novela da TVI. Ah, e falta também acrescentar a frustração. São precisos mil passinhos para obter um resultado - sem garantias de que seja um bom resultado. Mas vale a pena tentar, garanto-te. Por ti.
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"Eu desejava dizer muitas coisas à rapariga que roubava livros, acerca de beleza e brutalidade. Mas o que podia eu dizer-lhe acerca dessas coisas que ela não soubesse já? Queria explicar-lhe que estou constantemente a sobrestimar e a subestimar a raça humana - que raramente me limito a estimá-la. Queria perguntar-lhe como podia a mesma coisa ser tão horrível e tão gloriosa, e as suas palavras e histórias tão nefandas e tão brilhantes", Mark Zusak em " A Rapariga que roubava livros"

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